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  • CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES: Dossiê “Marxismo, Feminismo e a Teoria social”. Submissões até: 10/04/2021

    2020-11-11
    CHAMADA PARA CONTRIBUIÇÕES:

    Dossiê "Marxismo, feminismo e a teoria social"

    Organizadores: Bruna Della Torre (USP), Giovanna Marcelino (USP)

    Chamada aberta até: 10 de abril de 2021

    Nos últimos anos, o movimento feminista tem demonstrado uma enorme potência de renovação no âmbito político. O movimento de mulheres, em aliança com o movimento LGBTQI+, os movimentos antirracistas e os movimentos socialistas, tem sido uma das principais forças de bloqueio da extrema-direita contemporânea. Mas como isso tem se configurado no âmbito teórico, especialmente, na sociologia inspirada pelos trabalhos de Marx e Engels? A pergunta que guia esse dossiê é, portanto, a seguinte: como o feminismo pode renovar o marxismo enquanto teoria da sociedade?

    Diversas autoras têm trilhado esse movimento de ampliação e atualização da teoria social marxista através das lentes feministas. Partindo dos escritos de Marx sobre a reprodução da força de trabalho, Lise Vogel, Tithi Bhattacharya, Cinzia Arruzza, Susan Ferguson, apresentam uma teoria unitária para explicar como o movimento do capital, como forma a partir da qual a sociedade capitalista se produz e se reproduz, se concretiza articulando gênero, raça e classe, bem como trabalho produtivo e reprodutivo. Feministas italianas como Silvia Federici e Maria Rosa Della Costa desafiam a teoria marxiana da acumulação primitiva, mostrando como a despossessão de corpos femininos também fez parte desse processo, repensando a relação entre capitalismo e patriarcado e o lugar do trabalho doméstico e não remunerado no esquema marxiano. Juliet Mitchell reconcilia feminismo, marxismo e psicanálise, a partir de uma leitura original de Freud, Lacan, Engels e Beauvoir, adensando a análise das dimensões da opressão feminina e sua relação com o processo social. Angela Davis e Lélia Gonzalez oferecem uma inegável contribuição para a crítica ao capitalismo a partir da ótica do feminismo negro. Partindo das considerações de Rosa Luxemburgo, Maria Mies propõe uma nova crítica da globalização, contribuindo para a construção de uma epistemologia e metodologia ecofeminista. Nancy Fraser, Judith Butler e Roswitha Scholz refletiram, cada uma a sua maneira, sobre a questão de gênero no âmbito da teoria crítica. Calcada na análise da obra de Marx, Heleieth Saffioti também expande a compreensão sobre a condição feminina abarcando a realidade do capitalismo periférico. Esses são apenas alguns exemplos da renovação da teoria social marxista pela via do feminismo, um projeto ainda em construção e que apresenta um grande potencial para gerar novas intepretações sobre a sociedade.

    O dossiê “Marxismo, feminismo e a teoria social” tem como objetivo reunir análises de como o feminismo renovou ou pode renovar as múltiplas vertentes e tradições da teoria social marxista, do trotskismo à teoria crítica, da escola Althusseriana à tradição inglesa da New Left, do leninismo ao marxismo brasileiro, entre outros. Serão aceitos trabalhos teóricos que relacionem os temas do feminismo às análises clássicas do marxismo. Aceitamos também traduções de trabalhos contemporâneos que tratem dessas questões, resenhas e entrevistas.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no segundo semestre de 2021. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br.

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Marxismo, feminismo e a teoria Social".

     

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  • PRORROGAÇÃO PARA 14 DE DEZEMBRO DE 2020 da Chamada para o Dossiê "Religião, cultura e política entre o progressismo e o conservadorismo"

    2020-05-19

    Organizadores: Brenda Maribel Carranza Dávila (PUC-Campinas), Renan William dos Santos (USP) e Luiz Vicente Justino Jácomo (USP)

    Data limite para submissão: 14/12/2020

    A pergunta que orienta este dossiê é: de que forma os temas de grande repercussão política vem impactando, nas últimas décadas, o pensamento, prática, pregação, alianças e ações da esfera religiosa no contexto brasileiro, e vice-versa? Em alguns casos, há uma reação que busca barrar o avanço de transformações sociais mais amplas, como a secularização ou a liberalização dos costumes. Em outros, trata-se de propor uma maior abertura aos novos costumes, práticas e concepções. Ainda, os mesmos atores, instituições e denominações religiosas podem se posicionar de uma maneira que consideram “progressista” em certo tema, e de maneira “conservadora” em outro. Mas não é só a autoconcepção dos grupos que conta. “Progressismo” e “conservadorismo” são categorias relacionais que variam conforme o tempo e dependem das disputas em jogo tanto no próprio campo religioso quanto no contexto social mais amplo.

    Nesse sentido, um primeiro ponto a se levar em conta é que a esfera religiosa, ainda que frequentemente referida no singular, é sempre mais bem representada no plural. A diversificação das crenças, denominações, pertenças e identidades da fé em nosso território, assim como no resto do mundo moderno, acontece não só por meio da criação de novas religiões, mas também como resultado da dinâmica interna e transformações nas religiões já há muito instituídas. Instituições teoricamente unificadas e hierarquizadas, como a Igreja Católica, por exemplo, comportam em seu interior um mundo extremamente diverso – e nem sempre harmônico. Nas inúmeras denominações que compõem o chamado segmento evangélico, por sua vez, a semelhança entre as igrejas às vezes é tamanha que mal se nota uma distinção para além da nomenclatura, e a própria disputa entre elas no mercado religioso tende a funcionar como um contraste que evidencia as diferenças. Isso sem falar na profusão mitológica e no caráter autônomo das religiões dos orixás, que vêm temperar ainda mais esse caldeirão de cultura religiosa no Brasil, ao qual se somam ainda pitadas de outras tantas espiritualidades e bricolagens individuais, o espiritismo kardecista, as religiões orientais, os misticismos new age etc. Em meio a esse pluralismo, pululam também múltiplas derivações políticas e culturais de concepções religiosas

    Este dossiê tem como propósito reunir análises voltadas à compreensão, mapeamento e classificação de alguns desses posicionamentos religiosos em relação a pautas que estão em debate no cenário político e cultural no Brasil. Serão aceitos trabalhos teóricos ou empíricos que versem sobre as relações entre dimensões da esfera religiosa brasileira e temas como ambientalismo, homofobia, tolerância, direitos humanos, controle de natalidade, aborto, uso de drogas, controle da violência, produção cultural etc. Além disso, são bem vindas resenhas e traduções de trabalhos importantes e recentes que tratem dessas questões.

    A Revista Plural convida todas e todos a submeterem artigos para o dossiê, com previsão de publicação no primeiro semestre de 2021. Os manuscritos devem ser todos submetidos pela plataforma: revistas.usp.br/plural . As instruções gerais, normas e outras diretrizes relevantes podem ser conferidas no endereço  www.revistas.usp.br/plural/about/submissions. O material recebido será submetido à avaliação externa - processo de double-peer-blind-review. Para maiores informações, por favor, escreva-nos: plural@usp.br

    As contribuições devem ser feitas pelo site da Revista Plural, na guia "Submissões", selecionando a opção Dossiê: "Religião, cultura e política entre o progressismo e o conservadorismo".

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