Um intelectual na mira da repressão

Milton Santos e o golpe de 1964

Palavras-chave: Milton Santos, golpe de 1964, repressão, intelectuais, memória

Resumo

Este artigo analisa a experiência de repressão política sofrida por Milton Santos em consequência da instauração do golpe civil-militar de 31 de março de 1964 que destituiu o governo do presidente João Goulart. A problemática central se concentra  na compreensão do processo de prisão e exílio do geógrafo e o que esses fatos representaram na sua trajetória. O texto tem como base documental fontes jornalísticas, militares e entrevistas e toma como referencial teórico as concepções de Jean François Sirinelli e Michel Pollack. Espera-se contribuir para elucidar aspectos ainda pouco investigados da trajetória política e intelectual de Milton Santos, enfatizando que o golpe de 1964 representou uma inflexão na vida de intelectuais brasileiros que estiveram sintonizados com ideais progressistas e empreenderam lutas na defesa de uma sociedade mais igualitária.

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Biografia do Autor

Thiago Machado de Lima, Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus IV/Jacobina

Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Graduado em História pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus II/ Alagoinhas. Professor da Graduação em História da UNEB/Campus IV-Jacobina.

Publicado
2018-12-13
Seção
Democracia e ditadura: empresários, políticos e intelectuais