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Ações de valor e de crescimento no Brasil: riscos e retornos de carteiras uni e bidimensionais em diferentes estados da economia

Leandro da Rocha Santos, Roberto Marcos da Silva Montezano

Resumo


Para fins de pesquisas empíricas, ações de valor são geralmente definidas como aquelas negociadas a baixos índices preço/lucro (preço da ação dividido pelos lucros por ação), baixos índices preço/valor patrimonial (preço Cont da ação dividido pelo valor patrimonial por ação) ou altos dividend yields (dividendos por ação divididos pelo preço da ação). Ações de crescimento, por outro lado, são aquelas negociadas a altos índices preço/lucro, altos índices preço/valor patrimonial ou baixos dividend yields. Pesquisas acadêmicas brasileiras e internacionais mostram que as ações de valor têm melhor desempenho do que as de crescimento, contrariando a Hipótese de Mercados Eficientes, que estabelece que os preços de mercado das ações são as melhores estimativas de seus valores intrínsecos. A maioria dos estudos utiliza um único múltiplo para classificar carteiras em percentis; riscos (geralmente definidos como coeficiente beta ou desvio-padrão) e retornos são então calculados para as carteiras de valor e de crescimento. No presente paper, busca-se contribuir para a crescente literatura sobre o tema empregando uma metodologia ainda não testada no mercado brasileiro. Construíram-se carteiras classificadas pelos índices preço/lucro e preço/valor patrimonial, isoladamente e em conjunto, para calcular riscos e retornos no mercado acionário brasileiro no período 1989-2009. Ademais, a análise de risco pode ser considerada a principal contribuição do paper, uma vez que a abordagem diverge de tradicionais métricas de risco, já que não se testou apenas o coeficiente beta: os retornos das carteiras são medidos em diferentes estados da economia. Os resultados indicam um consistente prêmio de valor no mercado acionário brasileiro. A análise de risco mostra que esse prêmio ocorre em todos os estados da economia analisados, o que sugere que as ações de valor são realmente menos arriscadas. O beta não se mostrou uma medida satisfatória de risco. As carteiras classificadas pelo índice preço/lucro produziram os melhores resultados.

Palavras-chave


Ações de Valor;Ações de Crescimento;Eficiência de Mercado;Mercados Emergentes;Ações Brasileiras;BM & F Bovespa

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1519-70772011000200005

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