A dialética do localismo e do cosmopolitismo nas narrativas gráficas de Marjane Satrapi

  • Marcio Serelle
Palavras-chave: Testemunho, graphic novel, estereótipo, Irã, Marjane Satrapi

Resumo

Os romances gráficos de Marjane Satrapi, assim como suas adaptações cinematográficas, narram histórias iranianas por meio de formas pop de expressão. A partir da apropriação da noção de dialética do localismo e do cosmopolitismo em Candido (2000), este artigo propõe, por meio da análise dessas obras (Persépolis, Bordados e Frango com ameixa), desdobrar essa integração para além das relações entre forma e fundo, colocando em relevo outras camadas de diálogo entre contextos que questionam representações estereotipadas do Irã e da mulher iraniana. Em seu cerne, o artigo recupera o debate acerca de modos de narrar eventos traumáticos, tendo em vista uma geração recente que busca formas não canônicas de testemunho de situações-limite, que passam usualmente pelo uso da imagem e por gêneros de entretenimento.

 

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Biografia do Autor

Marcio Serelle
Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC Minas e pesquisador do CNPq. Email: marcio.serelle@cnpq.pq.br
Publicado
2014-12-18
Como Citar
Serelle, M. (2014). A dialética do localismo e do cosmopolitismo nas narrativas gráficas de Marjane Satrapi. Novos Olhares, 3(2), 91-99. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2014.90206
Seção
DOSSIÊ