O antigo e o moderno na obra de Cláudio Manuel da Costa

Autores

  • Laura de Mello e Souza Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0ispep101-114

Resumo

Em mais de um aspecto, Cláudio Manuel da Costa foi um homem dividido e uma personalidade contraditória. Suas raízes regionais eram profundas e se evidenciam em toda a sua obra. Mas tinnha estudado em Coimbra e não se cansava de opor o Ribeirão do Carmo ao Mondego. Era conservador e parece ter integrado o grupo de homens que pensaram em romper as ligações políticas entre Minas e Portugal. Delatou amigos e apareceu morto: muito presumivelmente, suicídio, outro indício da alma atormentada. O que se pretende indicar nesta comunicação é a marca da tradição clássica na obra de Cláudio, um dos poetas mais perfeccionistas e eruditos de seu tempo. Tal presença tem sido reconhecida por boa parte da crítica literária, e os escritos de Sérgio Buarque de Holanda sobre o assunto, publicado postumamente, constituem hoje argumento de autoridade. Este texto procura recuperar tanto os argumentos que comprovaram a presença dos autores clássicos em Cláudio quanto o modo original que o poeta encontrou para compor sua obra a partir dessa tradição, aproximando-se, talvez, daquela que foi a principal ruptura intelectual do século XVII no Ocidente: a polêmica entre antigos e modernos.

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Publicado

2010-06-30

Edição

Seção

Narrativa Historiográfica