Antropologia e sociobiologia: breve crônica sobre a ressurreição de um debate

  • Lorenzo Macagno Universidade Federal do Paraná
Palavras-chave: Sociobiologia, CPI-FUNAI-INCRA 2, Napoleon A. Chagnon, Associação Brasileira de Antropologia, controvérsias

Resumo

No final de 2016, um Requerimento emitido por membros de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), conhecida como CPI FUNAI-INCRA 2, solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), bem como do seu presidente. Para fundamentar as acusações contra a ABA, o Requerimento citou, em uma de suas passagens, argumentos de Napoleon A. Chagnon, dentre os quais a afirmação de que os antropólogos brasileiros não fazem ciência, mas ativismo. Chagnon foi um dos poucos antropólogos a adotar os postulados da chamada sociobiologia. Com a evocação do nome de Chagnon, o Requerimento da CPI estava, involuntariamente, “ressuscitando” um debate moribundo: antropologia versus sociobiologia. A partir do cenário acusatório montado pela CPI FUNAI-INCRA 2, este artigo retoma aquela controvérsia fundamental que, desde a década de 1970, dividiu antropólogos e sociobiólogos.

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Publicado
2018-04-27
Como Citar
Macagno, L. (2018). Antropologia e sociobiologia: breve crônica sobre a ressurreição de um debate. Revista De Antropologia, 61(1), 47-59. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2018.145512
Seção
Dossiê – Quem tem medo dos antropólogo(a)s? Dilemas e desafios para a produção e práticas científicas