A interioridade e a busca da felicidade nas Confissões de Agostinho

Autores

  • Renato Rodrigues dos Santos Universidade Federal do ABC

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosestudos.2017.136803

Palavras-chave:

Confissões, felicidade, vontade, memória, interioridade

Resumo

A felicidade é um tema axial na filosofia da Antiguidade e da Antiguidade Tardia do Ocidente, e é entendida, em linhas muito gerais, como o sumo bem. Para Agostinho, o sumo bem é felicidade, e a felicidade consiste em repousar no absoluto que é Deus. Assim, a busca da felicidade, para o filósofo, é a busca de Deus. Na obra Confissões, Agostinho relaciona, entre outros temas, a interioridade e a felicidade. Agostinho quer entender por que todo ser humano apresenta o desejo de felicidade, que o move a buscá-la. Como toda busca exige um conhecimento do objeto buscado, e como todo conhecimento é guardado na memória, a busca terá o seu início na memória, dimensão interior do ser humano. Desse modo, investigaremos o papel da interioridade para a busca da felicidade, analisando principalmente o livro X das Confissões. Uma vez que a felicidade é Deus, seu acesso será transcendente e interior. Na vida terrena, entretanto, apenas será possível ser feliz em esperança

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Publicado

2017-08-15

Como Citar

Santos, R. R. dos. (2017). A interioridade e a busca da felicidade nas Confissões de Agostinho. Primeiros Escritos, (8), 133-161. https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosestudos.2017.136803

Edição

Seção

Artigos