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Feridas em pacientes diabéticos

Viviane Fernandes Carvalho, Pedro Soler Coltro, Marcus Castro Ferreira

Resumo


No Brasil, a prevalência do diabetes na população brasileira acima de 40 anos de idade é de 10%, com estimativa de mais de 3,6 milhões de usuários do sistema público. Entre as complicações sérias e onerosas que afetam os pacientes diabéticos, aquelas que ocorrem nos membros inferiores (MMII) representam a maior parte delas (40 a 70%). A microangiopatia atinge os pequenos vasos responsáveis pela irrigação nervosa, os chamados vasa nervorum e é. a desencadeadora da neuropatia periférica, retinopatia e nefropatia diabética. O processo neuropático, pelo fato de favorecer deformidades ósseas no pé, acarreta aumento das pressões plantares. A associação da insensibilidade do pé e do aumento destas pressões resulta em ulceração. Desde 1988, com o desenvolvimento do Pressure Specified Sensory Device™ - PSSD, um só equipamento é capaz de quantificar o limiar de pressão aplicada sobre a pele, necessário para que o paciente sinta o estímulo de um ponto estático e um ponto dinâmico assim como os testes com dois pontos. Consegue-se melhor avaliação do déficit sensitivo nos pés e melhor planejamento de medidas terapêuticas. O tratamento da ferida diabética envolve o controle da isquemia, se necessário e de desbridamento cirúrgico. O sistema a vácuo auxilia na redução do edema, na melhora do aporte sanguíneo ao leito e na formação do tecido de granulação, acelerando o preparo do leito e tornando mais precoce a indicação do tratamento cirúrgico definitivo, através em geral com uso de enxertos de pele

Palavras-chave


Ferimentos e lesões/complicações; Pé diabético/complicações; Desbridamento/métodos; Úlcera por pressão; Cirurgia plástica

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v89i3/4p164-169

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