Dinâmica das Queimadas no Cerrado do Estado do Maranhão, Nordeste do Brasil

Palavras-chave: Incêndios Florestais, Desmatamento, Secas, Savanas Brasileiras

Resumo

As queimadas têm um papel central nas emissões de carbono nas regiões tropicais, afetando diretamente o ciclo do carbono e a saúde da população. No Cerrado, o fogo ocorre naturalmente e por influência humana, utilizado no processo produtivo da agricultura e pecuária. Nesse contexto o objetivo deste trabalho foi caracterizar a dinâmica espaço-temporal das queimadas no Cerrado do estado do Maranhão. Para isso, foram utilizados dados derivados de produtos de sensoriamento remoto e de estações meteorológicas do INMET. Os dados foram processados e tabulados. Análises espaciais e de regressão foram realizadas. Os resultados evidenciaram que as queimadas são moduladas pela sazonalidade do regime de chuva, podendo ser influenciada também por variações de temperatura e umidade do ar. Essa região foi afetada nos anos de 2007 e 2012 por secas que ocasionaram o aumento expressivo no número de queimadas. Nessa região, o desmatamento não está ligado diretamente à ocorrência de queimadas. A vegetação de formações savânicas foram identificadas como as mais suscetíveis à ocorrência de queimadas, por totalizarem grande parte das recorrências e ocorrências de queimadas nessa região.

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Biografia do Autor

Celso Henrique Leite Silva Junior, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE
É Engenheiro Ambiental (UniCEUMA/2014), Especialista em Geoprocessamento (PUC-Minas/2016) e Mestre em Sensoriamento Remoto (INPE/2018). Atualmente é doutorando do Curso de Sensoriamento Remoto (INPE) onde estuda o impacto da fragmentação florestal (efeito de borda) nos estoques de carbono de florestas tropicais. Possui experiência em atividades de campo na Amazônia, mais especificamente em inventários florestais em áreas de florestas intactas e afetadas por incêndios florestais. Foi bolsista no INPE (2014-2016), onde atuou em pesquisa relacionada ao mapeamento de queimadas na Amazônia utilizando dados de Sensoriamento Remoto. Foi estagiário em Geotecnologias na Embrapa Cocais (2013-2014). Atua em pesquisas nas seguintes linhas: Dinâmica do Uso e Cobertura da Terra, Dinâmica do Fogo em Ecossistemas Tropicais, Mudanças Ambientais nos Trópicos, Dinâmica do Carbono, e Sensoriamento Remoto da Vegetação.
Liana Oighenstein Anderson, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN)
possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2001), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE,2004), com treinamento na Universidade de Maryland (EUA, 2003), Doutorado pela School of Geography and the Environment da Universidade de Oxford (Inglaterra, 2006-2011) e Pós-Doutorado pelo Environmental Change Institute da Universidade de Oxford (2011-2014). É Pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) com linha e pesquisa em monitoramento de florestas e riscos e impactos associados a incêndios florestais. É Pesquisadora associada do Environmental Change Institute, Universidade de Oxford e Professora Colaboradora dos Cursos de Mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais da Universidade Federal do Acre (UFAC) e Docente da Pós-Graduação do curso de Sensoriamento Remoto (INPE). Liana é substituta do Coordenador Geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden (DOU, Portaria Nº 253, de 13 de janeiro de 2017), membro do Comitê de Assessoramento (CA - publicado no Boletim número 59 de 02 de Setembro de 2016), membro do comitê de elaboração do Plano Diretor (Portaria Nº 6.544, de 09 de novembro de 2017), membro do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração do Plano Institucional de Pesquisa e Operação do Cemaden (Boletim número 60 de 02 de Setembro de 2016), membro da Comissão Provisória para Avaliação de Propostas de Capacitação de Pessoal (Portaria Nº 6.177, de 18 de outubro de 2017 MCTIC) e substituta da Assessoria Internacional do Cemaden. É Gestora do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) por parte do Cemaden, em acordo estabelecido com o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) do estado do Acre e Secretaria do Meio Ambiente, Estado do Acre (publicado no DOU Nº 164, de 25 de agosto de 2016, processo: 01200.702328/2016-46). Desde Março de 2017, Liana possui Bolsa de Produtividade do CNPq (processo 309247/2016-0). Página pessoal - http://www.liana-anderson.org/ ****Indicadores academicos quantitativos****** Web of Science: 1,248, h-index: 15, average citation per article: 44.28 Scopus: 1531, h-index:18 Google Citations: 2,907, h-index: 23, i-10 index: 38.
Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE
Possui graduação em Biociências e Biotecnologia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (1997), mestrado em Biociências e Biotecnologia pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (2000), doutorado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2004) com Doutorado Sanduíche - University of Edinburgh (2003). Possui Pós-Doutorado pela University of Oxford (2004-2008). Atua como Professor Associado na University of Exeter-UK e atualmente é Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Coordena o Grupo de Pesquisa TREES (Tropical Ecosystems and Environmental Sciences group). É Editor Associado do periódico Plant Ecology and Diversity. Serve como revisor para os renomados periódicos: Nature, Science, PLOS One, Proceedings of the National Academy of Science, Philosophical Transactions of the Royal Society-B, New Phytologist, Ecological applications, entre outros. Publicou como primeiro autor nos periódicos Science e Nature. Em 2006 foi agraciado com o premio Merit Award pela Universidade de Oxford, Inglaterra e com a prestigiosa Fellowship do Natural Environment Research Council-UK em 2008. Tem experiência na área de Ecossistemas Tropicais e ciências ambientais, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente nos seguintes temas: dinâmica de carbono, mudanças climáticas e ambientais, ecologia de ecossistemas e paisagem, sensoriamento remoto de distúrbios florestais.
Bruno Durão Rodrigues, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/Minas
Doutorando em Geografia pela PUC Minas (início em 2012), Mestre em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2011), Especialista em Análise e Planejamento Ambiental pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (2003),Graduado em Geografia-Licenciatura pelo Centro Universitário Newton Paiva (2001) e Bacharelado com ênfase em Geoprocessamento pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais núcleo universitário Contagem (2007). Professor da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais -Educação Básica e atualmente em cargo de gestão de unidade escolar da Rede Pública Estadual. Tem experiência nas temáticas relacionadas à Educação Pública/Ensino, Sensoriamento Remoto, Sistema de Informações Geográficas e Paisagens Cársticas.
Publicado
2018-07-24
Como Citar
Silva Junior, C. H., Anderson, L., Aragão, L. E., & Rodrigues, B. (2018). Dinâmica das Queimadas no Cerrado do Estado do Maranhão, Nordeste do Brasil. Revista Do Departamento De Geografia, 35, 1-14. https://doi.org/10.11606/rdg.v35i0.142407
Seção
Artigos