Editorial

  • Marcelo Sanches Pagliarussi Universidade de São Paulo. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2016-12-21
Como Citar
Pagliarussi, M. (2016). Editorial. Revista De Contabilidade E Organizações, 10(28), 1-2. https://doi.org/10.11606/rco.v10i28.125582
Seção
Editorial

Prezados leitores da Revista de Contabilidade e Organizações,

Estamos publicando nosso último número de 2016 com a introdução de inovações em nosso processo editorial. As modificações foram pensadas com o intuito de aumentar a objetividade dos manuscritos, no sentido de enfatizar as contribuições teóricas e práticas oferecidas. Como benefício adicional, acreditamos que o trabalho dos revisores poderá ser feito de forma mais ágil, devido ao destaque que será dado às potenciais contribuições destacadas pelos autores no texto.

Neste sentido, o tamanho das novas submissões foi enquadrado nos limites de 4.000 a 6.000 palavras. Iremos atuar fortemente no sentido de manter as submissões dentro de tais limites, mas poderemos abrir exceções para artigos que façam uso de estratégias de pesquisa qualitativa, os quais podem requerer mais espaço para desenvolvimento do argumento, principalmente na seção de resultados e discussão. Entretanto, iremos sempre avaliar a razão entre contribuição e número de palavras de todos os artigos qualitativos que ultrapassarem o limite de 6.000 palavras.

No website da revista oferecemos outras sugestões a respeito do formato e da estrutura dos artigos submetidos à RCO, sempre tendo em mente o objetivo de facilitar a comunicação entre os autores e a audiência. Recomendamos a todos os leitores e autores em potencial a leitura da seção Diretrizes para Autores, apresentada na página da web contida no endereço http://revistas.usp.br/rco/about/submissions.

Neste número estamos publicando mais seis novos trabalhos que, acreditamos, irão interessar aos nossos leitores. Carlos André Marinho Vieira e Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, autores do trabalho “DIVERSIFICAÇÃO DAS RECEITAS E RISCO DE INSOLVÊNCIA DOS BANCOS BRASILEIROS”, observaram que quando os bancos abertos diversificam suas operações, conseguem diminuir seu risco de insolvência, diferentemente dos bancos fechados. Os resultados também sugerem que a lucratividade aumenta o risco de insolvência dos bancos e a capitalização está negativamente relacionada ao risco.

A pesquisa intitulada “USO DAS ALAVANCAS DE CONTROLE DE SIMONS (1995) NA GESTÃO DE UMA COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL” de Caroline Sulzbach Pletsch e Carlos Eduardo Facin Lavarda, verificou como as alavancas de controle de Simons (1995) são utilizadas na gestão de uma Cooperativa Agroindustrial. Os autores concluem que sistemas de diagnóstico e sistemas interativos são os de maior utilização na organização, pois estes são utilizados constantemente e fazem parte do dia a dia da organização objeto do estudo. As crenças não são disseminadas de forma clara e os sistemas de fronteiras são utilizados somente quando existe a necessidade de se estabelecer limites de atuação e comportamentais, não sendo utilizados constantemente.

Franciele Medrado, Gilson Cella, João Vicente Pereira e José Alves Dantas são os autores do artigo “RELAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE INTANGIBILIDADE DOS ATIVOS E O VALOR DE MERCADO DAS EMPRESAS”, e concluem que há associação positiva e estatisticamente relevante entre o nível de intangibilidade dos ativos e o grau de valorização das ações, representado pela relação market-to-book. Infere-se, portanto, que maiores investimentos em ativos intangíveis proporcionam uma valorização do valor de mercado da empresa.

Em seu artigo “SOFISTICAÇÃO DOS INVESTIDORES, LIBERDADE DE MOVIMENTAÇÃO E RISCO: UM ESTUDO DO MERCADO BRASILEIRO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO EM AÇÕES” Bruno Funchal, Diogo Lourenço e Fabio Yoshio Suguri Motoki observaram que fundos voltados a investidores sofisticados possuem menor risco, o que sugere possíveis problemas de agência. Por outro lado, fundos fechados possuem risco aumentado, indicando que gestores podem estar aceitando maior risco em troca de maiores retornos no longo prazo.

Zilton Bartolomeu Martins, Marisa Luciana Schvabe de Morais, Helena Wollinger e Janypher Marcela Inácio Soares, apresentam o caso de ensino “A INFLAÇÃO ESTÁ CONTROLADA E NÃO GERA IMPACTO NAS DECISÕES EMPRESARIAIS. SERÁ?”, no qual o leitor é levado a refletir sobre o impacto da inflação nas Demonstrações Contábeis, promovendo assim a oportunidade de explorar conceitos e correlacioná-los com a prática.

Raíssa Silveira de Farias e Adriana Maria Procópio de Araujo, autoras do artigo “PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES DE CONTABILIDADE QUANTO AOS ESPAÇOS FORMATIVOS PARA O OFÍCIO DA DOCÊNCIA NO BRASIL”, buscaram compreender a percepção dos docentes, mestres e doutores em contabilidade no Brasil, no que diz respeito aos espaços formativos para a docência propostos por Swain & Stout (2000). O principal resultado do estudo indicou que a responsabilidade pela formação para a docência, tanto do Programa de Pós-graduação quanto das IES é maior do que a formação proporcionada por esses espaços formativos, o que levanta discussões a respeito de como os programas de pós-graduação estão formando seus docentes.

Boa leitura a todos.

Marcelo S. Pagliarussi
Editor-Chefe da Revista de Contabilidade e Organizações