Seriam os dados sublimes?

Uma visita crítica à exibição The Glass Room

Palavras-chave: Estética, Big data, Consumo, Identidade, Privacidade

Resumo

Este artigo tem como objetivo refletir sobre a experiência estética proporcionada pela exibição The Glass Room, realizada em Londres, que trata dos dados monitorados a partir dos consumos e usos de serviços online e reorganizados como big data na produção de perfis comportamentais dos usuários. Como metodologia, escolhemos a observação participante, realizada no dia 22 de novembro de 2017, bem como a construção de um percurso teórico-metodológico para a reflexão de aspectos da exibição no que toca a estetização no estágio do capitalismo artista, a partilha do sensível, a estética monstrutivista na construção de identidades digitais e o papel dos registros como modus operandi das obras analisadas. No final deste percurso, propomos que os dados apresentados na exibição atingem a proposição kantiana de sublime e abordamos os desdobramentos de sua grandeza para os visitantes.

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Biografia do Autor

Marilia Duque Pereira, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação e Práticas de Consumo (PPGCOM) da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em Comunicação e Práticas de Consumo com pesquisa orientada às moralidades do envelhecimento e saúde e sua relação com os usos de smartphones e aplicativos de mobile health.

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Publicado
2018-12-10
Como Citar
Pereira, M. (2018). Seriam os dados sublimes?. Novos Olhares, 7(2), 38-52. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2018.149040
Seção
ARTIGOS