Atualização em epilepsia

revisão de literatura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i2p170-181

Palavras-chave:

Epilepsia, Anticonvulsivantes, Crises epiléticas

Resumo

Objetivos: A epilepsia é uma das doenças neurológicas que ocorre com maior frequência. Devido à alta incidência e prejuízos advindos da falta de controle das crises faz-se necessário o conhecimento das peculiaridades da epilepsia a fim de promover ao paciente a intervenção adequada. O presente estudo visou descrever a atualização sobre definições, tipos de epilepsia, classificações etiológicas, diagnóstico, principais tratamentos farmacológicos e alternativos. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com caráter descritivo. Realizou-se uma busca nas bases de dados como SciELO, LILACS, MEDLINE e pesquisa complementar em livros sobre epilepsia e drogas antiepiléticas. Resultados: Foram selecionados 48 artigos e 6 livros na pesquisa que correspondiam ao objetivo proposto. Os artigos analisados equivalem aos anos de 2001 a 2017. Conclusão: Por meio da definição do tipo de crise epilética e a identificação da causa é possível delinear o tratamento apropriado, conduzido de acordo com a singularidade e a resposta de cada paciente, promovendo dessa forma, uma escolha terapêutica satisfatória e melhoria da qualidade de vida, minimizando ou mesmo excluindo danos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lílian Lúcia de Oliveira Costa, Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

Graduanda em Medicina, Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) Gama - DF.

Erlayne Camapum Brandão, Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos

Mestre em enfermagem pela Universidade de Brasília, DF. Professora do curso de graduação em enfermagem, Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) Gama - DF. 

Luiz Márcio de Brito Marinho Segundo, Hospital de Base do Distrito Federal-HBDF

Neurocirurgião do Hospital de Base do Distrito Federal-HBDF.  

Referências

Fernandes MJS. Epilepsia do lobo temporal: mecanismos e perspectivas. Estud Av. 2013;27(77):85-96. doi: 10.1590/S0103-40142013000100007.

Rektor I, Schachter SC, Arzy S, Baloyannis SJ, Bazil C, Brázdil M, et al. Epilepsy, behavior, and art (Epilepsy, Brain, and Mind, part 1). Epilepsy Behav. 2013;28:261-82. doi: 10.1016/j.yebeh.2013.03.011.

Yacubian EMT. Epilepsias em: Nitrine R, Bacheschi LA. A neurologia que todo médico deve saber. 2a ed. São Paulo: Atheneu; 2008. p.235-56.

Gallucci Neto J, Marchetti RL. Aspectos epidemiológicos e relevância dos transtornos mentais associados à epilepsia. Rev Bras Psiquiatr. 2005;27:323-8. doi: 10.1590/S1516-44462005000400013.

Scharfman HE. The neurobiology of epilepsy. Curr Neurol Neurosci Rep. 2007;7(4):348-54. doi: 10.1007/s11910-007-0053-z.

Fisher RS, Cross JH, French JA, Higurashi N, Hirsch E, Jansen FE, et al. Operational classification of seizure types by the International League Against Epilepsy: Position Paper of the ILAE Commission for Classification and Terminology. Epilepsia. 2017;58(4):522-530. doi:10.1111/epi.13670.

Shorvon SD. The etiologic classification of epilepsy. Epilepsia. 2011;52(6):1052-7. doi:10.1111/j.1528-1167.2011.03041.x.

Kwan P, Brodie MJ. Seizure. Refractory epilepsy: a progressive, intractable but preventable condition? Seizure. 2002;11(2):77-84. doi: 10.1053/seiz.2002.0593.

Hermann BP, Seidenberg M, Dow C, Jones J, Rutecki P, Bhattacharya A, et al. Cognitive prognosis in chronic temporal lobe epilepsy. Ann Neurol. 2006;60:80-7. doi: 10.1002/ana.20872.

Jacoby A, Baker GA. Quality of life trajectories in epilepsy: a review of the literature. Epilepsy Behav. 2008;12:557-71. doi: 10.1016/j.yebeh.2007.11.013.

Ren WHP. Anesthetic management of epileptic pediatric patients. Int Anesthesiol Clin. 2009;47:101-16. doi: 10.1097/AIA.0b013e3181ac2539.

Liberalesso PBN. Epilepsias na infância: diagnóstico e tratamento. Rev Pediatr Mod. 2007;43(6):274-82.

Fisher RS, Acevedo C, Arzimanoglou A, Bogacz A, Cross JH, Elger CE, et al. A practical clinical definition of epilepsy. International League Against Epilepsy. Epilepsia. 2014;55(4):475-82. doi: 10.1111/epi.12550.

Scheffer IE, Berkovic S, Capovilla G, Connolly MB, French J, Guilhoto L, et al. Classificação das epilepsias da ILAE: Relatório da Comissão de Classificação e Terminologia da ILAE. Epilepsia. 2017;58(4):512-21. doi: 10.111/epi.13709.

Mourente-Diaz S, Montenegro MA, Lowe JP, et al. Unusual focal ictal pattern in children with eyelid myoclonia and absences. Pediatr Neurol. 2007;37:292-5. doi: 10.1016/j.pediatrneurol.2007.05.014.

Kelley SA, Kossoff EH. Doose syndrome (myoclonic-astatic epilepsy): 40 years of progress. Dev Med Child Neurol. 2010; 52:988-93. doi:10.1111/j.1469-8749.2010.03744.x.

Wolf P, Yacubian EM, Avanzini G, et al. Juvenile myoclonic epilepsy: a system disorder of the brain. Epilepsy Res. 2015; 114:2-12. doi: 10.1016/j.eplepsyres.2015.04.008.

Striano S, Capovilla G, Sofia V, et al. Eyelid myoclonia with absences (Jeavons syndrome): a well-defined idiopathic generalized epilepsy syndrome or a spectrum of photosensitive conditions? Epilepsia. 2009;50(5):15-9. doi: 10.1111/j.1528-1167.2009.02114.x.

Zuberi SM, Symonds JD. Atualização sobre o diagnóstico e tratamento de epilepsia na infância. J Pediatr. 2015;91(6 Suppl.1):S67-S77. doi: 10.1016/j.jped.2015.07.003.

Blume WT, Luders HO, Mizrahi E, Tassinari C, Van Emd Boas W, Engel J. Glossary of descriptive terminology for ictal semiology: report of the ILAE Task Force on Classification and Terminology. Epilepsia. 2001;42(9):1212-8. doi: 10.1046/j.1528-1157.2001.22001.x.

Yacubian EMT. Proposta de Classificação das Crises e Síndromes Epilépticas. Correlação videoeletrencefalográfica. Rev Neurociências. 2002;10(2):49-65.

Aminof M.J. Nervous sistems disorders. In: McPhee SJ, Papadakis MA. Current medical diagnosis and treatment. 49th ed. New York: McGraw Hill Lange; 2009. p.878-89.

Yacubian EMT, Caicedo GC, Pohl LR. Epilepsias: tratamento medicamentoso: medicina. São Paulo: Leitura Médica Ltda; 2014. p.27-5.

Berg AT, Berkovic SF, Brodie MJ, Buchhalter J, Cross JH, van Emde Boas W, et al. Revised terminology and concepts for organization of seizures and epilepsies: report of the ILAE Commission on Classification and Terminology, 2005-2009. Epilepsia. 2010;51(4):676-85. doi: 10.1111/j.1528-1167.2010.02522.x.

Guerrini R, Dobyns WB. Malformations of cortical development: clinical features and genetic causes. Lancet Neurol. 2014;13:710-26. doi: 10.1016/S1474-4422(14)70040-7.

Tinuper P, Bisulli F, Cross JH, et al. Definition and diagnostic criteria of sleep-related hypermotor epilepsy. Neurology. 2016;86:1834-42. doi: 10.1212/WNL.0000000000002666.

Wolf P. Much ado about nothing? Epilepsia. 2010;51:717–8.

Vezzani A, Fujinami RS, White HS, et al. Infections, inflammation and epilepsy. Acta Neuropathol. 2016;131:211-34. doi: 10.1007/s00401-015-1481-5.

Lancaster E, Dalmau J. Neuronal autoantigens–pathogenesis, associated disorders and antibody testing. Nat Rev Neurol. 2012;8:380-90. doi: 10.1038/nrneurol.2012.99.

French JA, Kanner AM, Bautista J, Abou-Khalil B, Browne T, Harden CL, et al. Efficacy and tolerability of the new antipiletic drugs II: treatment of refractory epilepsy. Neurology. 2004;62:261-1273. doi: 10.1212/01.wnl.0000123695.22623.32.

Garzon E. Epilepsia refratária: conceito e contribuição das novas drogas antiepiléticas e de outras modalidades terapêuticas. Rev Neurociências. 2002;0(2):66-82.

French JA. Refractory epilepsy: one size does not fit all. Epilepsy Curr. 2006;6(6):177-80. doi:10.1111/j.1535-7511.2006.00137.x.

Campfield P, Campfield C. Pediatric epilepsy: an overview. In: Swaiman A, Ashal S, Ferrreiro D. Pediatric neurology, principles & pratice. Philadelphia: Mosby Elsevier; 2012.

Betting LE, Kobayashi E, Montenegro MA, Min LL, Cendes F, Guerreiro MM, et al. Tratamento de epilepsia: consenso dos especialistas brasileiros. Arq Neuropsiquiatr. 2003;61(4):1045-70. doi: 10.1590/S0004-282X2003000600032.

Benbadis SR, Tatum WO. Advances in the treatment of epilepsy. Am Fam Physician. 2001;64(1):91-98. Available from: https://www.aafp.org/afp/2001/0701/p91.html

Yacubian EMT. Tratamento da epilepsia na infância. J Pediatria. 2002;1(78):19-27. doi: 10.1590/S0021-75572002000700005.

Maranhão MVM, Gomes EA, Carvalho PE. Epliepsia e anestesia. Rev Bras Anestesiol. 2011;61(2):232-54. doi: 10.1590/S0034-70942011000200013.

Shimazaki JC. Drogas antiepiléticas tradicionais. In: Cukiert A. Tratamento clínico e cirúrgico das epilepsias de difícil controle. São Paulo: Lemos Editorial; 2002. p.41-47.

Stoelting RK. Antiepileptic drugs. In: Stoelting RK. Pharmacology and phisiology in anesthesic pratice. 4th ed. Philaddephia: Lippincott Williams Wilkins; 2009. p.623-43.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: Rename 2020 [citado 28 nov. 2019]. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/assistencia-farmaceutica/medicamentos-rename.

Pereira AM, Kaemmererb C, Palmini A, Nunes MA. Avaliação da arquitetura do sono em crianças com epilepsia refratária. J Epilepsy Clin Neurophysiol. 2011;17(1):10-16. doi: 10.1590/S1676-26492011000100004.

Ramos AMF. Eficácia da dieta cetogênica no tratamento da epilepsia refratária em crianças e em adolescentes. Rev Neurociências. 2001;9(3):127-31.

Meneses MS, Rocha SFB, Simão C, Santos HNHL, Pereira C, Kowacs PA. Estimulação no nervo vago pode ser uma excelente opção no tratamento de epilepsias refratárias. Arq Neuropsiquiatr. 2013;71(1):25-30. doi: 10.1590/S0004-282X2013000100006.

Krahl SE, Clark KB. Vagus nerve stimulation for epilepsy: a review of central mechanisms. Surg Neurol Int. 2012;3(4):255-9. doi: 10.4103/2152-7806.103015.

Hofmann ME, Frazier CJ. Marijuana, endocannabinoides, and epilepsy: potential and challenges for improved therapeutic intervention. Exp Neurol. 2013;244:43-50. doi: 10.1016/j.expneurol.2011.11.047.

Jones NA, Glyn SE, Akiyama S. Cannabidiol exerts anti-convulsant effects in animal models of temporal lobe and partial seizures. Seizure. 2012;21:344-52. doi: 10.1016/j.seizure.2012.03.001.

Lutz B. On-demand activation of the endocannabinoid system in the control of neural excitability and epileptiform seizures. Biochem Farmacol. 2004;68:1691-8. doi: 10.1016/j.bcp.2004.07.007.

Porter BE, Jacobson C. Report of a parent survey of cannabidiol-enriched cannabis use in pediatric treatment-resistant epilepsy. Epilepsy Behav. 2013;29(3)574-7. doi: 10.1016/j.yebeh.2013.08.037.

Devinsky O, Cross JH, FRCPCH, Laux L, Marsh E,Miller I et al. Trial of Cannabidiol for Drug-Resistent Seizures in the Dravet Syndrome. N Engl J Med. 2017;376(21):2011-20. doi: 10.1056/NEJMoa1611618.

Brucki SMD, Frota NA, Schestatsky P, Souza AH, Carvalho VN, Manreza MLG, Jurno ME. Canabinoides e seu uso em neurologia. Arq Neuropsiquiatr. 2015;73(4):371-74. doi: 10.1590/0004-282X20150041.

Devinsky O, Cilio MR, Cross H, Fernandez-Ruiz J, French J, Hill C, et al. Cannabidiol: Pharmacology and potential therapeutic role in epilepsy and other neuropsychiatric disorders. Epilepsia. 2014;55(6):791-802. doi: 10.1111/epi.12631.

Conselho Federal de Medicina (CFM). Resolução no 2.113/14. Diário Oficial da União, 15 dez. 2014. Seção I. p.183.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria SVS/MS nº 344/9. Dispõe sobre a atualização do Anexo I (Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial). Diário Oficial da União, 5 dez. 2016. Seção I, p.33.

Smith SJM. EEG in the diagnosis, classification and management of pacients with epilepsy. J Neurol Neurosurg Psichiatry. 2005;76(2):2-7. doi: 10.1136/jnnp.2005.069245.

Bilevicius E, Etchebehere ECSC, Camargo EE, Yasuda CL, Cendes F. Avaliação pré-cirúrgica de epilepsia neocortical de lobo temporal com utilização de FDG - F spect: relato de caso. J Epilepsy Clin Neurophysiol. 2006;12(3):169-73. doi: 10.1590/S1676-26492006000500010.

Lima CC, Poles K, Marques SM. Cuidados de enfermagem a crianças em crises convulsivas. Pediatria. 2011;33(3):142-9.

Jesus MBP, Nogueira VO. Diagnósticos de enfermagem de pacientes pediátricos com epilepsia: um estudo prospectivo. Conscientiae Saúde. 2008;7(1):101-7. doi: 10.5585/conssaude.v7i1.748.

Publicado

2020-04-24

Como Citar

Costa, L. L. de O., Brandão, E. C., & Marinho Segundo, L. M. de B. (2020). Atualização em epilepsia: revisão de literatura. Revista De Medicina, 99(2), 170-181. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i2p170-181

Edição

Seção

Artigos de Revisão/Review Articles