O último cigarro, o primeiro lápis: a vida como rascunho em A consciência de zeno, de Italo Svevo

  • Fábio de Souza Andrade Universidade de São Paulo (USP)
Palavras-chave: A consciência de Zeno, Italo Svevo, Ficção e autobiografia, Künstlerroman, Romance moderno

Resumo

Em sua obra prima, A consciência de Zeno, a autobiografia ficcional de um velho, Italo Svevo estabelece uma ligação íntima entre a velhice como retirada da vita activa, recolhimento à inutilidade, e as possibilidades de reinvenção do mundo abertas pela literatura, convertendo desistência em resistência. Estamos no âmbito de um romance moderno de deformação, em que a escrita se prova capaz de insuflar mobilidade, um sopro erótico e irônico, ainda que discreto, aos impasses do mundo desencantado.

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Biografia do Autor

Fábio de Souza Andrade, Universidade de São Paulo (USP)

Fábio de Souza Andrade é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, onde coordena o Grupo de Pesquisa Estudos sobre Samuel Beckett USP/CNPq. Colunista da Folha de São Paulo entre 2005 e 2009, publicou regularmente artigos de crítica literária na imprensa paulistana (O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Entrelivros, Cult). É autor de O engenheiro noturno: a lírica final de Jorge de Lima (Edusp, 1997), Samuel Beckett: o silêncio possível (Ateliê, 2001), Échos et representations de Samuel Beckett au Portugal et au Brésil (Firmo&Andrade, Travaux et Documents, Université Paris 8, 2013), entre outros. De Beckett, traduziu e apresentou Esperando Godot (Companhia das Letras), Fim de Partida, Dias Felizes, Murphy (Cosac Naify) e Watt (Companhia das Letras, no prelo). Atualmente, trabalha na tradução do teatro completo de Samuel Beckett.

Publicado
2018-12-06
Como Citar
Andrade, F. (2018). O último cigarro, o primeiro lápis: a vida como rascunho em A consciência de zeno, de Italo Svevo. Literatura E Sociedade, 23(28), 139-162. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i28p139-162
Seção
Dossiê