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A produção política da repulsa e os manejos da diversidade na saúde indígena brasileira

Carla Costa Teixeira

Resumo


Considerando a permanência de práticas e percepçõesconcernentes ao princípio do higienismo e da busca por mudançascomportamentais observadas nas ações cotidianas dos profissionais da saúdee da engenharia sanitária nas terras indígenas, este artigo busca refletirsobre os processos políticos, normativos e técnicos que sustentam sua atualizaçãono contexto atual de conquista de direitos pelos povos indígenas. Destaforma, aponta para os manejos da diversidade cultural na história recente denosso país que, em nome da inclusão dos povos indígenas, parecem estarproduzindo novas hierarquias cívicas e civilizatórias. Ao privilegiar a análisedo manual de formação do agente indígena de saneamento, inserindo-o nocontexto recente de construção da política de saúde indígena brasileira, estetrabalho busca contribuir para a compreensão de processos de estatizaçãoespecíficos que articulam práticas e normas, emoções e regras, representaçõese valores, profissionais de saúde (e engenharia), indígenas (“usuários” elideranças) e gestores no cerne da construção da cidadania diferenciada.

Palavras-chave


Saúde indígena, saneamento, política pública, higienismo, processos de estatização, repulsa, manual

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2012.59296

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