Arte como forma da moral

Um ensaio sobre O anjo azul e A Morte em Veneza

  • Pedro Spinola Pereira Caldas Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Palavras-chave: forma, Thomas Mann, Heinrich Mann, Morte em Veneza, O anjo azul

Resumo

Este artigo pretende compreender como, para Thomas Mann, a arte é uma forma da moral, e não um instrumento moral. Esta afirmação adquire sentido a partir de seu contexto específico, isto é, a partir do diálogo tenso entre Thomas Mann e seu irmão, Heinrich Mann. Explorando uma possibilidade de análise não feita no estudo de Helmut Koopmann sobre os dois irmãos, pretende-se, neste artigo, comparar O anjo azul com A Morte em Veneza, uma vez que ambas as obras, sendo a primeira uma sátira e a segunda, uma tragédia, têm no problema da forma um elemento central de seu argumento. Neste sentido, a caracterização de Aschenbach como “herói da fraqueza” se distinguirá da caracterização de Unrat como “tirano” a partir da estrutura temporal subjacente à caracterização de ambos os personagens.

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Publicado
2019-02-22
Como Citar
Caldas, P. (2019). Arte como forma da moral. Pandaemonium Germanicum, 22(37), 102-128. https://doi.org/10.11606/1982-88372237102
Seção
Dossiê: Literatura e Teoria da História