O livro como prótese cognitiva

Palavras-chave: Leitor contemplativo, Movente, Imersivo, Ubíquo

Resumo

Para além do leitor de livro, o século XX viu nascer um novo tipo de leitor de imagens na foto, na publicidade e no cinema: o leitor movente. Então, com o surgimento da internet emergiu o leitor imersivo, que navega e interage nas infovias dos ambientes da web. A seguir, o advento das mídias móveis trouxe consigo o leitor ubíquo, aquele que tem acesso à informação em qualquer lugar onde possa estar. Diante desse quadro sequencial e plural, este artigo propõe a necessidade de manter nos ambientes educacionais as habilidades cognitivas do leitor de livro, aqui chamado de contemplativo, na medida em que o livro, dentre todas as mídias, funciona como uma prótese para o desenvolvimento da capacidade reflexiva.

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Biografia do Autor

Lucia Santaella, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pesquisadora 1-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Publicado
2019-12-26
Como Citar
Santaella, L. (2019). O livro como prótese cognitiva. MATRIZes, 13(3), 21-35. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i3p21-35
Seção
Dossiê