http://www.revistas.usp.br/prolam/issue/feed Brazilian Journal of Latin American Studies 2020-10-22T22:05:44-03:00 Vivian Grace Fernandez-Davila Urquidi prolamjournal@usp.br Open Journal Systems <p>A <strong><em>Brazilian Journal of Latin American Studies </em></strong><em>(Revista Cadernos Prolam/USP)</em> é uma revista científica especializada em difundir conclusões de pesquisa, análises e interpretações, bem como pensamento e teorias sobre a América Latina. Criada em 2002, pelo Programa de Pós-graduação Integração da América Latina (PROLAM/USP), desde sua criação é uma revista voltada para autores e público de nível de pós-graduação. Na fase inicial o foco das publicações da <strong>BJLAS</strong>&nbsp;era as relações internacionais. Com o passar dos anos, o periódico ampliou seu universo disciplinar e temático, e hoje publica trabalhos nos diversos campos das humanidades, artes e ciências sociais.</p> <p>Assim, tem como eixo organizador incluir temáticas (a) de impacto regional para a América Latina ou (b) trabalhos com metodologias comparativas sobre dois ou mais países deste continente.</p> <p>Considera-se que os manuscritos devem contribuir de modo significativo ao avanço do conhecimento científico em temáticas sensíveis à América Latina, por este motivo, as propostas publicadas são elaboradas por autores com nível de pós-graduação. As problemáticas que tratam de América Latina exigem perspectivas transdisciplinares com abordagens sobre tópicos transversais em questões sociais, políticas, econômicas, jurídicas, históricas, culturais, artísticas, de comunicação social.</p> <p>Finalmente, a <strong>BJLAS</strong> tem interesse em divulgar resenhas de livros recentemente publicados ou de obras de grande relevância para a região, como clássicos do pensamento latino-americano, e aceita também críticas de arte ou ensaios de qualidade.</p> http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169326 Um um olhar latino-americano sob a era Trump 2020-09-20T17:50:55-03:00 Ricardo Neves Streich ricardostreich@gmail.com <p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Este texto é uma resenha do livro “</span><em><span style="font-weight: 400;">Geopolítica y Economía Mundial. El ascenso de China, la era Trump y América Latina</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">organizado por Gabriel Esteban Merino e Patricio Narodowski e publicado no segundo semestre de 2019 pelo </span><em><span style="font-weight: 400;">Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales </span></em><span style="font-weight: 400;">da </span><em><span style="font-weight: 400;">Universidad de la Plata</span></em><span style="font-weight: 400;">. A obra em questão busca analisar a partir de uma perspectiva periférica e latino-americana as dinâmicas atuais do capitalismo mundial. A grande disputa característica destas dinâmicas é a emergência político-econômica chinesa, ocorrida no século XXI, e a resposta nacionalista estadunidense, notadamente a vitória eleitoral de Donald Trump em 2016. Para analisar esta candente e complexa questão são mobilizados instrumentais teóricos de diversas áreas do conhecimento, dentre as quais a sociologia, economia, geopolítica e história. Com estas contribuições o livro ambiciona criticar as perspectivas tipicamente liberais e, assim, atualizar a perspectiva estruturalista tão cara à tradição das ciências sociais latino-americanas, especialmente no que diz respeito às categorias de “centro-periferia”, “hegemonia” e “dependência”.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Ricardo Neves Streich http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169823 De la Da grande crise à grande depressão dos 2020’s 2020-09-20T22:13:28-03:00 Alicia Girón alicia@unam.mx <p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O objetivo desta reflexão pós-keynesiana é aludir às causas da Grande Depressão dos anos 2020 e como o impacto da desaceleração econômica na China desintegrou a continuidade do processo de acumulação em nível internacional. As decisões econômicas e políticas relativas ao confinamento da população que o governo chinês tomou para enfrentar o COVID-19 desencadearam as condições de fragilidade e incerteza prevalecentes no nível internacional e surpreenderam o resto do mundo. Diante da pandemia declarada e da suspensão da produção para conter o contágio do vírus, foram feitas uma serie de previsões mostrando a fragilidade da situação mundial diante da especulação financeira e do endividamento das grandes empresas não-financeiras, assim como da dívida soberana de muitos países. A médio prazo, a China enfrentará moratórias e inadimplências em relação aos investimentos realizados no âmbito da Rota da Seda, principalmente na América Latina. Hoje, o mundo sofre uma queda abismal e prolongada. Uma queda abismal e prolongada.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Alicia Girón http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169135 A ascensão da China e as disputas estratégicas nos grupos dominantes dos Estados Unidos 2020-09-17T22:40:00-03:00 Gabriel Esteban Merino gmerino@fahce.unlp.edu.ar <p><span style="font-weight: 400;">The world system is in historical-spatial transition. The crisis of hegemony is reflected in a set of conflicts in which the dominant powers fail to impose themselves, as well as in the change in the hierarchies of the interstate system and in the profound transformations of the world economy. Faced with this situation, different imperial responses arise and the polarization between strategic political projects in the United States deepens, in relation to a fracture in its "establishment". In this sense, this article examines central aspects of geopolitics and the disputed strategies in the United States against the rise of China and the decline of its relative power. From this perspective, we analyze the imperial reconfigurations underway since the triumph of Donald Trump, when there is a nationalist-Americanist turn, contrary to globalist forces. In addition, key elements of China's rise, its geopolitical aspects and its responses to the dominant geostrategies of Washington are observed. One of the conclusions reached in the investigation is that the nationalist-Americanist turn can favor the rise of China, while deepening the crisis of the world order. </span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Gabriel Esteban Merino http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/166148 O pouso do dragão na América do Sul 2020-09-06T21:31:34-03:00 Bernardo Salgado Rodrigues bernardosalgado90@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo busca analisar a ascensão chinesa na América do Sul no século XXI. A hipótese central consiste na sustentação deste espaço como crescentemente geoestratégico para o projeto chinês. O trabalho está dividido em duas seções: a primeira analisa a expansão chinesa na região sul-americana, no horizonte temporal de 2001 a 2016, justificado pela elevação de sua atuação geoeconômica e pela concepção do primeiro </span><em><span style="font-weight: 400;">policy paper</span></em><span style="font-weight: 400;">; a segunda avalia os indícios da projeção futura a partir de 2016, </span><em><span style="font-weight: 400;">vis-à-vis</span></em><span style="font-weight: 400;"> a elaboração do segundo </span><em><span style="font-weight: 400;">policy paper</span></em><span style="font-weight: 400;"> e a inclusão da região na Nova Rota da Seda. Desse modo, a partir de uma metodologia quantitativa e qualitativa, baseada num estudo realista, objetiva-se demonstrar que o desenvolvimento multilateral chinês é a matriz de seu planejamento estatal, incorporando a América do Sul em seu projeto de nova ordem mundial.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Bernardo Salgado Rodrigues http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/172815 Centroamérica na disputa geopolítica entre a China e os Estados Unidos 2020-09-26T22:49:43-03:00 Lourdes María Regueiro Bello regueirolourdes@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Na competição estratégica entre Estados Unidos e China, o controle das principais rotas comerciais tornou-se um ponto central da disputa geopolítica. Daí a importância da América Central, cuja condição ístmica lhe confere vantagens naturais para a construção de novas passagens bioceânicas. A crescente presença econômica e diplomática da China é percebida pelos Estados Unidos como uma ameaça em uma sub-região "crítica" para sua segurança. Sua resposta ao desafio chinês passa da competição à contenção, em um cenário em que a disputa China-Taiwan é funcional para seus propósitos. A China é inclinada à competição e exibe uma diplomacia econômica assertiva.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Lourdes María Regueiro Bello http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169774 Relações entre a China e América Central 2020-09-20T20:38:41-03:00 Juan José López Rogel jjlopez@uca.edu.sv <p><span style="font-weight: 400;">Na última década, a China aumentou seus laços diplomáticos com os países da América Central, pelo que é apresentada uma revisão das relações diplomáticas e comerciais entre esses países. Para isso, são apresentados dados sobre as balanças comerciais da América Central e da China, bem como uma revisão de alguns dos projetos de cooperação e investimento que foram gerados a partir do estabelecimento de relações diplomáticas. Também são analisados ​​os possíveis impactos da pandemia global do COVID-19 na região da América Latina e da América Central. Por um lado, segundo informações da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) (2020), esperam-se contrações significativas na produção mundial e no comércio internacional, além de um aumento da pobreza, desigualdade e desemprego. Por outro lado, mais alternativas e vantagens potenciais são vislumbradas pelas novas opções de recursos que a China pode oferecer à América Central, tanto para investimento quanto para cooperação, o que pode impactar positivamente o desenvolvimento de países como Costa Rica, El Salvador e Panamá.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Juan José López Rogel http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169824 Cooperação e integração econômica internacional entre China e Colômbia 2020-09-28T23:10:53-03:00 Alvaro Andrés Escobar-Espinoza aescobare@unicartagena.edu.co Bernardo Romero-Torres bromerot@unicartagena.edu.co <p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta uma discussão sobre a evolução da integração econômica entre Colômbia e China no século XXI sob diferentes perspectivas: evolução do comércio exterior com ênfase nas principais exportações e importações; comportamento do investimento estrangeiro direto (IED) levando em consideração acordos de cooperação técnica, econômica e cultural no âmbito do esquema de cooperação internacional Sul-Sul/ e que demonstrem interesse conjunto em avançar para uma integração econômica profunda que favoreça a livre circulação de bens e serviços. Além disso, são analisados ​​os benefícios potenciais de uma maior integração econômica entre os dois países, e se confirma que a economia chinesa é considerada um ator relevante no desenvolvimento econômico da Colômbia. Por fim, destacam-se os principais desafios que a Colômbia deve enfrentar neste cenário de maior integração e cooperação internacional.</span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Alvro Andres Escobar Espinoza, Bernardo Romero-Torres http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/169822 Migração moderna para o exterior? Principais fluxos e projeções da migração chinesa na região sul-americana 2020-09-19T21:00:13-03:00 Laura Lucía Bogado Bordazar lbogadobordazar@gmail.com <p>Com a “abertura” da República Popular da China (1978), a emigração de cidadãos da China Continental e de Taiwan teve um aumento significativo no número de emigrantes e na diversificação dos destinos por eles escolhidos. Esta expansão foi favorecida, entre outras questões, pela flexibilização das leis de imigração da China, pela abertura política e expansão da economia deste país para o exterior, bem como pelo aprofundamento do fenômeno da globalização que simplificou as comunicações, barateou o transporte e promoveu a criação de redes internacionais de migrantes. Como conseqüência, e no quadro das transformações nos padrões migratórios e comportamentais dos migrantes chineses registrados a partir das últimas décadas do século XX, verificou-se um maior fluxo de receitas de chineses ultramarinos para a região da América do Sul e Mercosul em particular. As características dessa migração no processo de integração sul-americana serão apresentadas a seguir.</p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Laura Lucía Bogado Bordazar http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/172252 O neo-humanismo chinês 2020-09-23T23:07:22-03:00 Maria Francesca Staiano mf.staiano@gmail.com <p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Neste artigo propomos o conceito de neo-humanismo chinês para interpretar o processo atual de reformas internas e o posicionamento internacional da China.&nbsp; Embora já tivessem surgido correntes similares a esta ideia na história da China, a análise será centrada nos aspectos inovadores da atual trajetória reformista chinesa. De fato, se sustem que os elementos do pensamento “neo-humanista” na China tem revelado sua influência no direito e nas relações internacionais. A redação do novo Código Civil da República Popular da China, aprovado em maio de 2020, e a construção de novas teorias e práticas de relações internacionais, sobretudo com a adoção do conceito de “comunidade de destino compartilhado para a humanidade”, oferecem muitas ideias para se interpretar, através de um pensamento circular, a construção de um sistema&nbsp; que emerge centrado nas pessoas (“povo-centrismo”), gerando um novo humanismo. Desta forma, a análise busca encontrar os elementos do processo humanista chinês nas relações internacionais com a América Latina. </span></p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Maria Francesca Staiano http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/171246 Integração energética na América do Sul 2020-09-26T22:33:45-03:00 Igor Fuser igor.fuser@ufabc.edu.br Rafael Almeida Ferreira Abrão ra.abrao@gmail.com <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar os principais obstáculos para o avanço do projeto de integração energética regional na América do Sul. Em uma abordagem que destaca a trajetória histórica desse processo, analisam-se os desafios da integração energética por dois prismas: o debate sobre as diferentes concepções de integração, que tem se dividido entre os conceitos de segurança jurídica e de soberania energética, e o impacto das dinâmicas políticas internas e das transformações globais sobre o processo de integração regional. Identifica-se que o discurso da segurança jurídica tem sido utilizado como um meio de deslegitimar a ação estatal soberana sobre os recursos naturais. E, ao mesmo tempo, que as recentes transformações globais e regionais acabam por desestimular projetos energéticos conjuntos entre os países sul-americanos.</p> 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Igor Fuser, Rafael Almeida Ferreira Abrão http://www.revistas.usp.br/prolam/article/view/176219 Carta às leitoras e aos leitores 2020-10-15T20:08:44-03:00 Ana Esther Ceceña anacecena@gmail.com Wagner Iglecias wi6@usp.br 2020-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Ana Esther Ceceña, Wagner Iglecias