A. W. Schlegel e G. W. F. Hegel como precursores da tratativa da Arte na Estética contemporânea

  • Rodrigo C. Rabelo
  • José Fernandes Weber
Palavras-chave: Arte, Schlegel, Estética contemporânea, Hegel

Resumo

Tendo como ponto de partida o modo como Platão e Adorno abordam os desafios impostos pela arte à filosofia, o artigo busca destacar a mudança, que vai da “submissão da arte” (Platão) à crítica da estética clássica pela arte contemporânea (Adorno). A fim de avaliar o alcance da posição adorniana, segundo a qual contemporaneamente seria preciso partir da arte para fazer estética, centra seus esforços em mostrar como, já nos Cursos de estética, de Hegel, e na Doutrina da arte, de August Schlegel, tratava-se de reconhecer legitimidade à arte a partir da sua especificidade. São quatro os tópicos, em ambas as estéticas, que permitem sustentar tal afirmação: 1. A crítica à doutrina da arte apenas como mímesis; 2. A recusa à simples técnica artesanal-poética como constituindo uma estética filosófica; 3. O desenvolvimento do historicismo e da dialética como método de investigação filosófico da arte; 4. O desenvolvimento da estética comparada (entre as artes e gêneros). Por fim, busca-se mostrar brevemente alguns pontos de conexão entre as estéticas de Hegel e de August Schlegel com a estética contemporânea.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2019-12-20
Como Citar
Rabelo, R., & Weber, J. (2019). A. W. Schlegel e G. W. F. Hegel como precursores da tratativa da Arte na Estética contemporânea. Rapsódia, (13), 189 - 206. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/rapsodia/article/view/165292
Seção
Artigos