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Origens da antropologia da grécia antiga: Lévi-Strauss, Vernant e duas viagens de 1935

José Otávio Nogueira Guimarães

Resumo


A comunicação inspira-se em considerações de Michel de Certeau que caracterizam a operação historiográfica como a "enigmática relação" que o historiador estabelece com a "sociedade presente e com a morte" pela "mediação de atividades técnicas". Ao tornar visível, no presente, aquilo que não é mais, o passado, a historiografia torna-se inscrição paradoxal da ausência no aqui e agora do texto histórico. Inspira-se igualmente em tese de Jean-Pierre Vernant sobre a complementaridade, na Grécia arcaica, entre memorial funerário e canto épico; ambos operavam como formas de aculturação da morte. No jogo de estranhamento e afinidade entre os helenos antigos e nós, apresentam-se problemas, de ordem epistemológica e antropológica, que envolvem, em certos debates historiográficos contemporâneos, o estatuto do passado, a ideia do texto histórico como representação, a difícil conquista de uma consciência de historicidade e as tensas relações entre mito, memória e história no âmbito da tradição ocidental

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0ispep39-50

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