Eis o melhor e o pior de mim: fenômeno impostor e comportamento acadêmico na área de negócios

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1808-057x201910370

Palavras-chave:

fenômeno impostor, comportamento acadêmico, área de negócios

Resumo

O objetivo deste trabalho foi analisar a relação entre fenômeno impostor (FI) e comportamento acadêmico dos pós-graduandos stricto sensu dos cursos da área de negócios. Discutir a relação entre variáveis psicológicas e comportamento acadêmico dos discentes apresenta-se como tema de interesse pelo fato de evidências empíricas indicarem que essas variáveis afetam o ambiente em que as pesquisas científicas são desenvolvidas. Buscar elementos que auxiliem na compreensão do FI é relevante a fim de reduzir suas consequências no desempenho, comportamento e sentimentos vivenciados pelos discentes. Pósgraduandos matriculados no stricto sensu podem estar recusando oportunidades para avançar em suas carreiras profissionais e adotando comportamentos destoantes dos desejados pelas universidades por sentirem-se impostores das suas capacidades. Além da relevância das relações analisadas, esta pesquisa também disponibiliza a Escala Meurer e Costa de Comportamentos Acadêmicos – Stricto Sensu (EMCCA-SS), capaz de mensurar comportamentos acadêmicos realizados na pós-graduação brasileira, possibilitando o desenvolvimento de novas investigações acerca da temática. A população compreende os pósgraduandos matriculados em 2018 em cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado acadêmico em administração, contabilidade e economia, denominados área de negócios. A coleta de dados foi operacionalizada por meio de uma survey realizada on-line, sendo obtidas 1.816 participações válidas. Os dados foram analisados mediante estatística descritiva, análise fatorial exploratória e correlação de Spearman. Níveis mais elevados de sentimentos impostores estão associados positivamente à manifestação de comportamentos acadêmicos contraproducentes e, em sua maioria, negativamente com comportamentos cidadãos acadêmicos. Ao identificar o FI em discentes, ações para minimização desses sentimentos podem ser implementadas, visto que pós-graduandos com FI podem não estar se engajando nas atividades que permeiam o stricto sensu, prejudicando o clima e a cultura de cooperação necessários na academia.

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Publicado

2020-05-12

Como Citar

Meurer, A. M., & Costa, F. (2020). Eis o melhor e o pior de mim: fenômeno impostor e comportamento acadêmico na área de negócios. Revista Contabilidade & Finanças, 31(83), 348-363. https://doi.org/10.1590/1808-057x201910370

Edição

Seção

Artigos Originais