Forma urbana de Belém e seus desdobramentos para a formação de um sistema de espaços livres acessível à população

  • Ana Claudia Duarte Cardoso Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
  • José Julio Ferreira Lima Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
  • Raul Ventura Neto Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Economia
  • Roberta Menezes Rodrigues Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
  • Juliano Pamplona Ximenes Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
  • Taynara do Vale Gomes Programa de pós graduação em Arquitetura e Urbanismo / Mestranda
Palavras-chave: Belém. Espaços livres. Produção do espaço construído. Gestão urbanística.

Resumo

Este texto apresenta uma caracterização do espaço construído de Belém, destacando sua condição estuarina, fisiografia e evolução socioespacial, mas iluminando elementos de desarticulação nas estratégias de operação dos agentes envolvidos na produção da cidade e da gestão urbanística para a estruturação de um Sistema de Espaços Livres e a forma limitada como os mesmos são apropriados pela população. O artigo baseia-se nas conclusões da Oficina Quapá SEL realizada em Belém em maio de 2015, na qual professores e estudantes da Universidade Federal do Pará e a equipe de professores e bolsistas da Universidade de São Paulo realizaram a avaliação dos espaços públicos da cidade. Observou-se que há notável diferenciação da paisagem da área central em oposição/contraposição à área de expansão da cidade e comprometimento de Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens dos rios internos e das ilhas, principais espaços verdes do município e elementos de conexão com o bioma amazônico que, embora possua potencial paisagístico, vem sendo apropriado de forma socialmente desigual. 

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Biografia do Autor

Ana Claudia Duarte Cardoso, Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Arquiteta urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Mestre em Planejamento Urbano pela Universidade de Brasília (UnB). PhD em Arquitetura pela Oxford Brookes University. Professora associada do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU/PPGAU/UFPA). Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia.  Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil.
José Julio Ferreira Lima, Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Arquiteto urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Mestre em Desenho Urbano pela Oxford Brookes University e PhD em Arquitetura pela mesma universidade. Professor do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na FAU-UFPA. Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia.  Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil. 

Raul Ventura Neto, Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Economia

Arquiteto e urbanista, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Doutorando em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia. Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil. 

Roberta Menezes Rodrigues, Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Arquiteta e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Mestre em Planejamento do Desenvolvimento pela UFPA – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA). Doutora em Integração da América Latina pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (PROLAM/FAUUSP). Professora na FAU-UFPA. Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia. Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil.
Juliano Pamplona Ximenes, Universidade Federal do Pará. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Arquiteto e urbanista pelo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Doutor em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ). Professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA. Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia. Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil.
Taynara do Vale Gomes, Programa de pós graduação em Arquitetura e Urbanismo / Mestranda

Arquiteta e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (FAU-UFPA). Mestranda em Arquitetura e Urbanismo no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPA. Laboratório Cidades na Amazônia, Instituto de Tecnologia. Avenida Augusto Corrêa, 01, 66075-110, Cidade Universitária, Setor Profissional, Belém, PA, Brasil.

Referências

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Publicado
2016-07-26
Como Citar
Cardoso, A. C., Lima, J., Ventura Neto, R., Rodrigues, R., Ximenes, J., & Gomes, T. (2016). Forma urbana de Belém e seus desdobramentos para a formação de um sistema de espaços livres acessível à população. Paisagem E Ambiente, (37), 11-34. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i37p11-34
Seção
Paisagem Urbana