A epistemologia crítica e invisível da comunicação

Palavras-chave: Epistemologia política, comunicação, linguagem, cidade, conhecimento

Resumo

Esta resenha visa discutir os preceitos de uma possível “epistemologia política da comunicação”, tal como sugere Lucrécia D’Alessio Ferrara em seu livro A comunicação que não vemos, considerando a imponderabilidade dos processos comunicacionais edificados em meio a ambientes culturais de grande complexidade, e que nem sempre se mostram com clareza. Para isso, elucida de que maneira a autora perpassa o pensamento de alguns autores do campo da comunicação, com o intuito de indicar diferentes possibilidades de produção de conhecimento que se pautam pela dúvida e pela elaboração de inferências, e as implicações políticas desse processo. Por fim, aponta as possibilidades de estudo do exercício político da urbe por meio de tal abordagem epistemológica.

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Biografia do Autor

Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, com pós-doutorado em Ciências da çomunicação pela ECA- USP.

Referências

Bakhtin, M. M. (2012). Para uma filosofia do ato responsável. São Carlos, SP: Pedro & João Editores.

Ferrara, L. D’A. (2018). A comunicação que não vemos. São Paulo, SP: Paulus.

Latour, B. (2008). Como falar do corpo? A dimensão normativa dos estudos sobre a ciência. In J. A. Nunes, & R. Roque (Orgs.), Objectos impuros: Experiências em estudos sobre a ciência (pp. 37-60). Porto: Edições Afrontamento.

Lazzarato, M. (2006). As revoluções do capitalismo. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira.

Lotman, I. (2000). La semiosfera III: Semiótica de las artes y de la cultura. Madrid: Cátedra.

Peirce, C. S. (1990). Semiótica. São Paulo, SP: Perspectiva.

Publicado
2019-04-30
Como Citar
Nakagawa, R. (2019). A epistemologia crítica e invisível da comunicação. MATRIZes, 13(1), 305-310. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i1p305-310
Seção
Resenhas de livros