Revista de Antropologia http://www.revistas.usp.br:80/ra <p>A Revista de Antropologia é uma publicação&nbsp;quadrimestral do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP.</p> <p>A Revista de Antropologia é um periódico internacional que tem como objetivo a divulgação e discussão de temas, resultados de pesquisas e modelos teórico-metodológico próprios da Antropologia, em suas diversas áreas e interfaces com disciplinas afins.</p> <p>A Revista de Antropologia aceita artigos em qualquer época do ano, em fluxo contínuo, e tem publicado também dossiês ou números temáticos.</p> <p>Fundada por Egon Schaden em 1953, a Revista de Antropologia é o primeiro periódico de Antropologia do Brasil.</p> <p>A Revista de Antropologia está indexada em:</p> <p>Scopus/Elsevier:&nbsp;<a href="http://www.scopus.com">http://www.scopus.com</a></p> <p>Latindex: <a href="https://www.latindex.org/latindex/inicio">https://www.latindex.org/latindex/inicio</a></p> <p>HispanicAmerican Periodicals Index (HAPI):<a href="http://hapi.ucla.edu">http://hapi.ucla.edu</a></p> <p>JSTOR:&nbsp;<a href="https://www.jstor.org">https://www.jstor.org</a></p> <p>AIBR - Revista Interamericana de Bibliografia:&nbsp;<a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=19242">https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=19242</a></p> <p>DOAJ (Directory of Open Access Journal):&nbsp;<a href="https://doaj.org/">https://doaj.org/</a></p> <p>Portal de Periódicos CAPES/MEC:&nbsp;<a href="http://www-periodicos-capes-gov-br.ez67.periodicos.capes.gov.br">http://www-periodicos-capes-gov-br.ez67.periodicos.capes.gov.br</a></p> <p>Anthropological Index Online:&nbsp;<a href="https://aio.therai.org.uk/aio.php?action=viewjournal&amp;journal_id=39505" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://aio.therai.org.uk/aio.php?action%3Dviewjournal%26journal_id%3D39505&amp;source=gmail&amp;ust=1559398545817000&amp;usg=AFQjCNEdb8kw-HeF1o3qo6oyPtFkMe13oA">https://aio.therai.org.uk/aio.<wbr>php?action=viewjournal&amp;<wbr>journal_id=39505</a>&nbsp;</p> <div>Súmarios.org:&nbsp;<a href="https://www.sumarios.org/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.sumarios.org/&amp;source=gmail&amp;ust=1561643475019000&amp;usg=AFQjCNEhYvfc_XDumBrw979jdFN04dZDmg">https://www.<wbr>sumarios.org/</a></div> <div>&nbsp;</div> <div>ROAD:&nbsp;<a href="https://road.issn.org/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://road.issn.org/&amp;source=gmail&amp;ust=1561643475019000&amp;usg=AFQjCNGdYpLo2bbflkLKIZkNX2npFGiSTw">https://road.issn.org/</a></div> <div>&nbsp;</div> <div> <div>MLA International Bibliography:&nbsp;<a href="https://www.mla.org/Publications/MLA-International-Bibliography" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.mla.org/Publications/MLA-International-Bibliography&amp;source=gmail&amp;ust=1561648067458000&amp;usg=AFQjCNHGQLnxBNvKKkEoghCznaQy0CraVQ">https://www.mla.<wbr>org/Publications/MLA-<wbr>International-Bibliography</a></div> <div>&nbsp;</div> <div>Google Scholar:&nbsp;<a href="https://scholar.google.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://scholar.google.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1561648067458000&amp;usg=AFQjCNGfyQsRY6npIRWQOXR5SZe6KlIdiw">https://scholar.<wbr>google.com.br/</a></div> <div>&nbsp;</div> <div>A Revista de Antropologia está no Facebook, Instagran e Twitter:</div> <div> <div><a href="https://www.facebook.com/Revista-de-Antropologia-USP-1406203543037694/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.facebook.com/Revista-de-Antropologia-USP-1406203543037694/&amp;source=gmail&amp;ust=1564751851909000&amp;usg=AFQjCNE3L0HfbuIPBm_dxPJNTyITBxOzVA">https://www.facebook.com/<wbr>Revista-de-Antropologia-USP-<wbr>1406203543037694/</a>&nbsp;&nbsp;</div> <div><a href="https://www.instagram.com/revista.antropologia.usp/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.instagram.com/revista.antropologia.usp/&amp;source=gmail&amp;ust=1595339930586000&amp;usg=AFQjCNG-LPU8sTs-FfP_GFWvGi-G1crfFw">https://www.instagram.com/<wbr>revista.antropologia.usp/</a></div> <div> <div><a href="https://twitter.com/RevistaUsp" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://twitter.com/RevistaUsp&amp;source=gmail&amp;ust=1564751851909000&amp;usg=AFQjCNGJaydvmTBSpOLPR4zrb4ySzMe-pg">https://twitter.com/RevistaUsp</a><wbr>&nbsp;&nbsp;</div> </div> </div> </div> Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pt-BR Revista de Antropologia 0034-7701 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre).</a></p> Alteridade e raça entre África e Brasil http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170727 <p>A partir da minha experiência de campo em Angola, busco problematizar a tradicional caracterização da antropologia brasileira — e por extensão das ciências sociais — como feita por “brasileiros” sobre o “Brasil”, refletindo sobre o novo perfil dos cientistas sociais quanto ao pertencimento étnico, racial e de classe que tem se pluralizado nos últimos 20 anos. Esta transformação do perfil dos cientistas sociais desafia a ideia de um “nós antropológico” centrado em uma ideia naciocêntrica que não reconhece sua posição de classe, raça e território, ou seja, branca, de classe média, oriunda ou socializada no sul/sudeste do país. Defendo o descentramento das ciências sociais brasileiras inspirada pelos novos movimentos de descolonização das ciências sociais. Esse descentramento passa pelo reconhecimento e politização da branquidade hegemônica das ciências sociais como condição para sua revisão crítica.</p> Luena Nascimento Nunes Pereira ##submission.copyrightStatement## 2020-06-04 2020-06-04 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170727 Subvertendo a Ordem http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170816 <p>O artigo discute, a partir das intersecções existentes entre os mecanismos de acesso à saúde – elaborados e acionados pelos indocumentados nas cidades de Pedro Juan Caballero (PY) e Ponta Porã (BR) –, categorias como segredo, confiança, família e amizade. A pesquisa que deu origem aos dados etnográficos aqui apresentados teve por objetivo descobrir e analisar como as pessoas indocumentadas, brasileiros e paraguaios, procediam – e procedem – para ter acesso aos serviços de saúde no Brasil por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), visto que esse acesso só é franqueado diante da apresentação de documentação específica, tais como o Cartão do SUS e a&nbsp;Cédula de Identidade para&nbsp;Estrangeiros&nbsp;(RNE). Aos indocumentados resta apelar aos expedientes tidos pelas autoridades brasileiras como ilegais e, portanto, passíveis de sanções por parte do Estado. As estratégias dos indocumentados para acessar os serviços de saúde através do SUS envolvem complexas redes de solidariedade, nas quais se imiscuem e se confundem binômios como legal/ilegal e confiança/desconfiança.</p> Valdir Aragão do Nascimento ##submission.copyrightStatement## 2020-06-08 2020-06-08 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170816 “Alguém a fim?” http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170814 <p>O presente artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa sobre gênero, sexualidade e diferenças, em uma perspectiva socioantropológica, na área de fronteira Brasil-Bolívia. Ele busca analisar experiências de interações de usuários/as das salas de bate-papo do provedor Universo Online (UOL) Corumbá. A metodologia é, principalmente, a etnografia on-line, mas também apresenta parte do trabalho de campo off-line realizado nessa região fronteiriça em Mato Grosso do Sul. A perspectiva teórica é pós-estruturalista, em especial, estudos subalternos (queer, feminista, pós-colonial). O enfoque é para as relações de gêneros dissidentes e sexualidades disparatadas nesse ambiente virtual, sem, contudo, deixar de compreendê-lo a partir do contexto off-line. As reflexões apontam para o erotismo presente nesse espaço virtual, assim como discute a experiência da produção de um “Outro” desvalorizado. Busca, ainda, contribuir para as reflexões no campo metodológico das pesquisas em ambientes da internet e em regiões de fronteira.</p> Carla Cristina de Souza Tiago Duque ##submission.copyrightStatement## 2020-06-08 2020-06-08 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170814 Espera, Paciência e Resistência http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170813 <p>Este trabalho parte de duas investigações realizadas na cidade de Goiânia (Brasil), sobre o tema do acesso à saúde nos marcos do Processo Transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na questão da espera. A primeira delas centrou-se nas narrativas de homens trans e a segunda nas de mulheres trans, acerca de suas trajetórias e dos itinerários terapêuticos implicados na chamada transição de gênero. Nosso argumento é que a espera é uma chave antropológica importante para interpretar tais narrativas. Nosso interesse, assim, é colocar em diálogo elementos etnográficos produzidos nessas investigações, tendo como eixo principal uma discussão em torno das ambivalências e tensões que tais sujeitos estabelecem em relação à espera. Nesse sentido, interessa-nos trazer também elementos de campo a fim de discutir antropologicamente os efeitos que expectativas heteronormativas e cisnormativas acerca do gênero e do curso da vida produzem em seus corpos e em suas vidas.</p> Camilo Braz Anderson Santos Almeida ##submission.copyrightStatement## 2020-06-08 2020-06-08 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170813 Racismo, racialización e inmigración http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170980 <p>A pesar de las constatadas relaciones entre inmigración y racismo, las teorías sobre migraciones aún no han prestado la suficiente importancia al análisis de este como realidad que podría ayudar a entender mejor algunos procesos de exclusión surgidos a la luz de los movimientos migratorios contemporáneos. Este artículo analiza, a partir de una metodología etnográfica llevada a cabo en espacios escolares, la realidad migratoria en España a través del estudio de las lógicas de funcionamiento que presenta el racismo en este contexto. Para ello se rescatan algunas propuestas del enfoque de(s)colonial aplicadas al caso de la población inmigrante marroquí en el país, profundizando en el análisis de los procesos de racialización existentes.</p> Antonia Olmos Alcaraz ##submission.copyrightStatement## 2020-06-11 2020-06-11 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170980 Nas tramas da poção mágica http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/171315 <p class="Default" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif; color: windowtext;">Este trabalho se propõe a mapear algumas contendas em torno do uso e da eficácia de medicamentos – psicofármacos, em particular – como forma de tratamento psiquiátrico, operando a partir de 3 eixos: 1. genealogia da ascensão da indústria farmacêutica e da psicofarmacologia a partir de meados do século XX; 2. etnografia no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, no Rio de Janeiro; 3. discussão a propósito dos desdobramentos da biopolítica no segundo pós-guerra, envolvendo ciência, biomedicina, sociedade e poder. Sustenta-se que a noção de agenciamento pode oferecer uma melhor compreensão sobre as controvérsias que emergem dessa trama, deslocando o entendimento do medicamento enquanto objeto pré-determinado para as relações que o atravessam e o constituem.</span></p> Felipe Magaldi ##submission.copyrightStatement## 2020-06-22 2020-06-22 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.171315 Disputas fraternas e chefia bicéfala http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/171366 <p>Este artigo identifica a tensão entre hierarquia e heterarquia como um princípio estrutural que opera a favor da multiplicidade, da diferença e da autonomia no contexto dos sistemas regionais e da política-ritual ameríndia. Focando na relação entre dono/chefe de maloca e xamã, à luz das tensões nas relações entre irmãos mais novos/mais velhos, típicas da região do Alto Rio Negro, caracteriza-se a constituição de uma chefia bicéfala, onde ambos especialistas trabalham de forma complementar para atender às diferentes direções envolvidas na política, e os mecanismos que dificultam sua consolidação.</p> Luis Cayón ##submission.copyrightStatement## 2020-06-23 2020-06-23 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.171366 Entre “nós” e “eles” http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/171482 <p>Este artigo examina subjetividades políticas, engajamento comunitário e práticas de voto entre moradores das periferias da zona sul de São Paulo, nos três anos que antecederam a eleição presidencial de 2018 no Brasil. Com base em uma pesquisa domiciliar com 398 pessoas, 46 entrevistas em profundidade e uma extensa observação participante ao longo de um estudo de quatro anos, argumentamos que, embora a maioria dos residentes de nossas comunidades de estudo em seu espectro político estejam desencantadas com a política institucional, muitos mantém um engajamento político em suas vidas cotidianas, incluindo ativismo centrado em identidades interseccionais e lutas contra violência/genocídio protagonizado pelo Estado. Nossa discussão combina análise estatística e vinhetas autoetnográficas e está em diálogo com dois temas comuns presentes em análises recentes do cenário político brasileiro: o papel dos eleitores da periferia urbana na eleição de Bolsonaro e as complexas conexões entre moralidades e subjetividades políticas. Concluindo, refletimos sobre oportunidades e desafios para o engajamento político progressivo na era (pós) Bolsonaro.</p> Charles Klein Milena Mateuzi Carmo Alessandra Tavares ##submission.copyrightStatement## 2020-06-26 2020-06-26 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.171482 Um lugar onde se achar http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/172072 <p>Como analisado na literatura etnológica recente, a guerra do Chaco (Bolívia/Paraguai 1932-1935) foi o disparador de uma série de deslocamentos espaciais que reconfiguraram o mapa étnico da região. Este artigo se refere, inicialmente, aos deslocamentos que levaram os Guarani e <em>Isoseño</em> da Bolívia ao Chaco boreal paraguaio e descreve, na sequência, a formação das cinco comunidades guarani que existem atualmente na área. Logo, trata de alguns aspectos da sociabilidade dos Guarani do Chaco boreal paraguaio por meio da reflexão sobre o lugar do ritual na sua história e vida social. Através de uma análise que interpreta o rito – e, com ele, a arte indígena – na sua performatividade, argumenta-se que o ritual opera aqui como um dispositivo fundamental para transformar o espaço chaquenho num lugar guarani.</p> María Eugenia Domínguez ##submission.copyrightStatement## 2020-07-06 2020-07-06 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.172072 Para una etnohistoria de los últimos tobas de Bolivia / Hijos del Pilcomayo. Los últimos tobas de Bolivia, de COMBÈS, Isabelle: http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/170837 Lorena Córdoba ##submission.copyrightStatement## 2020-06-08 2020-06-08 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.170837 Resistir no céu, viver na Terra. Awá-Guajá. Crônicas de Caça e Criação, de GARCIA, Uirá http://www.revistas.usp.br:80/ra/article/view/171109 Paulo Büll ##submission.copyrightStatement## 2020-06-16 2020-06-16 63 2 10.11606/2179-0892.ra.2020.171109