Análise da percepção ambiental dos moradores de área de várzea urbana de uma pequena cidade do estuário do Rio Amazonas

  • Ivan Gomes Oliveira Universidade do Vale do Paraíba, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Planejamento Urbano e Regional
  • Sandra Maria Fonseca da Costa Universidade do Vale do Paraíba, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Planejamento Urbano e Regional
Palavras-chave: Percepção ambiental. Várzea urbana. Pequena cidade.

Resumo

O processo de urbanização da Amazônia se intensificou principalmente a partir da década de 1960. Nesse processo de crescimento urbano, áreas ambientalmente frágeis foram ocupadas, entre elas, a várzea, ambiente usualmente encontrado nas cidades amazônicas ribeirinhas. Este artigo visa à análise da percepção dos moradores que vivem em uma área de várzea numa pequena cidade tipicamente amazônica: Ponta de Pedras, no estado do Pará. Os resultados demostraram que mais de 70% dos entrevistados nasceram na região e apresentam forte identidade com o local onde vivem (topofilia). Observou-se também que mais de 78% dos entrevistados descartam esgotos sanitários diretamente nos rios, não considerando tal prática um problema ambiental.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABNT. Associação Brasileira De Normas Técnicas. Resíduos sólidos – classificação – NBR 10004. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 31 ago. 1981. Seção 1, Página 16509.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei. nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2 ago. 2010. Seção 1, Página 3.

CEMPRE. Compromisso Empresarial para a Reciclagem. Radiografando a coleta seletiva. Disponível em: < http://cempre.org.br/ciclosoft/id/2 >. Acesso em: 20 nov. 2014.

COSTA, S. M. F.; BRONDÍZIO, E. S. Inter-urbandependencyamongAmazoniancities: Urbangrowth, infrastructuredeficiencies, andsocio-demographic networks. Redes, Santa Cruz do Sul: UNISC, v. 14, n. 3, 2009, p. 211-234.

DEL RIO, V. Cidade da mente, cidade real: percepção ambiental e revitalização na área portuária do Rio de Janeiro. In: Percepção ambiental: a experiência brasileira. São Carlos: Studio Nobel: UFSCar, 1999, p. 3-22.

FAGGIONATO, S. Percepção ambiental. Materiais e Textos, n. 4, 2005. Disponível em: < http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt4.html >. Acesso em: 20 out. 2015.

FREITAS, V. P. Direito administrativo e meio ambiente. 3. ed. Curitiba: Juruá, 2001.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo 2010 online. Disponível em < http://www.ibge.gov.br >. Acesso em: 15 maio 2014.

LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Cortez, 2001.

MARCZWSKI, M. Avaliação da percepção ambiental em uma população de estudante do Ensino Fundamental de uma escola municipal rural: um estudo de caso. 2006. 188 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia) – Instituto de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

MILARÉ, E. Direito ambiental. 9 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014.

RANGEL, J. de A. O Programa “Minha Casa Minha Vida” e seus desdobramentos no local: um estudo da pequena cidade de Ponta de Pedras, Pará. 2011. 166 f. Dissertação (Mestrado em Planejamento Urbano e Regional) – Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, 2011.

ROSENDAHL, Z.; CORRÊA, R. L. Matrizes da geografia cultural. Rio de Janeiro: Eduerj, 2001.

SAINT-HILAIRE, E. G. Études progressives d'un naturaliste: pendant les années 1834 et 1835. Roret, 1835.

SANTOS, L. D.; MARTINS, I. A. Qualidade de vida urbana: o caso da cidade do porto. Investigação – Trabalhos em Curso. Porto: Universidade do Porto, n. 116, 2002, p. 1-25.

SILVA, J. A. Direito ambiental constitucional. 5 ed. São Paulo: Malheiros, 2004.

STRUMINSKI, E. A Ética no montanhismo. Desenvolvimento e Meio ambiente. Curitiba: UFPR, n. 7, p. 121-130, 2003.

TUAN, Y. F. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Tradução de Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel, 1980.

TUAN, Y. F. Espaço e lugar: a perspectivada experiência. Tradução de Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel, 1983.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamentos e métodos. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

Publicado
2017-12-15
Como Citar
Oliveira, I., & Costa, S. (2017). Análise da percepção ambiental dos moradores de área de várzea urbana de uma pequena cidade do estuário do Rio Amazonas. Paisagem E Ambiente, (40), 151-167. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i40p151-167
Seção
Meio Ambiente