http://www.revistas.usp.br/ls/issue/feedLiteratura e Sociedade2018-12-20T17:49:37-02:00Literatura e Sociedaderevflt@usp.brOpen Journal Systems<p>A <strong>Revista Literatura e Sociedade</strong>, vinculada ao <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://dtllc.fflch.usp.br/">Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada</a></span> da Universidade de São Paulo desde de seu primeiro número (1996), tem como objetivo promover, acolher e publicar ensaios, palestras e depoimentos sobre questões fundamentais do fenômeno literário, como a teoria dos gêneros, literatura e sociedade, literatura comparada, história da literatura, relações com outras artes e áreas do conhecimento, grandes autores e grandes obras, e métodos e práticas de crítica literária.</p><p>A revista aceita submissões de artigos de doutores do Brasil e do exterior, ligados à área de Teoria Literária e Literatura Comparada ou áreas afins. A submissão de ensaios é em fluxo contínuo, e a avaliação segue o padrão de parecer cego por pares indicados pela Comissão Editorial.</p><p>A partir de 2014, a <strong>Revista Literatura e Sociedade</strong> passou a ser publicada online no Portal de Revistas da USP, com periodicidade semestral. </p>http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152421Editorial2018-12-06T21:31:00-02:00Marcus Vinicius Mazzarimazzari@usp.br<p>Com este conjunto de ensaios a Revista Literatura e Sociedade dá continuidade ao dossiê do número anterior, dedicado a manifestações, em diversas literaturas, do chamado “Romance de Formação” (Bildungsroman), gênero historicamente associado ao nome de Goethe e a seu romance Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (1795/96). Desta vez, porém, não é Wilhelm Meister que abre a coletânea, mas sim o primeiro grande herói romanesco da literatura ocidental, abordado (assim como seu escudeiro) justamente sob o aspecto da aprendizagem – e, portanto, também da formação – no ensaio “Cervantes: dom Quixote e Sancho Pança – fragmentos de uma aprendizagem deleitosa”.</p>2018-12-06T18:32:36-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152426Cervantes: dom Quixote e Sancho Pança – fragmentos de uma aprendizagem deleitosa2018-12-13T14:42:58-02:00Maria Augusta da Costa Vieiramaviera@usp.br<p>O presente trabalho tem a preocupação de destacar nas andanças de dom Quixote e Sancho Pança um processo implícito de formação educacional presente nas relações entre o cavaleiro e seu escudeiro, em outros termos, um intelectual e um analfabeto. Antes disso, cabe retomar a possível formação que teve Cervantes na Espanha do século XVI, assim como destacar alguns dos princípios de composição poética vigentes no período.</p>2018-12-06T18:49:51-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152427Goethe, o Meister: a experiência artística como narrativa da falha2018-12-13T14:53:32-02:00Wilma Patricia Maaspmaas@uol.com.br<p>Este artigo pretende traçar um paralelo entre a formação de Goethe na Itália como aspirante à artista plástico e a formação estética do protagonista Wilhelm Meister. Ambas a trajetórias se dão, em última instância, sob o signo da falha e da renúncia.</p>2018-12-06T19:19:47-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152429Poesia recupera Amor2018-12-06T21:31:02-02:00Maria Aparecida Barbosamaria.aparecida.barbosa@ufsc.br<p>A fim de compartilhar o fórum de reflexões literárias concernentes ao Bildungsroman, o artigo que apresento resulta da minha pesquisa sobre a literatura de Novalis, a partir da compreensão dos contextos e debates poéticos que concernem à composição de Heinrich von Ofterdingen, romance que permaneceu inconcluso e passível de interpretações dos manuscritos e da crítica dos prototextos, após a morte do escritor. A essa incompletude circunstancial soma-se a do caráter específico do gênero textual romance composto de abstrações de valores morais, religiosos e de personificações dos elementos do mundo orgânico e inorgânico, o que pressupõe a ocorrência de uma alegoria literária. Considerando a complexidade do texto, este estudo desencadeia a leitura crítica com os primeiros comentários identificadores resultantes da leitura atentiva, visando a tradução, a descrição, a análise e a interpretação de um fenômeno poético mais amplo, o Romantismo.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152430E. T. A. Hoffmann e a formação parodística2018-12-06T21:31:03-02:00Rafael Rocca dos Santosrocca@usp.brMarcus Vinicius Mazzarimazzari@usp.br<p>As relações literárias entre E. T. A. Hoffmann e seu tempo estendem-se por diversas épocas e passam por diversos autores e temas. Entre eles, o romance de formação, tão caro à literatura do final dos séculos XVIII e seguintes, foi abordado de uma maneira inusitada por esse autor do romantismo tardio alemão. Este ensaio busca traçar, em primeiro lugar, as relações literárias entre o autor do romance de formação por excelência, Johann Wolfgang von Goethe (o primeiro Wilhelm Meister), e E. T. A. Hoffmann, seu contemporâneo. Em um segundo momento, buscar-se-á demonstrar como Hoffmann incorporou a ideia do romance de formação, porém acrescentando a ela um elevado conteúdo irônico e cômico, parodiando o conceito de formação (Bildung), no romance Reflexões do Gato Murr.</p>2018-12-06T19:23:45-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152432Formação de duas jovens esposas2018-12-13T16:45:36-02:00Gloria Carneiro do Amaralglomar@uol.com.br<p>O ensaio enfoca o processo de construção do romance Mémoires de deux jeunes mariées, de Honoré de Balzac. Especial atenção é dispensada à correspondência de duas jovens aristocratas francesas da época da Restauração, Louise de Chaulieu e Renée de Maucombe, que trocam ideias sobre suas respectivas vidas afetivas e casamentos, depois de anos de convivência num convento de carmelitas, na qualidade de alunas internas. O objetivo principal do romancista consiste numa discussão sobre o casamento, tal como visto na época, e sobre duas perspectivas de amor – o afeto conjugal e a paixão – em suas relações com aquela instituição.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152434Philip Pirrip as grandes e as perdidas ilusões2018-12-14T15:18:28-02:00Sandra Guardini Vasconcelossgtvasco@usp.br<p>Este artigo explora a aclimatação do paradigma do Bildungsroman no âmbito da tradição literária inglesa, discutindo suas ressonâncias no romance Grandes esperanças de Charles Dickens. Argumenta-se que as decisivas mudanças decorrentes dos processos de industrialização e urbanização, assim como a ascensão das classes médias, imprimem traços específicos à narrativa da trajetória do herói, a qual encarna as contradições de seu tempo.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152435Um adolescente à procura de seu eu2018-12-15T11:17:09-02:00Paulo Bezerrabazel@uol.com.br<p>O adolescente, de Doistoiévski, estrutura-se sobre a ideia de formação e educação, o que é incomum na vasta obra do escritor. Neste artigo é analisada a trajetória de formação do personagem que dá título ao romance em suas relações familiares, afetivas e sociais.</p>2018-12-06T20:00:30-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152437“Para governar a França, é preciso mão de ferro”: As ideias feitas no romance de Flaubert2018-12-20T16:48:41-02:00Alexandre Bebianobebiano.alexandre@gmail.com<p>Neste artigo procuramos comentar alguns dos mais impor-tantes recursos formais empregados por Gustave Flaubert n’A Educação Sentimental: uso de herói negativo, de um enre-do frouxo, do indireto livre e, especialmente, da ideia feita. Um dos objetivos do artigo é discutir a distância que separa A Educação Sentimental, que narra a história de um jovem na capital francesa, dos romances escritos por seus antecessores românticos.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152438O último cigarro, o primeiro lápis: a vida como rascunho em A consciência de zeno, de Italo Svevo2018-12-06T21:31:07-02:00Fábio de Souza Andradefsouza@usp.br<p>Em sua obra prima, A consciência de Zeno, a autobiografia ficcional de um velho, Italo Svevo estabelece uma ligação íntima entre a velhice como retirada da vita activa, recolhimento à inutilidade, e as possibilidades de reinvenção do mundo abertas pela literatura, convertendo desistência em resistência. Estamos no âmbito de um romance moderno de deformação, em que a escrita se prova capaz de insuflar mobilidade, um sopro erótico e irônico, ainda que discreto, aos impasses do mundo desencantado.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152439A Montanha Mágica: formação e fortuna de Hans Castorp2018-12-20T16:58:03-02:00Francisco José Ramiresxkoramires@gmail.com<p>O objetivo deste ensaio é refletir sobre o livro A Montanha Mágica, de Thomas Mann, como romance de formação. Se, por um lado, ele se tornou um clássico literário que vai além das fronteiras e do tempo, por outro, em sua concepção, pode ser interpretado no passo a passo de diálogos graças aos quais as escolhas do autor podem ser apreendidas. No recorte analítico aqui feito, destacam-se Schopenhauer e Nietzsche como interlocutores importantes para a construção e a concepção de formação subjacente ao livro, num momento crítico da história alemã e europeia.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152440O capítulo 19 de São Bernardo: fusão, transfusão, confusão2018-12-20T17:21:46-02:00Erwin Torralbo Gimeneztorralbo@usp.br<p>O estudo procura observar, em termos críticos, os traços do realismo deformador em São Bernardo, de Graciliano Ramos. Centra-se, para tanto, na análise de um fragmento: o capítulo 19. Como núcleo das tensões que caracterizam o romance, tal passagem apanha na forma o movimento dramático entre a matéria e o sujeito sob uma perspectiva desfi-guradora. Em seu desenho, o capítulo apreende a síntese de todo o enredo com três lan-ces: perplexidade na enunciação das vivências; embaralhamento dos tempos em estado de delírio; volta sem escape ao escuro presente.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152442Grande Sertão: Veredas, a formação pelo amor2018-12-20T17:26:26-02:00Débora Domke Ribeiro Limadeboradomke@yahoo.com.br<p>O trabalho propõe ao leitor acompanhar o percurso de formação do protagonista de Grande sertão: Veredas mediante a experiência do amor. Com o objetivo de analisar como esse sentimento promove em Riobaldo o aprendizado, o estudo descortina, por meio da constatação do pacto e pela busca do sentido da vida, seu constante processo de transformação interior.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152449A “aristocracia do pé no chão” e o herói popular em Belém do Grão-Pará de Dalcídio Jurandir2018-12-20T17:31:02-02:00Maíra Oliveira Maiamairamaia1309@yahoo.comEdgar Monteiro Chagas Júnioredgarchagas@yahoo.com.br<p>Dalcídio Ramos Jurandir, um dos maiores romancistas do modernismo da Amazônia, militante atuante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e idealizador do Ciclo do Extremo Norte, construiu uma perspectiva de História sobre a cidade de Belém nos anos de 1920 no seu romance premiado Belém do Grão-Pará. Na sua narrativa sobre a cidade em crise econômica após o fausto da borracha, Jurandir apresenta uma outra possibilidade de história a partir da população pobre do interior do Estado, que, ao se rebelar contra o descaso dos poderes públicos, retoma a tradição do movimento cabano do século XIX, lutando em armas contra os que a exploravam. Nessa trama de descaso, opressão e resistência, surge um novo sol na cidade de Belém do Grão-Pará, através da “aristocracia do pé no chão”, a “gente comum”, da qual descende o próprio Dalcídio Jurandir e a personagem seu Lício, o herói de um universo em crise, porém engajada nas lutas do seu tempo.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152445Aspectos elementares da insurreição indígena: notas em torno a Os rios profundos, de José María Arguedas2018-12-20T17:37:51-02:00Marcos Piason Natalimpnatali@usp.br<p>A leitura do romance Os rios profundos, do peruano José María Arguedas, é o ponto de partida para uma reflexão sobre os efeitos de revoltas populares em relatos de formação, em particular sobre suas noções de futuro e passado. O trabalho examina como essas questões escatológicas e arqueológicas ganham forma nos movimentos de oscilação e quebra que caracterizam as narrações na obra de Arguedas, esse conjunto de experimentos textuais elaborados em resposta às fraturas que atravessam a sociedade peruana. Destaca-se ainda como o problema do destinatário se torna decisivo para Arguedas, condição de (im)possibilidade da escrita.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152446Aspectos diluídos do Bildungsroman em Extinção – Uma derrocada, de Thomas Bernhard2018-12-20T17:43:01-02:00José Lucas Zaffani dos Santoszaffanilucas@gmail.comWilma Patricia Maaspmaas@uol.com.br<p>O objetivo deste artigo é destacar algumas características do conceito de Bildungsroman presentes na obra Extinção – Uma derrocada (1986), de Thomas Bernhard. O termo Bildungsroman surge associado à obra Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (1795-1796), de Goethe. No entanto, uma vez que os pressupostos históricos presentes no paradigma goethiano se alteraram, os elementos do Bildungsroman encontram-se diluídos nas obras que apresentam traços desse gênero. O romance Extinção possui semelhanças com o programa narrativo do Bildungsroman, contudo elas estão presentes de maneira diluída.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152447No exílio entre o desejo e o sonho: sobre a “poética utópica” de Moacyr Félix2018-12-20T17:48:34-02:00Diogo César Nunesdiogodcns@gmail.com<p>O presente texto propõe uma leitura da obra de Moacyr Félix partindo da indicação de que sua “poética utópica” trava interlocução com a Teoria Crítica da Sociedade e com a Filosofia de Ernst Bloch. Busca explorar na figura do “exílio” a possibilidade de uma leitura da subjetividade e da realidade que põe em “crise” tanto a imagem do futuro (sonho utópico) quanto a de si. Em aproximação à psicanálise, sugere que sua poética “utópica” pode ser lida como uma poética do “desamparo”, que, ao duvidar tanto da imagem quanto da possibilidade de dizer a “palavra exata”, dá acesso à “verdade impossível” do desejo.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152448Entre o Oriente e o Ocidente: a problemática do duplo no romance Les Désorientés, de Amin Maalouf2018-12-20T17:47:22-02:00Sheila Katiane StaudtSheilaStaudt@hotmail.com<p>Comparado a um Ulisses moderno, nosso herói Adam sofre os percalços de ser estrangeiro e exilado na capital francesa, além de regressar à sua terra natal – Líbano – e confrontar-se com os fantasmas do passado. O romance Les désorientés, do escritor francês Amin Maalouf, publicado em 2012, apresenta, desde o seu título, a falta de orientação, a necessidade de um norte por parte das personagens. A escrita dupla do texto vai ao encontro das personagens que orbitam nosso protagonista, por vezes, reflexos invertidos de si mesmas. Buscar os rastros do duplo na trajetória de nosso narrador-personagem Adam é o que pretendemos nesse trabalho, bem como entender os diversos (re)encontros vividos por ele ao longo da travessia. Autoconhecimento, aprendizagem, alteridade são apenas algumas das experiências por que passa nosso herói que migra do Oriente ao Ocidente (e vice-versa) tentando, quiçá, encontrar a si mesmo.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/152450Do ‘sonho americano’ ao ‘sonho europeu’: o romance de emigração Estive em Lisboa e lembrei de você (2009), de Luiz Ruffato2018-12-20T17:49:37-02:00Verena DolleVerena.Dolle@romanistik.uni-giessen.de<p>Luiz Ruffato, nascido em 1961, é considerado um dos mais interessantes e multifacetados escritores brasileiros da atualidade, das primeiras décadas do século XXI. Com ampla receção internacional, começou por ganhar visibilidade no espaço de língua alemã no ano de 2013, quando participou na Feira do Livro de Frankfurt, que teve o Brasil como país homenageado, e aí proferiu o discurso de abertura, controverso e bastante discutido, ou mais tarde, em 2014, quando publicou um artigo na revista Spiegel, pouco antes do início do campeonato mundial de futebol.</p>2018-12-06T00:00:00-02:00##submission.copyrightStatement##