A liberdade em A montanha mágica

  • Thiago Henrique de Camargo Abrahão Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Palavras-chave: teoria literária, liberdade, A montanha mágica

Resumo

Em meio à paisagem montanhosa dos Alpes suíços, um sanatório para doenças respiratórias. As muitas tosses ali em longo tratamento não possuem compromissos mais sérios que não sejam seguir o horário habitual das refeições e dos repousos. Diante desse meio espacialmente estagnado e temporalmente hermético de A montanha mágica, de Thomas Mann, a liberdade mostra-se amortecida. Não nos referimos, evidentemente, à liberdade criativa do autor alemão, cuja prova de grandeza é o romance em si, tampouco à liberdade interpretativa do leitor, mas à liberdade – ou, antes, sua atenuação – problematizada pelas personagens dessa longa história. É o caso do jovem protagonista Hans Castorp, cujo aprendizado a respeito do tema paradoxalmente ocorre durante sua estada num lugar que sequestra sua liberdade. Isso se dá não apenas porque a personagem principal é incapaz de eleger, sem constrangimentos, os valores que embasam suas escolhas, mas também porque isso é dificultado pela situação espaçotemporal anômala ou, segundo o título, “mágica” da montanha. Como essa problemática é apresentada narrativamente, por meio de alguns índices de liberdade – ou seja, elementos que modificam, para as personagens e para o leitor, a indeterminação da narrativa –, é o que queremos apresentar.

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Publicado
2020-03-05
Como Citar
Abrahão, T. (2020). A liberdade em A montanha mágica. Pandaemonium Germanicum, 23(40), 1-19. https://doi.org/10.11606/1982-883723401
Seção
Artigos