Estado estético e vida ética absoluta: entre Schiller e Hegel

  • Norton Gabriel Nascimento
Palavras-chave: Ética, Estética, Tragédia, Schiller, Hegel

Resumo

O artigo trata de demonstrar a validade da pressuposta relação entre o pensamento de Schiller e de Hegel, a partir de dois conceitos, à primeira vista, independentes ou mesmo divergentes entre si: estado estético [ästhetischer Staat] e vida ética absoluta [absolute Sittlichkeit]. A partir de um plano de fundo comum, isto é, o momento de passagem entre os séculos XVIII e XIX, o diagnóstico da modernidade como um estado de privação e a cisão entre os domínios sensível e racional, surge a exigência de uma solução para tal problema, que leve em conta a reciprocidade e a unidade dos âmbitos humanos, o particular e o universal, na construção de um estado pautado pela liberdade. Dessa tarefa, como o presente trabalho defende, resultam dois projetos únicos, que podem ser lidos em complementariedade, uma vez que ambos almejam um fim próximo e sua execução pode ocorrer de forma coordenada. Sustenta-se que, enquanto a proposta de Schiller por uma educação estética da humanidade incide na construção de um estado estético alinhado a uma concepção de ética e justiça que exige liberdade, autonomia e reconciliação, a proposta de Hegel igualmente pressupõe, no desenvolvimento da chamada vida ética absoluta, uma formação estética da sociedade moderna.

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Publicado
2019-12-20
Como Citar
Nascimento, N. (2019). Estado estético e vida ética absoluta: entre Schiller e Hegel. Rapsódia, (13), 167 - 188. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/rapsodia/article/view/165291
Seção
Artigos