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Caracóis emplumados e Tlaloc na Mesoamérica pré-hispânica: abordagem comparativa com o noroeste amazônico

Dimitri Karadimas

Resumo


Os trompetes rituais do noroeste amazônico, quando tocados no momento da iniciação, fazem morrer os adolescentes, fazendo nascer homens adultos. A encenação ritual busca na metamorfose dos insetos uma analogia da troca de pele social a que os iniciados serão sujeitados. Um dos trompetes é construído à imagem da figura da crisálida de borboletas. Tidos como larvas, os adolescentes são “parasitados” pelos homens adultos para que eles os tornem guerreiros, fazendo com que eles se identifiquem às vespas que infestam esses locais de transformação. Ao retomar esses desenlaces rituais contemporâneos e as imagens que os acompanham, este artigo propõe-se analisar o caracol feito em uma concha marinha na Mesoamérica  pré-hispânica, um artefato presente nos baixos relevos dos templos de Teotihuacán, e que aparece ligado tanto a Quetzalcoatl como a Tlaloc, o deus da chuva e das tempestades. Ao mostrar que as civilizações desta área cultural têm recursos às mesmas imagens que no noroeste amazônico, é possível realizar uma análise de várias de suas figuras que permanecem enigmáticas até o presente para mostrar que a mesma referência ao parasitismo esteve  aí presente.

Palavras-chave


Iconografia pré-hispânica, Mesoamérica, Teotihuacán, Tlaloc, Noroeste Amazônico, trompetes rituais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2016.116914

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