Os discursos de “decadência das Minas” e da “cobiça dos eclesiásticos” e a fiscalidade religiosa (1711-1789)

  • Caroline Cristina de Souza Silva

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo apresentar a questão das conhecenças (desobriga da quaresma)
como um ponto de partida para se entender o contexto dos acontecimentos sociais da capitania mineira a
partir da ótica dos assuntos pertencentes à Igreja, sua administração e poderes diante da população dessa
região. Em vista disso, os temas referentes ao debate em torno da legalidade ou não das conhecenças, e
também em torno da exorbitância na sua cobrança, podem nos levar a uma análise de cunho jurisdicional
relacionado à política de padroado e às relações entre a Igreja mineira e a Coroa portuguesa, podendo,
assim, nos prover de meios para compreender os acontecimentos que circundaram a Inconfidência
Mineira a partir de uma outra ótica social: a das relações entre os civis e a Igreja mineira. Esses debates e
embates traçados por esses agentes sociais podem fornecer aparato para se discutir, por exemplo, a
questão da aplicabilidade dos discursos de “decadência das Minas” e da “cobiça dos eclesiásticos” pelos
Povos das Minas em comparação com questões econômicas e sociais das diferentes regiões da capitania.
Pretende-se, a partir dos argumentos elaborados pelos Povos de Minas, por meio de representações e
petições mediadas pelas câmaras e pelo procurador dos povos, compreender algumas questões voltadas ao
corpo eclesiástico do bispado de Mariana e suas relações com a comunidade mineira.

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Publicado
2019-04-18
Como Citar
de Souza Silva, C. (2019). Os discursos de “decadência das Minas” e da “cobiça dos eclesiásticos” e a fiscalidade religiosa (1711-1789). Angelus Novus, 13(13), 115-133. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/ran/article/view/157099
Seção
Dossiê temático: Império e Colonização