Novos olhares e desafios da complexidade na epistemologia projetual

Autores

  • Bruno Massara Rocha Universidade Federal do Espírito Santo. Departamento de Arquitetura e Urbanismo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.v23i39p102-119

Palavras-chave:

Complexidade. Improvisação. Adaptação. Programação. Reflexão-em-ação.

Resumo

No campo da arquitetura, contextos de complexidade vêm impondo limites severos às abordagens projetuais deterministas, centralizadoras e hierárquicas, demandando dos arquitetos uma revisão profunda nos seus métodos de pensamento e ação, além de habilidades cognitivas e operativas diferenciadas, que potencializem a emergência criativa, a adaptação constante, a integração com outras inteligências coletivas e um vínculo direto com a ação transformadora. Neste artigo, serão discutidas as principais características da complexidade no contexto projetual e apresentados os redirecionamentos epistemológicos que elas engendram para a prática criativa contemporânea. Considera-se que os principais desafios trazidos pela complexidade são a demanda pela adaptação, pela programação e pelo híbrido. O objetivo do artigo é trazer à tona novos direcionamentos conceituais para a prática criativa contemporânea, notadamente nas áreas de arquitetura, arte, design e computação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Bruno Massara Rocha, Universidade Federal do Espírito Santo. Departamento de Arquitetura e Urbanismo

http://lattes.cnpq.br/9615675251535367

Referências

ALEXANDER, Christopher. Notes on the systhesis of form. 3. ed. Cambridge: Harvard University Press, 1964.

BOURRIAUD, Nicholas. Pós-produção: como a arte reprograma o mundo contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis, 2011.

CROSS, Nigel; NAUGHTON, John; WALKER, David. Design method and scientific method. Design Studies, v. 2, n. 4, p. 195-201, 1981.

DICIONÁRIO PRIBERAM DA LÍNGUA PORTUGUESA. Adhoc [verbete]. Disponível em: http://www.priberam.pt/DLPO/adhoc. Acesso em: 19 out. 2014.

DORST, Kees. The core of 'design thinking' and its application. Design Studies, v. 32, n. 6, p. 521-532, 2011.

DORST, Kees; DIJKHUIS, Judith. Comparing paradigms for describing design activity. Design Studies, v. 16, n. 2, p. 261-274, 1995.

FISCHER, Gerhard; GIACCARDI, Elisa. Meta-design: a framework for the future of end-user development. In: LIEBERMAN, H.; PATERNÒ, F.; WULF, V. (Eds.). End user development- empowering people to flexibly employ advanced information and communication technology. Dordrecht: Kluwer Academic Publisher, 2004. p. 427-447.

FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

FRAZER, John. An evolutionary architecture. Londres: AA Publications, 1995.

HIPPEL, Eric von. Democratizing Innovation. Cambridge: The MIT Press, 2005.

JENCKS, Charles.; SILVER, Nathan. Adhocism: the case for improvisation. Cambridge: MIT Press, 2013.

JOHNSON, Stephen. Emergência: a vida integrada de formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

LYNN, Greg. Curvilinearidade arquitetônica: O dobrado, o maleável e o flexível. In: SYKES, Krista. (Ed.). O Campo Ampliado da Arquitetura: Antologia Teórica 1993-2009. São Paulo: Cosac Naify, 2013. p. 27-51.

LUHMANN, Niklas. Introdução à Teoria dos Sistemas. Petrópolis: Vozes, 2009.

MANOVICH, Lev. Estudos de Software. In: BARRETO, R.; PERISSINOTO, P. (Eds.). Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. São Paulo: File/Sesi, 2008. p. 253-263.

MATURANA, Humberto. Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2001.

NOVAK, Marcos. Liquid Architecture in Cyberspace. In: M. BENEDITK (Ed.). Cyberspace: First Steps. Massachussets: MIT Press, 1991. p. 225-254.

OXFORD AMERICAN DICTIONARY. On-the-spot [verbete]. Disponível em: http://www.oxfordlearnersdictionaries.com/us/definition/english/spot_1#spot_1__542. Acesso em: 10 Fev. 2015

PANGARO, Paul.; DUBBERLY, Hugh. Introduction to Cybernetics and the Design of Systems. Disponível em: http://www.pangaro.com/design-is/Cybernetics-minimized-v8b.pdf. Acesso em: 17 out. 2013.

PLA-CATALA, Anna. Computation/Performance. In: STOUFFS, R.; SARIYILDIZ, S. (Eds.) 31st eCAADe Conference. vol. 2. Delft, Holanda, 2013. p. 579-586.

RIJKEN, Dick. Design Literacy: organizing self-organization. In: ABEL; B. V. et al. (Eds.). Open Design Now: why design cannot remain exclusive. Premsela: BIS Publisher, 2011. p. 152-158.

SCHÖN, Donal. The reflective practitioner: how professionals think in action. New York: Basic Books, 1983.

SCHUMACHER, Patrik. The Autopoiesis of Architecture: A New Framework for Architecture. v. 1. Chichester: John Wiley & Sons, 2011.

SCHUMACHER, Patrik. The Autopoiesis of Architecture: A New Agenda for Architecture. v. 2. Chichester: John Wiley & Sons, 2012.

Publicado

2016-07-04

Como Citar

Rocha, B. M. (2016). Novos olhares e desafios da complexidade na epistemologia projetual. Pós. Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Arquitetura E Urbanismo Da FAUUSP, 23(39), 102-119. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.v23i39p102-119

Edição

Seção

Artigos