A teoria das estruturas organizacionais de Mintzberg e a gestão estratégica de custos: um estudo nas ONGs paulistas

  • Andson Braga de Aguiar Universidade de São Paulo; Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade; Departamento de Contabilidade e Atuária
  • Gilberto de Andrade Martins Universidade de São Paulo; Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade; Departamento de Contabilidade e Atuária
Palavras-chave: Estruturas organizacionais, Gestão estratégica de custos, Organizações Não-Governamentais

Resumo

O presente artigo buscou identificar implicações que as estruturas organizacionais, sob a ótica da teoria de Mintzberg, predominantes nas Organizações Não-Governamentais (ONGs) do Estado de São Paulo, podem causar na gestão estratégica de custos. Considera-se que a gestão estratégica de custos precisa ser consistente com as características organizacionais determinantes da estrutura administrativa para se tornar capaz de maximizar os recursos aplicados em entidades dessa natureza. Foi realizada uma pesquisa de campo, por meio de um roteiro para a condução de entrevistas. Constatou-se que as ONGs apresentam como estrutura organizacional predominante: a burocracia profissional, conforme a tipologia proposta por Mintzberg. Adicionalmente, verificou-se a presença de aspectos organizacionais não consistentes com a burocracia profissional pura. A implementação de uma gestão estratégica de custos precisará considerar que essas organizações utilizam, fortemente, o parâmetro de treinamento, muito planejamento de ações, além de atuarem em ambientes, preferencialmente, estáveis e complexos, apresentarem mediano controle de desempenho e um controle externo constante. Futuras pesquisas podem identificar os traços específicos da gestão estratégica de custos em ONGs.

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Publicado
2006-08-01
Como Citar
Aguiar, A., & Martins, G. (2006). A teoria das estruturas organizacionais de Mintzberg e a gestão estratégica de custos: um estudo nas ONGs paulistas . Revista Contabilidade & Finanças, 17(spe), 51-64. https://doi.org/10.1590/S1519-70772006000400005
Seção
Ensaio