As rosas e o tempo

  • Viviana Bosi Universidade de São Paulo (USP)
Palavras-chave: Antonio Candido, Poesia, Rosas, Flores, Modernidade

Resumo

O artigo se debruça especialmente sobre o ensaio de Antonio Candido, “As rosas e o tempo”, em que se destacam análises de poemas nos quais estas flores são imagens centrais. Também se refere ao seu estudo “La figlia che piange”, no qual o crítico busca interpretar algumas imagens na poesia de Eliot. Ora simbolizando a juventude e a beleza passageiras, ora a vitalidade amorosa, ora, por fim, a possibilidade de renovação social futura, as rosas e as flores em geral percorrem a poesia em diferentes estações históricas seja através de um tom intensamente lírico, seja, por vezes, na modernidade, através de um lirismo mesclado com inflexões irônicas e críticas.

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Biografia do Autor

Viviana Bosi, Universidade de São Paulo (USP)

Viviana Bosi é professora livre-docente do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo. Escreveu o livro John Ashbery, um módulo para o vento (1999). Encontra-se no prelo seu livro sobre poesia brasileira a partir dos anos 1960 que vai se chamar Poesia em risco. Itinerários para aportar nos anos 1970 e além. Organizou o livro Antigos e soltos (2008), com textos na maior parte inéditos de Ana Cristina Cesar. Editou, junto a dois colegas, o livro Sereia de papel: visões de Ana Cristina Cesar (2015). Organizou, junto a Renan Nuernberger, o livro Neste instante: novos olhares sobre a poesia brasileira dos anos 1970 (2018).

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Publicado
2019-12-06
Como Citar
Bosi, V. (2019). As rosas e o tempo. Literatura E Sociedade, 24(30), 140-152. https://doi.org/10.11606/issn.2237-1184.v0i30p140-152