Cultura, memória e cotidiano: a representação sobre os camponeses durante o regime cívico-militar de Alfredo Stroessner no Paraguai (1954-1989)

  • Paulo Alves Pereira Júnior Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho
Palavras-chave: Stronismo, resistências cotidianas, setores populares

Resumo

O regime cívico-militar de Alfredo Stroessner (1954-1989) desenvolveu um sistema controlador que reprimiu a oposição feita ao governo. Os alvos dessa repressão foram os setores populares, os políticos vinculados a partidos opositores, os padres e os jornalistas. A historiografia sobre a resistência ao stronismo destaca as ações dos grupos “intelectualizados” da sociedade paraguaia e dos trabalhadores urbano-industriais, organizados em sindicatos e partidos políticos. Além disso, prioriza como formas de refutação as manifestações públicas, as contestações político-partidárias e a atuação de grupos armados, “esquecendo-se” das práticas oposicionistas no âmbito privado. O presente trabalho tem como escopo a análise das táticas desenvolvidas pelos camponeses durante a presidência de Stroessner a partir dos depoimentos existentes no tomo V do Informe Final da Comisión de Verdad y Justicia.

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Biografia do Autor

Paulo Alves Pereira Júnior, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho

Mestrando em História pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis.

Publicado
2018-11-09
Como Citar
Pereira Júnior, P. (2018). Cultura, memória e cotidiano: a representação sobre os camponeses durante o regime cívico-militar de Alfredo Stroessner no Paraguai (1954-1989). Angelus Novus, 7(12), 107-130. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/ran/article/view/99051
Seção
Dossiê temático: 1964, 50 anos depois - perspectivas para uma história recente