http://www.revistas.usp.br/rdg/issue/feed Revista do Departamento de Geografia 2019-01-21T16:23:39-02:00 Fernando Shinji Kawakubo fsk@usp.br Open Journal Systems <p>Revista do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras&nbsp;e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - Brasil</p> <p>ISSN&nbsp;&nbsp;2236-2878&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DOI: 10.11606</p> http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/148340 Sobre as Influências na Formação do Geógrafo Físico a partir das Contribuições da Geografia de Matriz Anglo-Saxã 2019-01-21T16:10:46-02:00 Antonio Carlos de Barros Correa dbiase2001@terra.com.br Kleython de Araujo Monteiro kleython.monteiro@igdema.ufal.br <p>A geografia física brasileira, sobretudo após a difusão da linguagem matematizada e estatística conquanto, seja sobre uma base teórica sistêmica ou de busca direta de relações causais, mediada pelo crescente aporte da modelagem em bases digitais, efetuou de forma deliberada ou não uma aproximação à geografia física de matriz anglo-saxã, de tradição fortemente empiricista. O marco dessa vertente foi a emergência da diatribe entre a valoração do tempo e os demais elementos envolvidos na explicação espacial. Sua suplantação, em prol do papel dos processos superficiais e suas magnitudes de ocorrência, a partir da segunda metade do século XX, esteve atrelada a importantes mudanças na história social e suas reverberações sobre a ciência e seus objetivos finais. Contemporaneamente, uma retomada da variável tempo é seguida pela modulação dessa à necessidades temáticas dos estudos geográficos, e não mais como uma categoria à priori. A geografia física de matriz anglo-saxã, altamente dependente da técnica, reflete atualmente, como é o caso de outras ciências históricas de interface experimental, a dependência do método científico e da emergência de situações problemas</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144285 Técnicas Geomorfométricas Para a Identificação de Padrões de Relevo: Aplicação nas Cartas Curitiba e Cerro Azul, Estado do Paraná 2018-12-20T22:10:50-02:00 Willian Bortolini willianbortolini@gmail.com Claudinei Taborda da Silveira claudinei.ufpr@yahoo.com.br Ricardo Michael Pinheiro Silveira ricardomichaelps@gmail.com Julio Manoel França da Silva juliosilva.geografo@gmail.com <p>A representação da morfologia do relevo é um dos aspectos que constituem a cartografia geomorfológica (juntamente com as representações dos processos, gênese e dos materiais constituintes do relevo). Fazendo uso desse recurso, o objetivo do trabalho é empregar técnicas geomorfométricas para a identificação de padrões de relevo na escala 1:100.000, no Primeiro Planalto Paranaense, numa porção que compreende as cartas Curitiba (MI 2842) e Cerro Azul (MI 2826). Para isto foi gerado o Modelo Digital de Elevação (MDE), do qual foram obtidos quatro atributos topográficos: declividade, Índice de Posição Topográfica (IPT), amplitude altimétrica e média da declividade. A declividade foi calculada utilizando uma janela móvel 3x3 células, e os demais atributos a partir de raios circulares, cuja dimensão foi obtida pela moda do comprimento das vertentes, variando conforme as características das subunidades morfoesculturais presentes na área. Os atributos foram discretizados segundo parâmetros determinísticos, por meio do auxílio da campanha de trabalhos de campo que identificou os padrões de relevo. A declividade e o IPT foram combinados por álgebra de mapas, identificando as planícies fluviais. A amplitude altimétrica e a média da declividade foram combinadas para a identificação das colinas suaves, morrotes, morros ondulados, morros fortemente ondulados e morros elevados. Estes padrões de relevo foram caracterizados morfometricamente, além de serem relacionados com os aspectos geológicos, possibilitando a discussão acerca da gênese. Quanto à técnica empregada, esta mostrou-se aplicável à identificação dos padrões de relevo, apresentando resultados concordantes com as observações de campo, além de avançar quanto a otimização e o processo de delimitação dos padrões de relevo quando comparado as técnicas tradicionais.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/150111 Influence of Digital Elevation Models on Landslide Susceptibility with Logistic Regression Model 2019-01-21T15:41:14-02:00 Ana Oliveira asfoliveira.90@outlook.pt Joana Fernandes joanafcfernandes@gmail.com Carlos Bateira carlosbateira@gmail.com Ana Faria ana_faria_91@hotmail.com José Gonçalves jagoncal@fc.up.pt <p>O artigo demonstra a influência dos Modelos Digitais de Elevação na avaliação da suscetibilidade a movimentos de vertente em terraços agrícolas, utilizando o modelo de base estatística -Regressão Logística. O estudo foi realizado numa bacia hidrográfica localizada na Quinta das Carvalhas, no Vale do Douro, utilizando um inventário de 109 movimentos de vertente. Para analisar a influência da resolução do Modelo Digital de Elevação (MDE), utilizaram-se três MDE’s, (A), (B) e (C). Os MDE’s (A) e (B) foram obtidos diretamente pelo processamento de imagens aéreas e extração de diferentes resoluções, 1 e 5 metros, respetivamente. O MDE (C), com resolução de 5 m, foi processado com o método de interpolação Topo to Raster, utilizando como dados de entrada curvas de nível com equidistância de 10 metros, pontos cotados e a hidrografia. A Regressão Logística foi realizada utilizando dois modelos que se distinguem pela diferente seleção das variáveis independentes. No modelo 1 utilizaram-se o declive, curvatura, inclinação do talude, altura do talude, área contributiva e índice topográfico de humidade. No Modelo 2, removeram-se as variáveis independentes relacionadas com a geometria do terraço, nomeadamente a inclinação do talude e a altura do talude. Os resultados indicam que não existe influência significativa na modelação da suscetibilidade com métodos estatísticos, a uma pequena escala, utilizando diferentes resoluções dos MDE´s. As variáveis independentes, inclinação do talude e altura do talude, fornecem informações relativas à geometria e técnicas de construção dos terraços, e permitem um processo de modelação com informações mais detalhadas.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/147796 Fracionamento da Matéria Orgânica dos Solos da Ilha da Trindade 2019-01-21T15:59:40-02:00 Eliane De Paula Clemente eliane.clemente@embrapa.br Fábio Soares Oliveira fabiosolos@gmail.com Mariana Resende Machado mmachadogeo@gmail.com Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer carlos.schaefer@ufv.br <p>Este estudo caracterizou a matéria orgânica dos solos (MOS) da Ilha da Trindade a partir das suas frações húmicas e organização micromorfológica, buscando reconhecer a influência de aspectos ambientais na distribuição destas frações. Foram analisados oito perfis de solos, representativos das distintas classes existentes na Ilha (Neossolos, Cambissolos e Organossolos), associados a três materiais de origem (rochas alcalinas, básicas e sedimentos carbonáticos) e em distintas posições topográficas. O fracionamento das substâncias húmicas e a relação C/N foram analisados em todos os horizontes. Um horizonte superficial de cada classe foi selecionado para a caracterização micromorfológica em seções delgadas. A humina constituí a fração predominante na composição da MOS dos solos de Trindade. As maiores concentrações ocorrem nos solos situados das porções mais altas, úmidas, e sob vegetação de maior porte. A acumulação majoritária da fração humina se deve à limitada ou baixa transformação da MOS, por sua vez associada a baixa atividade da macro e mesofauna. Trata-se de uma humina herdada diretamente do material pouco transformado. Outros aspectos como textura, cobertura vegetal, pedoclima explicam o maior ou menor acumulo, e contribuem para explicar as diferenças entre os perfis. A fração humina predominantes destaca a baixa mobilidade da MOS nos horizontes superficiais. Contudo, perfis das áreas altas apresentaram indicativos de podzolização incipiente, concentrando AF e Ah em profundidade. O estudo contribui com uma primeira aproximação na caracterização da MOS de Trindade, importante para o entendimento da dinâmica de carbono no solo e recuperação ambiental da Ilha.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/142709 Intensidade dos Processos Antropogênicos no Entorno do Reservatório do Ribeirão João Leite – Goiás – Brasil 2019-01-21T15:47:13-02:00 Sara Alves dos Santos saraalves.amb@gmail.com Fabrizia Gioppo Nunes fabrizia.iesa.ufg@gmail.com Alex Mota dos Santos alex.geotecnologias@gmail.com <p>O reservatório do Ribeirão João Leite ocupa parte das áreas dos municípios de Goiânia, Nerópolis, Goianápolis e Teresópolis de Goiás e tem como objetivo o abastecimento público de Goiânia e de grande parcela dos municípios de sua região metropolitana (RMG), suficiente até o ano de 2025. Apesar de sua importância, o reservatório vem sofrendo diversas pressões de interesses de múltiplos usos em seu entorno, o que poderá comprometer a sua vida útil, na questão da quantidade e qualidade de água para o abastecimento público. Neste sentido, o presente artigo visa mapear e identificar as atividades de uso e cobertura da terra no entorno do reservatório do Ribeirão João Leite, na perspectiva de avaliar o seu nível de pressão antrópica. Para tanto, fez-se uso de técnicas de Processamento Digital de Imagem (PDI) e modelagem de dados em SIG. Os resultados revelam que apesar da presença de unidades de conservação, como o Parque Ecológico Altamiro Moura Pacheco e o Parque Estatual do João Leite, auxiliarem na contenção das pressões no entorno do reservatório, mais de 40% de sua área apresenta atividades consideradas degradantes. Constata-se ainda a presença de um deposito de lixo a céu aberto próximo a este. Além disso, as condições dos cursos hídricos que o abastecem são preocupantes, com nascentes já comprometidas em situações conflitantes nas Áreas de Preservação Permanente (APP).</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/149144 Bioindicadores Edáficos de Fragmentos Florestais Urbanos da Cidade de São Paulo (SP) 2019-01-21T15:58:58-02:00 Natalia Nunes Patucci natynuoli@yahoo.com.br Luís Carlos Iuñes Oliveira Filho iunes1981@gmail.com Carlos Batista da Silva krlosbatist@gmail.com Déborah de Oliveira debolive@usp.br Dilmar Baretta dilmarbaretta@gmail.com Antonio Domingos Brescovit antonio.brescovit@butantan.gov.br <p>A pesquisa avaliou a biodiversidade e qualidade de solos em fragmentos florestais urbanos da cidade de São Paulo (SP), especificamente nos parques Cientec, Cantareira e Jaraguá, utilizando exemplares edáficos como bioindicadores de alteração ambiental. Foram verificadas a diversidade, frequência e riqueza dos indivíduos coletados e suas correlações com alternância de ambientes, estação do ano e atributos químicos como pH, C.O, K, P, Ca, Mg e Al, respeitando a réplica verdadeira dos ambientes (n = 3). Delimitou-se aleatoriamente parcelas amostrais de 1,68 ha onde foram coletados: amostras de solo e invertebrados associados à interface solo – serapilheira por armadilhas de queda (Pitfall-Trap). Foi realizada nas áreas de estudo uma coleta concentrada no verão (02/2014) e inverno (09/2014) ao nível de ambiente (com presença e ausência de drenagem). Foram identificadas famílias e morfo-espécies de aranhas (Araneae) e besouros (Coleoptera). As análises multivariadas demonstraram que existe separação entre os ambientes estudados e quais foram as famílias e morfo-espécies que mais se associaram com cada variável analisada. A redução da acidez, aumento ou diminuição do teor de C.O e Al e elevada disponibilidade de macronutrientes (P, K,Ca e Mg), foram as variáveis edafo-ambientais que mais preservaram interação com o aumento ou detrimento dos organismos, explicando sua distribuição nos ambientes e estações do ano. O índice de diversidade de Shannon (H), a riqueza e diversidade dos organismos coletados foram influenciados pela alternância de ambientes e estações do ano. Os organismos se comportaram como indicadores ecológicos sensíveis às alterações edafo-ambientais na Mata Atlântica.&nbsp;</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145074 Representação de Geossistêmas em Estudos de Arqueologia da Paisagem: Ambientes Ancestrais em Ilhéus, Nordeste do Brasil 2019-01-21T16:03:02-02:00 Kaique Brito Silva kbritofb96@hotmail.com Raul Reis Amorim raulreis@unicamp.br <p>As ocupações pretéritas no espaço geográfico remontam vivências que detinham relações singulares com os atributos naturais. Nesse sentido, a Arqueologia da Paisagem tenta desvendar, através de vestígios arqueológicos, os modos de vida das populações ancestrais.&nbsp; A abordagem metodológica que traduz os sistemas naturais e suas relações com os sistemas antrópicos é conhecida como teoria geossistêmica, que auxilia a Arqueologia da Paisagem nos padrões de ocorrências pretéritas oriundas de configurações ambientais. O objetivo dessa pesquisa foi expor os cenários geossistêmicos de Ilhéus, Bahia, Brasil, que condicionaram as ocupações desde o período pré-colonial brasileiro. Foram identificados 4 geossistemas que definiram a forma de grupos pré-coloniais ocuparem a região, além de favorecer o crescimento da colônia a partir do século XIX através da produção de cana-de-açúcar nos engenhos locais.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/139602 Índice de Controle Ambiental das Unidades de Conservação do Maranhão 2019-01-21T16:06:26-02:00 Yata Anderson Gonzaga Masullo yanderson3@hotmail.com Helen da Costa Gurgel da Costa Gurgel helengurgel.unb@gmail.com Anne-Elizabeth Laques anne-elizabeth.laques@ird.fr Dionatan Silva Carvalho dionatan.carvalho@uol.com.br Claudio Eduardo de Castro clanaros@yahoo.com.br <p>O presente estudo objetiva expor o desenvolvimento do Índice de Controle Ambiental – ICA das Unidades de Conservação do Maranhão, a partir da mensuração de indicadores ambientais e institucionais. Busca-se dessa forma, representar a influência da dinâmica territorial sobre a efetividade das 11 UCs do Maranhão. Metodologias como esta tornam-se cada vez mais indispensável, em um cenário de institucionalização de área protegidas e efetivação de parques outrora somente existentes em papel. Avança-se nesse contexto, a partir da proposição e desenvolvimento de métodos capazes de considerar as complexidades envolvida na questão, como a relação entre a escala local e regional, rápida aplicação, alta capacidade de reprodução e baixa subjetividade. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizou-se o método de análise multicritério conhecido como Analytic Hierarchy Process (AHP), alicerçados por técnicas ligados ao Sistema de Informação Geográfico – SIGs. Desse modo foi possível identificar que entre as UCs em análise, 18% possuem nível insatisfatório de efetividade, enquanto que outros 18% possuem grau pouco satisfatório, 54% possui nível medianamente e 18% nível reconhecido como satisfatório. A consolidação desta metodologia traz consigo contribuições aplicadas a otimização do planejamento, implantação e gestão das Unidades de Conservação do Maranhão, bem como em outros estados, a partir deste estudo.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/148048 Zoneamento de Risco de Incêndio e Queimadas na Cidade de Sorocaba – São Paulo 2019-01-21T16:09:28-02:00 Elfany Reis do Nascimento Lopes elfanyl@hotmail.com Amanda Pereira Patrício Silva elfanyreis@gmail.com João Felipe Peruchi elfany.lopes@unesp.br Roberto Wagner Lourenço roberto@sorocaba.unesp.br <p>Houve diversas modificações na superfície terrestre devido à apropriação do homem na natureza como maneira de desenvolvimento social e econômico, predispondo as cidades a maior risco de ocorrência de incêndios e queimadas. O trabalho teve como intuito elaborar elaborar uma proposta de zoneamento de risco a incêndio e queimadas, baseado em características físicas, antrópicas e dados de focos de incêndio da cidade de Sorocaba-SP, utilizando geoprocessamento em ambiente SIG. Foi realizado o mapeamento do uso do solo e cobertura vegetal utilizando imagem SPOT-5 e RapidEye por meio da classificação supervisionada e interpretação visual. Foram determinados pesos de importância para a declividade, hidrografia e malha viária segundo a risco para incêndio e queimadas. O zoneamento foi obtido pela média ponderada dos mapas temáticos dos parâmetros. Realizou-se o levantamento dos focos de incêndio e queimadas e procedeu-se a sua relação com o zoneamento de risco produzido. Um total de 93% da cidade é classificada com risco alto a extremo, revelando a predisposição da cidade para a ocorrência de incêndios e queimadas de origem natural ou antrópica. 74 focos de incêndio ocorreram entre 2017 e 2018, sendo enquadradas nas zonas de risco muito alto (39%), alto (35,36%) e extremo (19,5%).&nbsp; A proposta de zoneamento é condizente com a realidade natural e socioeconômica da cidade, sendo um caminho para o monitoramento ambiental da cidade.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/140424 O Programa Conservador das Águas e sua Relação com o Uso da Terra em Extrema-MG 2019-01-21T16:13:54-02:00 Guilherme Augusto Verola Mataveli mataveli@usp.br João Vitor Roque Guerrero jvguerrero2@gmail.com Michel Eustáquio Dantas Chaves micheldchaves@gmail.com Rodrigo Cesário Justino rodrigofriend81@gmail.com Fernando Shinji Kawakubo fskgeo@usp.br Rubia Gomes Morato rubiagm@gmail.com <p>O objetivo deste trabalho foi realizar uma análise multitemporal do uso da terra do município de Extrema (MG), através do Sensoriamento Remoto (SR) e da técnica <em>Geospatial Object Based Image Analysis </em>(GEOBIA), considerando o início dos programas de conservação ambiental de adesão voluntária presentes no município e o período atual, com foco nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Foram utilizadas imagens orbitais dos sensores <em>Thematic Mapper</em> (TM) do Landsat-5 e <em>Operational Land Imager</em> (OLI) do Landsat-8, além do modelo digital de elevação <em>Shuttle Radar Topography Mission</em> (SRTM). A classificação do uso da terra foi realizada a partir da GEOBIA em ambiente <em>eCognition Developer</em> ® 64 (ED64), que além da informação espectral também inclui outras informações importantes no processo de decisão, tais como textura e forma. Como resultado, foi identificado que entre 2006 e 2016 as áreas de mata do município aumentaram de 86 km² para 108 km². Além disso, foi constatado que 31% da área do município (76,5 km²) são áreas de APP de acordo com a legislação vigente, e que o aumento significativo de 10% da mata em áreas de APP demonstra um comprometimento do município com a qualidade ambiental local e a efetividade do programa de conservação.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/149301 Influências da Textura e Temperatura dos Solos Sobre a Regeneração do Cerrado na Estação Ecológica de Jataí – Luiz Antônio/SP-Brasil 2019-01-21T16:22:27-02:00 Cristiano Capellani Quaresma quaresma.cristiano@gmail.com Archimedes Perez Filho archi@ige.unicamp.br Priscila de Oliveira Barbosa bio.priscila@yahoo.com.br Marcela Barbosa de Moraes marcelabmoraes@gmail.com Luca Lämmle lucalammle@ige.unicamp.br <p>Diversos trabalhos destacam a importância do Cerrado como “hotspot” mundial de biodiversidade, estando entre as 27 áreas críticas de biodiversidade do Planeta e encontrando-se em contínua ameaça, sobretudo devido ao uso e ocupação indiscriminado de suas terras, principalmente pelo setor agropecuário. Diante disso, importantes políticas públicas são criadas com a finalidade de promover a conservação, recuperação e o manejo sustentável desse bioma. Porém, esses objetivos se esbarram na falta de estudos técnicos, dificultando o direcionamento adequado de verbas e ações. Assim, visando fornecer subsídios à estas, o presente trabalho objetivou mensurar oscilações diuturnas de temperatura dos solos e suas relações com a regeneração da vegetação. O estudo é de caráter exploratório, baseado em levantamento bibliográfico e experimental, a partir de coleta de amostras de solo, análises laboratoriais e medições de temperatura em campo. As atividades foram desenvolvidas em dois pontos no interior da Estação Ecológica de Jataí – SP/Brasil. Os resultados permitiram verificar maiores variações de temperatura diuturna nos primeiros 20cm do solo caracterizado por apresentar menores teores de argila. Estes dados podem indicar impactos na quebra de dormência de sementes e no desenvolvimento de raízes de pequenas mudas dificultando o processo de regeneração. Assim, as informações apresentadas podem contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas de recuperação deste tipo de vegetação.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/143665 Análise da Vulnerabilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Claro (GO) Utilizando Geotecnologias 2019-01-21T16:23:39-02:00 Patrícia Tinoco Santos patriciatinoco91@gmail.com Alécio Perini Martins alecioperini@yahoo.com.br <p>A Bacia Hidrográfica do Rio Claro (BHRC) apresenta grande importância para a mesorregião Sul Goiano (GO), considerando que por meio da distribuição e correlação espacial dos elementos que formam o sistema da referida bacia dependem a economia, a sobrevivência e o bem-estar da população atual e das gerações futuras. O uso da terra para fins agropecuários (78,2%), bem como sua caracterização quanto a geologia, geomorfologia, solos e clima, demonstra o grande potencial da região para tais atividades, entretanto, tal uso vem gerando degradação da área devido a práticas inadequadas de manejo. Os solos na área da BHRC possuem alta estabilidade, e o clima tropical, o qual apresenta elevada temperatura durante todo o ano e baixa amplitude térmica, garante médias elevadas de precipitação. A precipitação garante o abastecimento dos canais fluviais, entretanto, também favorecem erosões em áreas descobertas por vegetação. A partir de geotecnologias, e considerando a análise sistêmica da região, foi realizado o estudo da vulnerabilidade ambiental na área da BHRC, conforme metodologia de Crepani (2001), no qual se pode caracterizá-la como sendo de estabilidade intermediária, tendenciada a vulnerável (44,1%). Foram detectadas em campo vulnerabilidade maiores do que a que foi apresentada nos resultados dos mapas, isso se deve pela baixa vulnerabilidade obtida em alguns temas como o clima e geomorfologia. As áreas mais vulneráveis encontram-se próximas as principais nascentes da bacia, e indicam a necessidade de intensificação de ações de conservação nessas áreas e a efetivação de políticas específicas para controle e monitoramento ambiental.</p> 2018-12-20T00:00:00-02:00 ##submission.copyrightStatement##