Ajuste urbano integrado: o caso da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo

Palavras-chave: Ajuste urbano, Parcerias público-privadas, PPP, Banco Mundial

Resumo

Com a crise e o ajuste fiscal no Brasil pós-milagre econômico, alguns atores ganharam espaço no financiamento de políticas urbanas, dentre eles o Banco Mundial: sua forma de atuação influenciou a forma de implementar políticas urbanas aqui no Brasil, mas ainda se sabe pouco sobre o processo decisório de políticas com participação deste ator internacional e sobre os efeitos destas políticas. O artigo contribui com um caso sobre a Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo para mostrar que os atores locais têm participação importante nas decisões sobre tais políticas e que elas constituem uma forma perversa de progresso, na qual as ideias mais modernas das agências multilaterais servem para repor o atraso aqui.

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Biografia do Autor

Daniela Costanzo, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap)

Mestra e Doutoranda em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Possui graduação e licenciatura em Ciências Sociais pela mesma universidade (2013). Atualmente é pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento do CEBRAP, onde desenvolve pesquisas e cursos sobre desenvolvimento urbano, políticas públicas, mobilidade urbana e métodos e técnicas de pesquisa. Participa do Grupo de Pesquisa "Pensamento e Política no Brasil". Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Políticas Públicas e nas relações entre Estado e iniciativa privada. 

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Publicado
2020-05-27
Como Citar
Costanzo, D. (2020). Ajuste urbano integrado: o caso da Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo. Pós. Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Arquitetura E Urbanismo Da FAUUSP, 27(50), e151871. https://doi.org/10.11606/issn.2317-2762.posfau.2020.151871
Seção
Artigos