Social disclosure e custo de capital próprio em companhias abertas no Brasil

  • Rodrigo de Souza Gonçalves Universidade de Brasília; Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais
  • Otávio Ribeiro de Medeiros Universidade de Brasília; Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais
  • Jorge Katsumi Niyama Universidade de Brasília; Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais
  • Elionor Farah Jreige Weffort Fundação Escola do Comércio Álvares Penteado; Departamento de Ciências Contábeis

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo analisar a relação entre o nível de social disclosure e o custo de capital próprio em companhias abertas no Brasil. Assume-se a hipótese de que os programas sociais externos promovidos ou apoiados pelas empresas contribuem para a construção da imagem reputacional das organizações, compensando as externalidades, trazendo benefícios sob o ponto de vista econômico, pela relação negativa com o custo do capital. Para testar essa hipótese, foram coletados e analisados os relatórios de responsabilidade social de 83 empresas listadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM), no período de 2005 a 2009. Para avaliação do nível de social disclosure das empresas analisadas, foi utilizado um índice composto de 13 indicadores. O custo de capital próprio foi ajustado ao risco mediante o Capital Asset Pricing Model (CAPM) e testado por meio de regressão com dados em painel com efeitos fixos seccionais. Os resultados evidenciam que há relação negativa entre custo de capital próprio e nível de social disclosure, indicando, para o mercado acionário brasileiro, uma forma semiforte de eficiência de mercado.

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Publicado
2013-08-01
Como Citar
Gonçalves, R., Medeiros, O., Niyama, J., & Weffort, E. (2013). Social disclosure e custo de capital próprio em companhias abertas no Brasil . Revista Contabilidade & Finanças, 24(62), 113-124. https://doi.org/10.1590/S1519-70772013000200003
Seção
Artigos