Modernidades “periféricas”, literaturas policêntricas: Dostoiévski, Machado de Assis e o “figurino” europeu

  • Ana Carolina Huguenin Pereira Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Palavras-chave: Literatura Russa, Modernidade, Dostoiévski, Machado de Assis

Resumo

F. Dostoiévski e Machado de Assis reelaboraram, através da literatura, os contextos históricos de países que se modernizavam combinando influências estrangeiras às próprias tradições. A partir dos anos 1880 a literatura russa passou por processo de grande difusão internacional, multiplicando-se a influência das obras dostoievskianas, inclusive no Brasil. Neste contexto, a produção literária de um país considerado “periférico” em relação aos centros industriais europeus transportou-se das “margens” – simbólicas e fronteiriças – para ocupar lugar de destaque no “centro” da modernidade oitocentista. O artigo defende que a modernidade, enquanto processo histórico amplo, não guarda “centros” estáticos, mas engloba grande variedade humana em múltiplos diálogos.

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Biografia do Autor

Ana Carolina Huguenin Pereira, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Possui doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (2011). Tem experiência na área de História, com ênfase em História Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: História e Literatura, Cultura e sociedade russas, História da Europa Contemporânea.

Publicado
2018-03-14
Como Citar
Pereira, A. C. (2018). Modernidades “periféricas”, literaturas policêntricas: Dostoiévski, Machado de Assis e o “figurino” europeu. Literatura E Sociedade, 22(24), 44-67. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i24p44-67
Seção
Ensaios