Automatismo fotográfico e retorno ao manual

modos de existência e prática de fotografia através do smartphone

Palavras-chave: Fotografia, Smartphone, Modos de Existência

Resumo

Busca-se neste artigo perceber as oscilações entre uma continuidade automática dos processos fotográficos e as possibilidades de “retorno ao manual” – suspensões momentâneas do próprio automatismo fotográfico. Para esta análise, utiliza-se como guia a antropologia dos modernos de Bruno Latour, por meio da qual desenvolve-se a noção de automatismo fotográfico enquanto um cruzamento entre os modos de existência da técnica e do hábito. Apresentamos tais práticas por meio do relato de sete pessoas acostumadas a utilizar o smartphone para fotografar, demonstrando como elas, além de suspenderem momentaneamente o automatismo do aparelho, possibilitam novos direcionamentos para as mediações em torno dos processos fotográficos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leonardo Pastor, Universidade Federal da Bahia

Doutorando e bolsista Capes pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia. Pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Mídia Digital, Redes e Espaço (Lab404). Membro do Núcleo de Estudos em Ciências Sociais, Ambiente e Saúde (ECSAS). 

Referências

BENJAMIN, W. Pequena história da fotografia. In: BENJAMIN, W. Walter Benjamin obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 2008. p. 91-107.

COUCHOT, E. Des images, du temps et des machines: dans les arts et la communication. [Paris]: Éditions Jacqueline Chambon, 2007.

COUCHOT, E. Da representação à simulação: evolução das técnicas e das artes da figuração. In: PARENTE, A. (org.). Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. São Paulo: Editora 34, p. 37-48, 2011.

GUNTHERT, A. L’image partagée: comment internet a changé l’économie des images. Études photographiques, Paris, n. 24, p. 182-209. nov. 2009.

GUNTHERT, A. L’image conversationnelle: les nouveaux usages de la photographie numérique. Études photographiques, Paris, n. 31, p. 1-16, abr. 2014.

HEIDEGGER, M. A questão da técnica. In: HEIDEGGER, M. Ensaios e conferências. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006. p. 11-38.

JAMES, W. Essays in radical empiricism. London: Longmans, Green and Co, 1912.

JAMES, W. Pragmatism and other writings. London: Penguin Books, 2000.

LATOUR, B. On technical mediation: philosophy, sociology, genealogy. Common knowledge, Durham, v. 3, n. 2, p. 29-64, 1994.

LATOUR, B. Nous n’avons jamais été modernes. Paris: La Découverte, 1997.

LATOUR, B. Enquête sur les modes d’existence: une anthropologie des Modernes. Paris: Éditions La Découverte, 2012.

LEMOS, A. Em busca dos seres do jogo: comunicação, games e teoria “ator-rede”. In: ANDRADE, L. A. Jogo digitais, cidade e (trans)mídia: a próxima fase. Curitiba: Appris, 2015. p. 13-32.

RIVIÈRE, C. A. Téléphone mobile et photographie: les formes des sociabilités visuelles au quotidian. Sociétés, Bruxelas, n. 91, p. 119-134, 2006.

SCHIØLIN, K. Follow the verbs! A contribution to the study of the Heidegger–Latour connection. Social Studies of Science, [Thousand Oaks], v. 42, n. 5, p. 775-786, 2012.

SOURIAU, É. Les différents modes d’existence. Paris: Presses Universitaires de France, 2009.

Publicado
2019-12-06
Como Citar
Pastor, L. (2019). Automatismo fotográfico e retorno ao manual. Novos Olhares, 8(2), 110-120. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2019.162086
Seção
ARTIGOS