http://www.revistas.usp.br/rdg/issue/feed Revista do Departamento de Geografia 2018-09-12T19:02:04-03:00 Bianca Carvalho Vieira biancacv@usp.br Open Journal Systems <p>Revista do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras&nbsp;e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - Brasil</p> <p>ISSN&nbsp;&nbsp;2236-2878&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DOI: 10.11606</p> http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144092 Segregação Urbana: Abordagem dos Índices Sociais Globais e Locais 2018-09-10T14:05:13-03:00 Agnes Silva de Araujo agnes.araujo@usp.br Joana Xavier Barros j.barros@bbk.ac.uk Alfredo Pereira de Queiroz aqueiroz@usp.br <p>O entendimento do fenômeno da segregação é essencial ao planejamento urbano. Os índices espaciais de segregação são métricas que permitem identificar os padrões espaciais de segregação de diferentes grupos populacionais e sua variação espacial dentro da cidade. Neste artigo, índices espaciais globais e locais de segregação espacial foram aplicados à cidade de Marília-SP. A análise dos índices locais revelou que a segregação de Marília não pode mais ser classificada com padrão clássico centro-periferia. Ainda que grupos de baixa renda se concentrem nas periferias (zonas sul e nordeste), Marília apresenta um padrão de macro segregação diferenciado, com a consolidação do setor que vai do centro histórico à zona leste, no qual população de alta renda está agrupada. O estudo também revelou um alto grau de segregação (isolamento) da população de alta renda na zona leste (condomínios fechados) e de baixa renda na zona sul (favelas e conjuntos habitacionais), reforçados pelo índice insignificante de exposição entre os grupos opostos na zona sul da cidade.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145784 Classificação do Padrão de Ocupação Urbana de São Paulo Utilizando Aprendizagem de Máquina e Sentinel 2 2018-09-10T14:05:12-03:00 Marcos Reis Rosa marcosrosa@usp.br <p>Mapear o padrão de ocupação urbana e intra-urbana é essencial para planejamento das grandes cidades. O Google Earth Engine, classificação com aprendizagem de máquina e imagens do Sentinel 2 permitem uma classificação detalhada das áreas urbanas que pode ser aprimorada pelo conjunto de bandas utilizadas, algoritmo e balanceamento das amostras. Foram produzidas classificações do município de São Paulo/SP para o ano de 2017 com o melhor resultado produzido pelo Random Forest com 87,2% de exatidão global quando utiliza as bandas de reflectância, índices espectrais, temporal e de textura. O resultado demonstra a capacidade de utilizar a plataforma e imagens livres com algoritmos de aprendizagem de máquina para classificar padrão de ocupação urbana e intra-urbana.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/142698 Características Granulométricas e Morfológicas das Areias de Solos sobre Arenitos e Basaltos em Floraí/PR 2018-09-10T14:05:14-03:00 André Mateus Barreiros andrembarreiros@gmail.com Déborah de Oliveira debolive@usp.br Paulo Nakashima paulonakashima41@gmail.com José Pereira de Queiroz Netos jpqneto@hotmail.com Marcelo Reis Nakashima mrnakashima@gmail.com Grace Bungenstab Alves gracebalves@gmail.com Marcos Roberto Pinheiro m3279574@usp.br José Antonio de Andrade andrade_pr@hotmail.com <p>O artigo aborda as diferenças nas formas de relevo e materiais associados (rochas, solos e depósitos) do setor noroeste do estado do Paraná, região sul do Brasil. Discute, em nível de detalhe, a geometria de uma vertente e as especificidades granulométricas e morfológicas das areias de um solo sobre o arenito da Formação Caiuá (Grupo Bauru), em comparação com outro nos basaltos da Formação Serra Geral (Grupo São Bento), na bacia hidrográfica do Córrego Gurupá. Para tanto, foram realizados procedimentos em gabinete, campo e laboratório, ligados a metodologias e técnicas da Pedologia, Sedimentologia e Geomorfologia em uma sequência multiescalar, que subsidiaram a descrição e análise das formas e materiais. Conclui que há claras diferenças morfológicas entre grãos de areia dos dois perfis, porém na mineralogia e granulometria as distinções são sutis. &nbsp;O Argissolo, sobre o arenito, possui grãos de quartzo preferencialmente rugosos, polidos/foscos e arredondamento subangular/subarredondado dependendo da profundidade, enquanto o Nitossolo, oriundo dos basaltos, contém grãos rugosos, foscos e subarredondados em sua maioria. Estes resultados corroboram com a hipótese de que a Formação Caiuá possui duas fácies, uma de deposição eólica e outra flúvio-lacustre, contrariando a ideia que propõe um contexto exclusivamente eólico. Além disto, as características encontradas no volume superficial, comum aos dois solos, não possui continuidade em profundidade no Nitossolo, o que indica uma gênese alóctone deste material sobre o basalto.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144537 Avaliação da Suscetibilidade a Escorregamentos Rasos com Base na Aplicação de Estatística Bivariada: Resultados Preliminares 2018-09-12T19:02:04-03:00 Helen Cristina Dias helen.dias@usp.br Carlos Valdir de Meneses Bateira carlosbateira@gmail.com Edilson Pissato pissato@usp.br Tiago D. Martins martins.td@gmail.com Bianca Carvalho Vieira biancacv@usp.br <p>O objetivo deste artigo foi definir a suscetibilidade a escorregamentos rasos do munícipio de Caraguatatuba a partir da análise estatística de parâmetros morfológicos. Para a confecção dos mapas morfológicos de curvatura, aspecto, elevação e ângulo de encosta foi utilizado o SRTM de 30 m. A partir disso, foi realizada uma análise estatística bivariada, baseada no valor informativo. Tal índice é responsável por relacionar classes morfológicas e cicatrizes de escorregamentos de eventos passados. Os resultados mostraram que determinadas classes morfológicas tendem a ser mais suscetíveis do que outras a ocorrência do processo, de maneira que se obteve uma taxa de acerto de 78% do mapa final de suscetibilidade. Desta maneira, foi possível verificar preliminarmente as classes preferenciais para ocorrência de escorregamentos na área, tornando importante a continuação dos estudos sobre o tema por meio da incorporação de outros parâmetros condicionantes de escorregamentos, como por exemplo a geologia.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/143052 Caracterização Geocronológica Como Ferramenta para Avaliação de Captura Fluvial Ocorrida no Rio Guaratuba, SP, Brasil 2018-09-10T14:05:13-03:00 Natalia Nunes Patucci natalia.oliver@usp.br Deborah de Oliveira debolive@usp.br Jamille Santos Conceição geo.jamillesc@gmail.com Marina de Souza Faria marina.souza.faria@usp.br Carlos Batista Silva krlosbatist@gmail.com Andre Henrique Bezerra dos Santos andrehbsantos@gmail.com <p>Esta pesquisa visa corroborar com o estudo de capturas fluviais ocorridas no sudeste brasileiro, especialmente quanto aos materiais de recobrimento superficiais formadores de feições morfológicas fluviais. Foram coletadas amostras das coberturas superficiais dos solos que recobrem o vale seco ou o antigo terraço do rio Guaratuba, região do divisor de bacias entre o alto Guaratuba e Rio Claro, para avaliação granulométrica, morfoscópica, mineralógica e palinológica. As amostras de material arenoso foram submetidas à datação absoluta através do método de Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), enquanto as de material orgânico foram submetidas à datação absoluta de <sup>14</sup>C via Espectrometria de Massa por Aceleradores (AMS). Os materiais de cobertura foram classificados na análise macromorfológica como Gleissolos, Espodossolos, Organossolos e Cambissolos os quais continham cascalheiras com mais de 1m de profundidade. Ocorre a predominância da fração arenosa em todos os horizontes descritos na análise granulométrica, assim como de quartzo e mica na análise mineralógica. Na análise morfoscópica da fração areia, observou-se o arredondamento dos grãos de quartzo em todos os horizontes, o que indica que esses grãos sofreram no passado erosão mecânica por fluxo de corrente. A avaliação de grãos de pólen fossilizados revelou um total de 6 táxons distintos preservados no vale seco, 1 Gimnosperma e 6 Angiospermas, sendo os sedimentos correspondentes ao Pleistoceno Tardio e Holoceno, o que indica possibilidade de correlação da formação dessa feição com flutuações climáticas. Estudos sistêmicos tornam-se referências importantes ao elucidarem em seus resultados o papel dos materiais formadores de feições morfológicas fluviais decorrentes de capturas.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144423 Avaliação das Construções Danificadas por Corridas de Detritos e Inundações Bruscas no Vale do Ribeira (SP) em 2014 2018-09-10T14:05:13-03:00 Luzia de Jesus Matos luziamattos@hotmail.com Claudio José Ferreira cjfcjf@gmail.com Carlos Valdir de Meneses Bateira carlosbateira@gmail.com Bianca Carvalho Vieira biancacv@usp.br <p>O presente estudo quantifica o número de construções atingidas por eventos de escoamentos como as corridas de detritos (<em>debris flow</em>), de lama (<em>mud flow</em>) e as consequentes inundações rápidas (f<em>lash flood</em>) ocorridas nos municípios de Itaoca e Apiaí, Vale do Ribeira, em janeiro de 2014. O percurso dos eventos de 2014 foi cartografado por meio da distribuição dos depósitos inconsolidados sobre as áreas construídas. Ferramentas como as imagens históricas do Google Earth (agosto de 2014), ortofotos, fotografias do mesmo ano e trabalhos de campo possibilitaram a visualização dos eventos e das construções conforme as seguintes etapas metodológicas: 1) Mapeamento das construções em anos anteriores aos eventos; 2) Mapeamento das corridas e inundações rápidas deflagradas em 2014; 3) Sistematização de dados e quantificação das construções atingidas. Ao todo, foram mapeadas 1.221 construções das quais 565 foram diretamente atingidas pelas corridas ou inundações rápidas. Resultados preliminares destacam que a densidade de construções na área de deflagração dos eventos aumenta a quantidade dos elementos atingidos; os impactos, entretanto, são condicionados pela variação dos tipos dos processos perigosos</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144219 Geomorfologia Aplicada à Análise Forense: Uma Avaliação Necessária 2018-09-10T14:05:13-03:00 Juliana da Costa Mantovani juliana.mantovani@usp.br Cleide Rodrigues cleidrig@usp.br <p>A Ciência Criminalística refere-se à aplicação de instrumental científico em investigações conduzidas nas instâncias civil, criminal e administrativa, visando compreender as causas, os agentes responsáveis ou o dimensionamento de danos ocasionados. Podem ser realizadas em casos diversos, envolvendo ameaça à vida humana, questões médicas, trabalhistas e, mais recentemente, questões ambientais. A aproximação entre as Ciências da Terra e a análise forense tem ganhado destaque atualmente, em especial nos campos da geologia e da pedologia. A geomorfologia foi mais recentemente incorporada nessas análises, com pesquisas e aplicações ainda pouco numerosas, mas de grande potencial de contribuição, sobretudo em relação aos casos que envolvam processos e intervenções em sistemas físicos da superfície terrestre. Identificando os principais conceitos, abordagens e instrumentais utilizados nessas análises e baseando-se principalmente em literatura internacional, o estudo caracteriza o estado-da-arte da participação das Ciências da Terra e da geomorfologia na análise forense e elabora uma avaliação dessas aplicações, em relação aos seus potenciais e limitações. Dentre outros levantamentos, foi realizada investigação bibliográfica no portal <em>Web of Sciences</em>, com base em palavras-chave previamente selecionadas. O período avaliado inicia-se na década de 1960, em que se verificou crescente número de publicações dedicadas ao diálogo entre Ciências da Terra e análises forenses, especialmente a partir da década de 2000. Dentre outras tendências, foram evidenciadas lacunas sistemáticas quanto à participação da geomorfologia nas análises forenses e em peritagem, principalmente no que se refere ao seu potencial discriminador em situações de maior complexidade, que necessariamente envolvam abordagens integradoras.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145792 A Técnica do Perfil Cultural na Identificação de Modificações Físicas e Químicas de Solos sob Cultivo de Palmito Pupunha (Bactris gasipaes Kunth) em Iporanga - SP, Brasil 2018-09-11T08:51:31-03:00 Susan Silvia Viana dos Santos susanviana@hotmail.com <p>A pesquisa teve como objetivo avaliar as diferenciações nas características físicas e químicas dos solos em duas vertentes opostas localizadas na mesma área, sob o cultivo do palmito Pupunha, que possuem diferentes litologias e morfologias, e encontram-se sob o mesmo manejo agrícola. Para este trabalho utilizou-se a técnica do Perfil Cultural, observando-se o estado estrutural e morfologia do solo, o manejo agrícola e aspectos visuais da vegetação e da atividade biológica. Conclui-se que as formações litológicas das vertentes analisadas, diabásio e calcário, dão origem a solos com diferentes teores de argila, que associados a fatores como o relevo e o clima, resultam em solos com baixo potencial edáfico e pouco pedogeneizados. As modificações nas características químicas e físicas das duas vertentes ocorrem, principalmente, em decorrência da litologia e morfologia da área, e o manejo agrícola não possui influência nessas diferenças, pois o impacto humano é esporádico e de baixa intensidade.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/148486 Suscetibilidade Morfológica e Geológica aos Escorregamentos no Planalto de Paraitinga-Paraibuna (SP) 2018-09-10T14:05:11-03:00 Maria Rita Pelegrin de Oliveira maria.rita.oliveira@usp.br Bianca Carvalho Vieira biancacv@usp.br Jurandyr Luciano Sanches Ross juraross@usp.br <p>O Planalto de Paraitinga – Paraibuna é uma morfoescultura cujo modelado de relevo é de morros altos, alongados, com topos convexos e encostas de alta declividade. Este modelado de relevo está condicionado às estruturas geológicas de dobras, falhas transcorrentes e uma litologia composta por rochas de médio grau metamórfico e rochas ígneas intrusivas sintectônicas. A conjugação destas características morfológicas e litoestruturais podem agir como fatores condicionantes dos movimentos de massa - &nbsp;processos recorrentes na região. Assim, objetivo deste trabalho foi avaliar a suscetibilidade aos escorregamentos considerando aspectos geológicos e morfológicos do relevo. Aplicou-se o método do índice de potencial de escorregamento para avaliar o grau de suscetibilidade aos escorregamentos, considerando a relação entre o inventário de ciatrizes, o ângulo de encosta e a litologia. Os resultados parciais mostraram que a classe litológica do metatexito nebulítico foi a mais suscetível à ruptura, com valor de potencial de escorregamento de 222%; e a classe de ângulo de encosta de 30°-58° foi a mais suscetível aos escorregamentos, apresentando um valor de potencial de escorregamento de 250%. Notou-se também que os escorregamentos se concentraram ao longo de eixos de dobra e de falhas transcorrentes, indicando um possível controle estrutural. Para ser confirmado, necessita-se dados sobre a relação entre a geometria dos planos de descontinuidades (foliação, xistosidade e/ou bandamento), geometria das encostas e os escorregamentos.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/144836 Morfologias de Leito Fluvial em Riodacitos Pórfiros do Grupo Serra Geral 2018-09-10T14:05:12-03:00 Diego Moraes Flores diegomoraesf@hotmail.com Adalto Gonçalves de Lima adalto.lima@outlook.com Déborah de Oliveira debolive@usp.br <p>Os riodacitos pórfiros compreendem um conjunto de derrames vulcânicos ácidos do Grupo Serra Geral, na porção meridional da Bacia Sedimentar do Paraná. Por meio de mapeamentos, observações de campo e análise de lâminas petrográficas, esta pesquisa visou identificar as principais morfologias erosivas desenvolvidas em trechos de <em>knickzones</em> de um leito fluvial sobre essa litologia. Os resultados indicaram que o leito fluvial rochoso em riodacitos apresenta erosão diferencial, a partir dos bandamentos mineralógicos e via evolução erosiva das diáclases. As morfologias escalonadas em patamares são do tipo degrau-depressão (<em>step-pool</em>) nos trechos de <em>knickzones</em> e do tipo depressão-soleira (<em>pool-riffle</em>), nas zonas de baixa declividade relativa do perfil do rio, caracterizadas pela formação blocos acumulados provenientes de montante.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145095 Modelagem da Contribuição do Cerrado sobre as Emissões Brasileiras de Material Particulado Fino (PM2,5 µm) Associadas à Queima de Biomassa 2018-09-10T14:05:12-03:00 Guilherme Augusto Verola Mataveli mataveli@usp.br Maria Elisa Siqueira Silva elisasiq@usp.br Gabriel Pereira pereira@ufsj.edu.br Paula Resende Santos paula.santos@inpe.br Francielle da Silva Cardozo franciellecardozo@ufsj.edu.br Suely Franco Siqueira Lima suelyfrancosiqueira@usp.br Daniela de Azeredo França daniela.franca@cptec.inpe.br Fernanda Batista Silva fernanda.batista@cptec.inpe.br <p>A queima de biomassa é um dos principais processos responsáveis pela emissão de gases traços e aerossóis, impactando, desta forma, o clima, a qualidade do ar e a saúde. Nesse contexto, é fundamental estimar o total queimado e sua respectiva emissão durante o processo de combustão. Dentre os aerossóis emitidos, destaca-se o material particulado com diâmetro menor que 2,5 micrometros (PM<sub>2,5 µm</sub>), que é um fator de risco para a ocorrência de doenças respiratórias e interfere no balanço radiativo global. No Brasil, estudos apontam as queimadas associadas às mudanças no uso e cobertura da terra como a principal fonte de emissão para a atmosfera. Ainda, destaca-se o Cerrado, que desde 1970 sofre um intenso processo de mudança do uso e cobertura da terra. O presente estudo objetivou estimar a massa de PM<sub>2,5 </sub><sub>µm</sub> emitida pela queima de biomassa no Brasil e a respectiva contribuição do Cerrado nacionalmente, além da variação espacial e temporal do PM<sub>2,5 </sub><sub>µm</sub> no Cerrado, no período 2009-2015. Para isso, foram utilizados dados orbitais dos sensores MODIS e SEVIRI, considerados como entrada na abordagem 3BEM_FRP implementada na ferramenta PREP-CHEM-SRC. Os resultados mostram que, na média, foram emitidos anualmente 1,63 milhões de toneladas de PM<sub>2,5 </sub><sub>µm</sub> pela queima de biomassa no Brasil, sendo 37 % do total originado no Cerrado. As emissões concentraram-se no norte do bioma, atual frente de expansão agrícola, enquanto que temporalmente concentraram-se em setembro. Ressalta-se que tais resultados credenciam estudos futuros objetivando analisar o impacto dessas emissões no clima e na saúde humana.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/140606 Calibração das Faixas de Conforto Térmico Humano para Espaços Abertos em Clima Subtropical 2018-09-10T14:05:15-03:00 João Paulo Assis Gobo jpgobo@usp.br Emerson Galvani egalvani@usp.br Cássio Arthur Wollmann cassio_geo@yahoo.com.br Fabio Luiz Teixeira Gonçalves fabio.goncalves@iag.usp.br <p>O índice conforto térmico tem sido utilizado com a finalidade de avaliar a percepção média das pessoas com relação às condições de tempo atmosférico em diversas regiões do globo, mas muito pouco com respeito à região subtropical do Brasil, em particular no Sul do Brasil.&nbsp; Dessa forma, neste estudo buscou-se definir uma faixa de conforto térmico adequada para residentes da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, baseado na aplicação de questionários de percepção/sensação dos habitantes simultâneo ao registros de dados meteorológicos entre os dias 05 de agosto a 07 de agosto de 2015, de 17 de janeiro a 19 de janeiro de 2016 e de 06 de julho a 08 de julho de 2016. Foram coletados dados primários de temperatura do ar, temperatura de globo cinza, umidade relativa do ar, velocidade do vento, rajada do vento, radiação solar global e precipitação. As entrevistas foram realizadas com pessoas com idade entre 18 e 60 anos, com cobertura corporal entre 0,5 e 1,0 clo. Neste estudo concluiu-se que a modelagem estatística mostrou-se eficaz na determinação das faixas de conforto térmico adequadas aos padrões climáticos e a preferência térmica da população de Santa Maria, Rio Grande do Sul. No entanto, a partir das análises estatísticas aplicadas, pode-se afirmar que nenhum dos referidos índices, como originalmente construídos, é de fato ideal para explicar o conforto térmico em Santa Maria, sendo necessária a adaptação destes, ou construção de um novo índice.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145309 Padrão Sazonal da Precipitação e Circulação na América do Sul Associado à Oscilação Decadal do Pacífico no Período 1970-2003 2018-09-10T14:05:12-03:00 Bruna Simões Lima bruna.simoes.lima@usp.br Carlos Batista da Silva krlosbatist@gmail.com Maria Elisa Siqueira Silva elisasiq@usp.br <p>Vários estudos apontam que os padrões da temperatura da superfície do mar sobre os oceanos Pacífico e Atlântico contribuem para modular os padrões atmosféricos da América do Sul.&nbsp; As perturbações associadas à Oscilação Decadal do Pacífico, ODP, atingem toda a bacia oceânica e têm o potencial de impactar o clima de várias partes do globo. O presente estudo tem como objetivo caracterizar os padrões sazonais de circulação e precipitação sobre a América do Sul durante as fases negativa e positiva da ODP, entre 1970 e 2003, a partir dos dados da reanálise I do NCEP-NCAR e do <em>Global Precipitation Climatology Center</em>, GPCC. Durante a fase negativa da ODP, ocorre a intensificação dos alíseos sobre o nordeste da América do Sul e do escoamento de norte, na região central do continente, sendo estes processos mais intensos durante a estação chuvosa, do que na estação seca. Durante a fase positiva da ODP, ocorre o enfraquecimento dos alíseos no nordeste da América do Sul e do escoamento de norte, mas, ainda assim, o impacto climático durante a estação chuvosa é mais intenso do que na estação seca. Os dados de precipitação do GPCC indicam que durante a fase negativa da ODP ocorrem anomalias negativas de precipitação sobre o centro-leste da América do Sul e anomalias positivas sobre a região sudeste. Durante a fase positiva da ODP, o padrão de anomalias de precipitação se inverte.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/143050 Transporte de Poluentes pela Brisa Marítima em São Paulo sob a Alta do Atlântico Su 2018-09-10T14:05:14-03:00 Júlio Barboza Chiquetto julio22@gmail.com Flávia Noronha Dutra Ribeiro flaviaribeiro@usp.br Débora Souza Alvim deborasalvim@gmail.com Rita Yuri Ynoue ritaynoue@model.iag.usp.br Josiane da Silva josiannesilwa@gmail.com Maria Elisa Siqueira Silva elisasiq@usp.br <p>A circulação de brisa marítima e continental tem importância expressiva na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), influenciando a direção predominante do vento na escala diurna e podendo ocasionar transporte de poluentes. No verão de 2014, o ozônio ultrapassou os Padrões de Qualidade do Ar da CETESB durante 43 dias, quando a Alta Subtropical do Atlântico Sul se fortaleceu sobre a região Sudeste do Brasil. Buscou-se compreender como a brisa marítima e continental influenciaram o transporte dos poluentes CO, NO, NO<sub>2</sub> e O<sub>3</sub> na área de estudo, utilizando o modelo WRF/Chem, no período 28/01-01/02/2014. Foram construídos dois cenários: CTRL – emissões veiculares baseadas em inventários atuais de emissão de poluentes, e SENS – retirada de cerca de 75% das emissões na RMSP. A análise dos resultados, por meio de mapas com a distribuição espacial dos poluentes no domínio, demonstrou a importância da circulação de brisa para o transporte de poluição. A análise do campo de divergência mostrou-se útil para a identificação das frentes de brisa. Concentrações de O<sub>3</sub> mais altas foram simuladas na região pré-frontal devido à estagnação e acúmulo de poluentes trazidos das áreas mais poluídas por onde a frente de brisa passou, ocasionando o transporte de ozônio para áreas distantes a noroeste durante a tarde. Ocorre também transporte de poluentes para sul durante o início da manhã com a brisa continental. O movimento ascendente do ar na região pré-frontal ocasionado pela convergência propicia o transporte vertical de ozônio durante a tarde.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145802 Uso da Terra e Variações da Temperatura do Ar no Interior e Áreas Limítrofes ao Parque Nacional da Serra do Cipó, Minas Gerais 2018-09-10T14:05:11-03:00 Carlos Henrique Jardim dxhenrique@gmail.com Emerson Galvani egalvani@usp.br <p>No estado de Minas Gerais-Brasil a Serra do Espinhaço exerce importante influência na organização climática local e regional e abriga importantes unidades de conservação, destacando-se o Pq. Nacional da Serra do Cipó, próximo à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Considerando as características de ocupação, marcada por forte alteração do estrato geoecológico, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a influência dos diferentes tipos de uso da terra nas variações de temperatura do ar, comparando o interior e áreas limítrofes do parque. A análise dos dados incluiu o exame dos dados das Normais Climatológicas (1961-1990), séries temporais anuais de estações meteorológicas (INMET) no período entre 1961-2016 e séries horário-diárias obtidas em campo (abril de 2016 até setembro de 2017). Foi utilizada a análise de tendência e correlação nas séries de longo-prazo e recursos de análise microclimatológica (estatística, cartografia etc.) às séries de dados horário-diárias. Em relação aos resultados pode-se destacar dois aspectos principais: (1) indícios de alteração dos componentes do balanço de radiação decorrente das alterações introduzidas no uso da terra em favor de maior disponibilidade de calor sensível no eixo Belo Horizonte – Sete lagoas demonstrado pelos valores de correlação; (2) o papel relativo da vegetação em atenuar as variações de temperatura, condição exibida apenas no interior do ambiente de mata ciliar com predomínio total de estrato arbóreo denso.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145697 Temperatura da Superfície e Precipitação que Influenciam na Incidência do Aedes Aegypti em São Paulo 2018-09-10T14:05:12-03:00 Suely Franco Siqueira Lima suelyfrancosiqueira@gmail.com Ligia Vizeu Barrozo lija@usp.br Guilherme Augusto Verola Mataveli mataveli@usp.br <p>Todos os anos as doenças transmitidas pelo <em>Aedes aegypti</em> faz inúmeras vítimas no Brasil tornando-se um problema de saúde pública. Estudos destacam a dificuldade no controle desse vetor e a necessidade de pesquisas focadas no desenvolvimento de novos métodos para conter esse mosquito, principalmente em escalas pontuais. Entre os fatores que podem favorecer a proliferação do <em>Aedes aegypti</em> a precipitação e a temperatura se destacam. Assim, o objetivo deste trabalho foi buscar uma metodologia para a obtenção dessas variáveis associada a proliferação desse mosquito em escalas sutis e por meio de dados de satélites (produtos MOD11A1 e 3B42). A área de estudo foram os distritos do município de São Paulo e foi feita uma análise temporal de 2010 a 2016. Foram retroagidos a partir do primeiro dia de cada uma das Semanas Epidemiológicas, de cada ano, 36 dias e considerado para o estudo o intervalo entre o vigésimo segundo e trigésimo sexto dia (período máximo e mínimo para o desenvolvimento do mosquito, do vírus e da doença). Para este período, obteve-se dos dados de satélites a moda da temperatura de superfície e da precipitação de cada Distrito e, a partir dessas modas, foi calculado a mediana da temperatura da superfície e o acumulado de precipitação, que foram correlacionados com o número de casos de dengue. Identificou-se amplitudes de temperatura de superfície e precipitação correlacionadas com a incidência do <em>Aedes aegypti </em>em cada distrito. Espera-se com este estudo, oferecer parâmetros que subsidiem modelos e alertas para o controle deste vetor.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/145793 Aspectos do Meio Físico no Cenário dos Serviços Ecossistêmicos 2018-09-10T14:05:12-03:00 Cecilia Alarsa cecilia.alarsa@usp.br Sueli Angelo Furlan suelifurlan@uol.com.br Antonio Carlos Colângelo accolang@yahoo.com.br <p>O modo de vida estabelecido no planeta depende dos recursos naturais e dos benefícios por eles ofertados. As transformações humanas nos sistemas naturais se intensificaram no século XX e inúmeras estratégias de proteção foram desenvolvidas e propostas no campo científico e institucional. Os serviços ecossistêmicos surgiram neste movimento visando à identificação da capacidade de suporte dos estoques do capital natural em relação às necessidades e benefícios associados ao ser humano e respectiva capacidade de recuperação e regeneração do sistema, esta considerada como uma cascata de processos interligados. Considerando que os ecossistemas são a interação entre os fatores bióticos e abióticos, e que as funções ecossistêmicas integram aspectos dos meios físico, biótico e socioeconômico, o objetivo desta pesquisa foi identificar como os aspectos do meio físico são abordados na temática dos serviços ecossistêmicos. Por meio de revisão bibliográfica sistemática observou-se que existem tendências distintas nos setores empresarial, institucional e acadêmico. Além disto, duas fragilidades acompanham o saber sobre serviços ecossistêmicos: (i) a diferenciação de conceitos e metodologias, onde as aplicações variam de acordo com o objetivo e (ii) as lacunas entre as interações das funções ecossistêmicas, onde os aspectos do meio físico são considerados se identificados como prioritários para a pesquisa. Considera-se que esta lacuna do meio físico poderá ser preenchida com estudos de susceptibilidade aos processos de dinâmica superficial, em unidades de paisagem agrupadas por similaridade de variáveis, sendo base funcional para a avaliação adequada dos serviços ecossistêmicos, destacando a inserção deste tema na área do conhecimento da geografia física.</p> 2018-09-09T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement##