Rastreamento da frequência de comportamentos sugestivos de transtornos alimentares na Universidade Positivo

  • Rafael Pires Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • José Pinto Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • Guilherme Santos Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • Simoney Santos Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • Hicham Zraik Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • Lucas Torres Universidade Positivo, Curso de Medicina
  • Moacir Ramos Universidade Positivo, Curso de Medicina
Palavras-chave: Anorexia, Bulimia, Transtornos da alimentação, Estudos transversais, Estudantes de ciências da saúde, Fatores de risco

Resumo

Objetivo: Rastrear a frequência de comportamentos sugestivos de transtornos alimentares em amostra de alunos de cursos pré-selecionados por sorteio da Universidade Positivo e com isso comparar a prevalência desses distúrbios alimentares entre os cursos selecionados e entre homens e mulheres, e confrontar com dados da literatura mundial. Métodos: Este é um estudo transversal no qual foram aplicadas as auto-escalas Bite (Teste de investigação Bulímica de Edimburgh) e EAT-26 (Teste de Atitudes Alimentares) em 463 universitários dos cursos da área de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Positivo, pré-selecionados através de sorteio. Resultados: De acordo com a auto-escala EAT-26, 23 alunos (5%) apresentaram possíveis transtornos de alimentação, com predominância significativa do sexo feminino. E, segundo a auto-escala BITE, 17 estudantes (4%) apresentaram um escore compatível com bulimia nervosa. Encontramos ainda, através da escala BITE-gravidade, 6 alunos (1%) com alto grau de gravidade e 33 alunos (7,3%) com escore sugestivo de estado clínico comprometido. Conclusões: Este estudo mostra uma frequência de transtornos alimentares na população estudada, assim como comportamentos alimentares inadequados, principalmente no sexo feminino, semelhante à encontrada na literatura. Concluímos que esses achados são relevantes para a clínica da faixa etária em estudo e que podem proporcionar o desenvolvimento de medidas assistenciais para portadores de transtornos alimentares, bem como futuros trabalhos em que poderemos compreender melhor os fatores de risco para o desenvolvimento de distúrbios da alimentação.

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Biografia do Autor

Rafael Pires, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
José Pinto, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Guilherme Santos, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Simoney Santos, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Hicham Zraik, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Lucas Torres, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Doutorando do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Moacir Ramos, Universidade Positivo, Curso de Medicina
Professor da Disciplina de Saúde da Família do Curso de Medicina da Universidade Positivo, Curitiba, PR.
Publicado
2010-06-19
Como Citar
Pires, R., Pinto, J., Santos, G., Santos, S., Zraik, H., Torres, L., & Ramos, M. (2010). Rastreamento da frequência de comportamentos sugestivos de transtornos alimentares na Universidade Positivo. Revista De Medicina, 89(2), 115-123. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v89i2p115-123
Seção
Artigos Médicos