Frequência de aleitamento materno exclusivo e razões para liberação de fórmula láctea em alojamento conjunto de uma maternidade de nível terciário

  • Fabiola Roberta Marim Bianchini Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR. http://orcid.org/0000-0003-1026-5566
  • Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.
  • Laura Matucci Tardelli Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.
  • Rebeca Lopes Dias Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.
  • Rossana Pulcineli Vieira Francisco Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.
  • Werther Brunow de Carvalho Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, BR.
  • Vera Lúcia Jornada Krebs Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.
Palavras-chave: Alojamento conjunto, Recém-nascido, Aleitamento materno, Leite humano. Substitutos do leite humano.

Resumo

Introdução: O leite materno é fonte incomparável de nutrientes nos primeiros seis meses de vida e, após este período, recomenda-se que seja complementado com outros alimentos até dois anos ou mais. Publicações recentes evidenciam um aumento da prevalência de aleitamento materno (AM) exclusivo nos binômios assistidos em serviços onde se pratica o atendimento humanizado, como o sistema de alojamento conjunto (AC). Objetivo: Descrever a prevalência de AM e as razões consideradas para liberação de fórmula láctea para recém-nascidos de termo (FLT) no alojamento conjunto de uma instituição hospitalar pública de nível terciário. Casuística e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo descritivo em recém-nascidos encaminhados ao AC do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo, instituição de nível terciário de atendimento, no período de junho a dezembro de 2016. Os dados foram obtidos através de revisão de prontuários e do protocolo instituído para coleta de dados. A internação no AC e as justificativas para liberação de FLT seguiram as respectivas normas institucionais. Resultados: No período estudado foram internados 555 recém-nascidos. A frequência de AM exclusivo foi de 70,8%; a FLT foi liberada, portanto, em 29,2% dos recém-nascidos. A principal razão para a indicação de FLT foi a hipoglicemia, correspondendo a 54,4% do total de FLT prescrito. As patologias maternas ocuparam o segundo lugar entre as justificativas mais frequentes, sendo citadas em 18,5% dos casos. Conclusão: As principais causas para prescrição de FLT foram hipoglicemia e patologias maternas. Estas expressam as características da população estudada, composta por filhos de mães com doenças graves que potencialmente impedem a amamentação ou favorecem condições clínicas hipoglicemiantes. O sistema de AC e a notificação sistemática da justificativa para a liberação de FLT contribuíram para garantir que a mesma ocorresse  apenas quando necessária, favorecendo a manutenção do AM .

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Biografia do Autor

Fabiola Roberta Marim Bianchini, Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Médica Pediatra e Neonatologista

Médica Assistente do Centro Neonatal do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.
Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil, Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Doutora em Pediatria

Médica Assistente do Centro Neonatal do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.
Laura Matucci Tardelli, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Graduanda do curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Rebeca Lopes Dias, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Graduanda do curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Rossana Pulcineli Vieira Francisco, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Professora livre Docente da Disciplina de Obstetrícia, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo

Werther Brunow de Carvalho, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, São Paulo, SP, BR.

Professor Titular de Terapia Intensiva - Neonatologia do Instituto da Criança- Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Vera Lúcia Jornada Krebs, Centro Neonatal, Instituto da Crianca, Hospital das Clinicas HCFMUSP, Faculdade de Medicina FMUSP, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, BR.

Professora Livre Docente de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Médica Chefe do Centro Neonatal do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo.

Publicado
2017-12-22
Como Citar
Bianchini, F. R., Calil, V., Tardelli, L., Dias, R., Francisco, R., de Carvalho, W., & Krebs, V. L. (2017). Frequência de aleitamento materno exclusivo e razões para liberação de fórmula láctea em alojamento conjunto de uma maternidade de nível terciário. Revista De Medicina, 96(4), 215-219. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v96i4p215-219
Seção
Artigos