A recente ditadura brasileira e a verdade histórica: os movimentos da justiça de transição nos sistemas de representação e em meio aos processos de subjetivação do contemporâneo

  • Silvia Maria Maria Brandão Queiroz Universidade Federal de São Paulo
Palavras-chave: Ditadura, Verdade, Subjetividade, Democracia

Resumo

Adotando como eixo estrutural a filosofia política contemporânea e as disputas políticas por memória, verdade e justiça acerca da recente ditadura brasileira, propomo-nos pensar as ações da atual democracia em meio ao legado autoritário e aos processos de subjetivação do presente.  Iniciamos discorrendo acerca do conceito de justiça de transição.  No decorrer da argumentação, sem desconsiderar as ações de resistência ao instituído e os modos de agir da coletividade, mas com foco no aparelho de Estado, pretendemos demonstrar que seus sistemas de representação jurídico-institucionais fazem parte de tecnologias governamentais móveis de poder do contemporâneo e têm modelado, ao menos em parte, a subjetividade dos múltiplos sujeitos sociais, seus modos de ser e agir. Pensamos as Comissões da Verdade brasileiras como significantes que, embora não nos libertem das amarras da representação, reverberam nos atuais processos de subjetivação, trazendo a possibilidade de alterarmos os mecanismos de dominação da atualidade, dentre os quais se situa a democracia representativa.  

 

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Biografia do Autor

Silvia Maria Maria Brandão Queiroz, Universidade Federal de São Paulo

Graduada em história pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Especialista em Direitos Humanos pela Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo. Doutoranda em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo -PPGF. Pesquisadora do Núcleo de Filosofia e Política - [FiloPol Unifesp/CNPq].

Publicado
2018-11-09
Como Citar
Queiroz, S. M. (2018). A recente ditadura brasileira e a verdade histórica: os movimentos da justiça de transição nos sistemas de representação e em meio aos processos de subjetivação do contemporâneo. Angelus Novus, 7(12), 62-80. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/ran/article/view/98792
Seção
Dossiê temático: 1964, 50 anos depois - perspectivas para uma história recente