O papel da Cirurgia Plástica no tratamento de feridas complexas – Infecção de esternotomia por KPC: relato de caso

  • Sumaya Abdul Ghaffar Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina http://orcid.org/0000-0001-9606-9309
  • Carolina Minelli Martines Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Andreas Reckmann Steiner Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Raphael Vilela Braga Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Samuel Terra Gallafrio Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Rolf Gemperli Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Palavras-chave: Cirurgia plástica, Ferimentos e lesões, Tratamento de ferimentos com pressão negativa. Reconstrução, Mediastinite.

Resumo

Introdução. Um dos grandes objetivos da Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica é a desmistificação da especialidade junto aos acadêmicos, mostrando que a atuação da mesma vai muito além da estética do paciente. A cirurgia reconstrutora procura a restauração da funcionalidade além da estética e, quando envolve o tratamento de feridas complexas, contribui significativamente para a diminuição da morbimortalidade dos pacientes e melhora da qualidade de vida dos mesmos O tórax é local de risco e a infecção de uma esternotomia pode ter evolução rápida e devastadora para mediastinite. Apresentação do caso. Homem de 60 anos, hipertenso, ex tabagista e ex etilista submetido a revascularização miocárdica completa eletiva em 2015, evoluiu em 14ºPO com hiperemia de cicatriz de esternotomia, submetido a ampla antibioticoterapia sem melhora. Foi avaliado pela Cirurgia Plástica conforme protocolo do hospital e indicada abordagem cirúrgica pela mesma, com desbridamento amplo e instalação de terapia por pressão negativa; a cultura do fragmento esternal identificou KPC multirresistente, bactéria de difícil tratamento. Após 3 abordagens cirúrgicas, com 2 trocas de terapia por pressão negativa (TPPN) e extensa antibioticoterapia, a evolução do paciente foi favorável. Discussão e Conclusão. O tratamento de feridas operatórias infectadas vai além da ampla antibioticoterapia, é necessária a abordagem da ferida com desbridamento, porém o por si só não é o suficiente e o fechamento de uma ferida infectada tem consequências desastrosas. A TPPN permitiu uma grande revolução no tratamento de feridas, pois cria um ambiente suficientemente seco que dificulta a proliferação bacteriana e favorece a cicatrização local como um todo. A abordagem de feridas pela Cirurgia Plástica é um grande exemplo de área de atuação que vai além da preocupação estética – tem-se uma importante diminuição de mortalidade e morbidade para os pacientes.

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Biografia do Autor

Sumaya Abdul Ghaffar, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmica do 5º ano da Faculdade de Medicina da USP
Carolina Minelli Martines, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmica do 5º ano da Faculdade de Medicina da USP.
Andreas Reckmann Steiner, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico do 4º ano da Faculdade de Medicina da USP.
Raphael Vilela Braga, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico do 5º ano da Faculdade de Medicina da USP.
Samuel Terra Gallafrio, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Cirurgião Plástico do Instituto do Coração - InCor HCFMUSP.
Rolf Gemperli, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica da FMUSP desde agosto de 2013. Professor Titular do Departamento de Cirurgia, da Disciplina de Cirurgia Plástica e Queimaduras da FMUSP, desde 2015.
Publicado
2017-03-20
Como Citar
Ghaffar, S., Martines, C., Steiner, A., Braga, R., Gallafrio, S., & Gemperli, R. (2017). O papel da Cirurgia Plástica no tratamento de feridas complexas – Infecção de esternotomia por KPC: relato de caso. Revista De Medicina, 96(1), 54-57. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v96i1p54-57
Seção
Relato de Caso