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O Grotesco e o nonsense de Alice: diálogos desafiadores nas produções culturais para crianças e jovens

Nathalia Xavier Thomaz

Resumo


Este artigo pretende discutir o entrelaçamento entre o nonsense e o grotesco nas produções culturais para crianças e jovens, passeando pela obra Alice’s adventures underground de Lewis Carroll. Tais estéticas são extremamente lúdicas e apresentam desafiadores jogos de palavras, de sentidos e imagens aos leitores. Bastos (2001) destaca que o foco do nonsense não é apenas o não sentido, mas uma busca por tornar o sentido mais intuitivo e imaginário ao desconstruir paradigmas. Ao desobedecer ao gramatical e ao pragmático, o nonsense propõe uma nova lógica a ser construída. Por sua vez, o grotesco tem sua origem em imagens encontradas a partir de escavações feitas em Roma durante o Renascimento. As formas se fundiam e se misturavam, pareciam transformar-se. A estética passou por muitas modificações ao longo dos anos, mas sempre se caracterizou pelo jogo insólito e questionador. Procuraremos refletir aqui sobre como o diálogo entre essas duas estéticas – uma mais ligada à linguagem visual e outra ligada ao verbal – leva o leitor a construir novas concepções e novas narrativas, contribuindo para o movimento infinito de criação e recriação da obra de arte.


Palavras-chave


Nonsense – grotesco – Alice no País das Maravilhas – literatura infantil e juvenil

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9826.literartes.2013.62359

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