Docentes médicos e internos do curso de medicina estão preparados para uma boa prática médica no atendimento aos portadores de doença falciforme?

Palavras-chave: Anemia falciforme, Anemia falciforme/epidemiologia, Pessoal de saúde, Conhecimentos, atitudes e prática em saúde, Educação médica/recursos humanos.

Resumo

Doença falciforme é uma denominação dada ao conjunto de hemoglobinopatias. Estima-se que existam no Brasil de 25 mil a 30 mil portadores de doença falciforme e que surjam, anualmente, 3.500 novos casos. No estado de São Paulo, temos uma incidência de 1:4000 nascidos vivos. Ainda não há dados consistentes sobre a mortalidade e a letalidade da doença falciforme no Brasil. É importante ressaltar que os profissionais de saúde sejam devidamente treinados para que as taxas de mortalidade continuem a decrescer. Para tanto, este trabalho tem como objetivo analisar a capacitação de estudantes internos de medicina, bem como seus docentes em relação a doença falciforme. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo transversal quantitativo, com alunos do 5º e 6º ano e docentes médicos da Universidade Cidade de São Paulo. Foi aplicado um questionário com 5 perguntas. Resultados e discussão: Os resultados mostraram que os alunos e os docentes sabiam o que era doença falciforme; com relação ao diagnóstico a maioria dos estudantes tinha este conhecimento e todos os docentes saberiam diagnosticá-la; com relação as manifestações clínicas, a maioria dos alunos souberam responder à pergunta e 100% dos docentes responderam que sim; com relação a quarta pergunta tanto os alunos quanto os docentes conheciam com maior frequência as manifestações gerais observadas. E com relação ao tratamento, foi observado que os alunos das etapas 9ª e 12ª, bem como os docentes médicos tinham o devido conhecimento do tratamento das manifestações agudas da doença falciforme, ao contrário dos alunos da 10ª e 11ª etapas, que relataram desconhecer o tratamento destas manifestações. Nossos estudos apontam para a importância do adequado conhecimento da doença, seu diagnóstico, suas manifestações clínicas e tratamento no meio acadêmico para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com esta doença, bem como diminuir significativamente a taxa de mortalidade de pacientes portadores de doença falciforme.

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Biografia do Autor

Marjorie Orquisa Carlos, Universidade Cidade de São Paulo
Estudante de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo.
Patrícia Brigatte
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestrado e Doutorado em Patologia Experimental Comparada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo - USP; Tutora e Pesquisadora Científica da Universidade de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo.
Helio Alvimar Loterio, Universidade Cidade de São Paulo
Doutorado em Medicina (Hematologista) pela Universidade de São Paulo; Membro do NAE (Núcleo de Apoio ao Estudante, da Faculdade de Medicina de Jundiaí), Tutor da Universidade Cidade de São Paulo.
Publicado
2018-06-15
Como Citar
Carlos, M., Brigatte, P., & Loterio, H. (2018). Docentes médicos e internos do curso de medicina estão preparados para uma boa prática médica no atendimento aos portadores de doença falciforme?. Revista De Medicina, 97(2), 128-134. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v97i2p128-134
Seção
Artigos/Articles