A produção política da repulsa e os manejos da diversidade na saúde indígena brasileira

  • Carla Costa Teixeira UNB
Palavras-chave: Saúde indígena, saneamento, política pública, higienismo, processos de estatização, repulsa, manual

Resumo

Considerando a permanência de práticas e percepçõesconcernentes ao princípio do higienismo e da busca por mudançascomportamentais observadas nas ações cotidianas dos profissionais da saúdee da engenharia sanitária nas terras indígenas, este artigo busca refletirsobre os processos políticos, normativos e técnicos que sustentam sua atualizaçãono contexto atual de conquista de direitos pelos povos indígenas. Destaforma, aponta para os manejos da diversidade cultural na história recente denosso país que, em nome da inclusão dos povos indígenas, parecem estarproduzindo novas hierarquias cívicas e civilizatórias. Ao privilegiar a análisedo manual de formação do agente indígena de saneamento, inserindo-o nocontexto recente de construção da política de saúde indígena brasileira, estetrabalho busca contribuir para a compreensão de processos de estatizaçãoespecíficos que articulam práticas e normas, emoções e regras, representaçõese valores, profissionais de saúde (e engenharia), indígenas (“usuários” elideranças) e gestores no cerne da construção da cidadania diferenciada.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2013-07-29
Como Citar
Teixeira, C. (2013). A produção política da repulsa e os manejos da diversidade na saúde indígena brasileira. Revista De Antropologia, 55(2). https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2012.59296
Seção
Dossiê