Mobilização social e mudanças políticas: revisitando o conceito de gramáticas de ação política

  • Ana Natalucci Flacso Argentina
Palavras-chave: Populismo, mobilização, gramáticas de ação política, institucionalização, Kirchnerismo.

Resumo

A partir de 2003, com a posse de Néstor Kirchner na Presidência da República Argentina, ocorreram mudanças na dinâmica da mobilização social. Que forma assumiram os efeitos da mobilização social: foram assimilados, integraram-se ou criaram novas pautas de ação? Produziu-se uma reedição do populismo de meados do século XX? Os primeiros estudos nesse sentido utilizavam uma perspectiva pós-estruturalista, sobretudo a partir da obra de Ernesto Laclau. Esses, apesar das contribuições, apoiavam-se na oposição entre momentos de mobilização e de institucionalização. Ao contrário, o objetivo deste artigo é analisar esses processos em uma perspectiva sociopolítica, em especial a partir da noção de “gramáticas de ação política”, considerando as características que assumiram e os modos como se institucionalizaram os efeitos da mobilização. Sem pretender ser exaustivo, o texto analisará o caso argentino durante o Kirchnerismo, como base para um exercício de Sociologia Política.

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Biografia do Autor

Ana Natalucci, Flacso Argentina

Doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires. Pesquisadora Assistente do Conicet, com sede no Instituto de Pesquisas Gino Germani (UBA), coordenadora do Coletivo de Estudos sobre Sociologia Política (IIGG-UBA) e professora de Graduação no curso de Ciência Política (UBA) e de Pós-Graduação na UBA e na Flacso Argentina.

Publicado
2015-06-01
Como Citar
Natalucci, A. (2015). Mobilização social e mudanças políticas: revisitando o conceito de gramáticas de ação política. Plural, 22(1), 83-106. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2015.102215
Seção
Dossiê: “Movimentos Sociais e Instituições Políticas na América Latina”