Complexidade e governança corporativa: uma análise das empresas listadas na BM&FBOVESPA

  • Renata Rouquayrol Assunção Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade
  • Márcia Martins Mendes De Luca Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade; Departamento de Contabilidade
  • Alessandra Carvalho de Vasconcelos Universidade Federal do Ceará; Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade; Departamento de Contabilidade
Palavras-chave: complexidade organizacional, complexidade das operações, governança corporativa, teoria da agência

Resumo

Diante da necessidade de se criarem mecanismos de controle, proteção e transparência sobre as relações entre o principal e o agente, buscando eliminar ou reduzir o conflito de agência, surgiu a governança corporativa. À luz da Teoria da Agência, a separação das atividades de propriedade e controle é oriunda da complexidade das próprias organizações. Nesse contexto, o estudo tem como objetivo analisar a relação entre as dimensões da complexidade e a governança nas empresas listadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA), em que os fatores contingenciais podem influenciar as características organizacionais. A investigação reúne dados amostrais de 162 empresas listadas na BM&FBOVESPA. Para a análise dos dados, foram empregados os seguintes testes estatísticos: Análise Fatorial, Regressão Linear Múltipla, Análise de Correspondência e Análise de Correlação. Para a mensuração da complexidade, são adotadas em conjunto as variáveis contingenciais idade, tamanho, diversificação e internacionalização; e, para examinar a governança corporativa, utiliza-se um índice representativo da adoção de boas práticas de governança. Os resultados apontaram que a complexidade organizacional é explicada pelas variáveis tamanho e diversificação, enquanto a complexidade das operações pode ser observada por tamanho, diversificação e internacionalização. Constatou-se que, nas duas dimensões da complexidade - organizacional e das operações -, a governança corporativa sofreu influência das variáveis diversificação, internacionalização e idade, sendo esta última em relação inversa. Conclui-se, pois, que as empresas de mais complexidade, nas duas dimensões, registram índices de governança corporativa mais elevados, confirmando-se a hipótese da pesquisa.

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Publicado
2017-08-01
Como Citar
Assunção, R., Luca, M., & Vasconcelos, A. (2017). Complexidade e governança corporativa: uma análise das empresas listadas na BM&FBOVESPA. Revista Contabilidade & Finanças, 28(74), 213-228. https://doi.org/10.1590/1808-057x201702660
Seção
Artigos