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O tempo e o vento: notas sobre a arte de burocratizar políticas de cotas na USP

Ana Letícia De Fiori, Cibele Barbalho Assênsio, Fabiana Andrade, Jacqueline Moraes Teixeira, Letizia Patriarca, Talita Larazin dal Bo

Resumo


Por que cotas na pós-graduação? Este texto enfrenta essa indagação apresentando uma descrição densa dos muitos trajetos burocráticos que a implementação de uma política de ações afirmativas mobiliza.
Trata-se de um processo que acaba por produzir uma tensão quase que insustentável entre a temporalidade perdurável da burocracia versus os ventos necessários de mudança social que, nesse caso específico,  demandam a transformação das tecnologias para a produção da ciência e  para a abertura dos espaços reconhecidos de formulação dos saberes científicos.
Para tanto, partimos da exposição do contexto e dos eventos referentes à formulação e tramitação de uma proposta de cotas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS/USP). Com isso, formulamos uma cartografia das políticas de
cotas nos Programas de Pós-Graduação em Antropologia no Brasil, bem como uma reflexão acerca do lugar das políticas afirmativas dentro da conjuntura geral da USP. Por fim, apresentamos uma posição mais  epistêmica acerca de como a abertura dos espaços de produção de  conhecimento é fundamental para produzir instâncias plurais e democráticas na composição dos saberes antropológicos.
      

Palavras-chave


Ações Afirmativas, Cotas na pós-graduação, USP, Programas de Pós-Graduação em Antropologia, Produção de Conhecimento

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2017.132101

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