O conto: Fábulas italianas e a memória

Autores

  • Helen Cristine Alves Rocha Universidade Federal de Uberlândia - UFU

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9826.literartes.2019.163752

Palavras-chave:

fábulas italianas, memória, imaginário

Resumo

Em Fábulas italianas (1990), Italo Calvino recolhe, seleciona e traduz vários contos dos vários dialetos italianos.  Assim, tendo em vista a relação de Italo Calvino com fábulas, contos e textos cuja fronteira entre a realidade e a imaginação é bastante tênue, temos como objetivo analisar a relação do conto com a memória, a partir dos estudos de Maurice Halbwachs (2006), Michael Pollak (1989), Jeanne Marie Gagnebin (2002), Michel Pêcheux (2007); dos estudos sobre contos de Andre Jolles (1976). Diante da importância assumida pela memória e pelos testemunhos orais como fontes de “verdade”, vemos a relação da memória com a fábula devido a esta ser uma narrativa que, inicialmente, foi extraída “da boca do povo” e, portanto, consideramos que o que as pessoas narravam era o que fazia parte de suas recordações, de seu passado e do grupo social ao qual pertenciam. Isto posto, vemos a relação do conto com a memória em virtude de seu caráter subjetivo, social e real-imaginário.

Biografia do Autor

Helen Cristine Alves Rocha, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Graduada em Letras. Mestranda em Teoria Literária pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Atua nas áreas de Linguística, Letras e Teoria Literária. Desenvolve pesquisa sobre o insólito no espaço-corpo do Visconde e do Cavaleiro, de Italo Calvino.

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Publicado

2019-12-28

Como Citar

ROCHA, H. C. A. O conto: Fábulas italianas e a memória. Literartes, [S. l.], v. 1, n. 11, p. 155-178, 2019. DOI: 10.11606/issn.2316-9826.literartes.2019.163752. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/literartes/article/view/163752. Acesso em: 20 out. 2020.