O corpo da antropóloga e os desafios da experiência próxima

Palavras-chave: Corporeidade, pesquisa de campo, etnografia, feminismo, fronteira

Resumo

Este artigo oferece uma reflexão sobre a centralidade do corpo da antropóloga nas pesquisas de campo e sobre como esta centralidade afeta e produz a escrita etnográfica. Busca-se problematizar os sentidos e os efeitos da corporeidade para o fazer etnográfico e mostrar que a presença corporal e material das pesquisadoras em campo produzem lugares de fala específicos, que afetam os modos de ver, fazer, pensar e escrever antropologia. Por meio de uma certa perspectiva feminista, a intenção é refletir sobre o estado de corpo etnográfico, que se deixa marcar pela sua biografia, pelos contextos históricos, pelas escolhas teóricas e pelas interações nas experiências de campo, produzindo deslocamentos, diferenciações, exclusões, justaposições dos sentidos corpóreos da antropóloga, constantemente localizados na fronteira, entre-mundos.

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Publicado
2019-09-17
Como Citar
Nascimento, S. (2019). O corpo da antropóloga e os desafios da experiência próxima. Revista De Antropologia, 62(2), 459 - 484. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2019.161080
Seção
Artigos