Conduta cirúrgica do derrame pleural parapneumônico em adultos

  • Daniel Reis Waisberg Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Francini Mambrini Pires Rego Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
  • Renato Tavares Bellato Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Lucas de Oliveira Hortêncio Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
  • Jader Joel Machado Junqueira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
  • Ricardo Mingarini Terra Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas, Serviço de Cirurgia Torácica
  • Fabio Biscegli Jatene Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia Torácica
Palavras-chave: Derrame pleural/cirurgia, Pneumonia, Cirurgia torácica, Literatura de revisão como assunto

Resumo

Cerca de 40% dos pacientes portadores de pneumonia desenvolverão derrame pleural parapneumônico (DPP), o que está associado a considerável morbimortalidade. O DPP possui três fases: exsudativa, fibrino-purelenta e de organização, que representam o progresso da doença. Apesar das várias opções de tratamento existentes, a conduta terapêutica não está bem estabelecida, visto que para cada fase a eficácia de cada método é variável. Procurou-se, nesta revisão de literatura, analisar as diversas opções disponíveis e os critérios que determinam sua indicação. De modo geral, o uso da toracocentese terapêutica deve ser restrito a casos de DPP simples pequenos, que ocupam até metade do hemitórax. Já a toracostomia com drenagem fechada apresenta indicação mais ampla: DPP simples volumosos ou DPP complicados e empiema livres na cavidade. Para tais casos com múltiplas loculações, a decorticação vídeo-assistida (VATS) constitui o tratamento ideal. Por fim, a decorticação por toracotomia está indicada em casos mais crônicos com encarceramento pulmonar, embora existam evidências de que a VATS também pode ser empregada nesses casos e, em caso de necessidade, convertida no intra-operatório para toracotomia. Em relação aos agentes fibrinolíticos, os dados existentes sobre sua eficácia são contraditórios, de modo que seu uso ainda é restrito

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniel Reis Waisberg, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Francini Mambrini Pires Rego, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Residente em Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Renato Tavares Bellato, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Lucas de Oliveira Hortêncio, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Acadêmico do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Jader Joel Machado Junqueira, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas
Residente em Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP
Ricardo Mingarini Terra, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Hospital das Clínicas, Serviço de Cirurgia Torácica
Médico Assistente do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP)
Fabio Biscegli Jatene, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina, Departamento de Cirurgia Torácica
Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Torácica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Publicado
2011-03-01
Como Citar
Waisberg, D., Rego, F., Bellato, R., Hortêncio, L., Junqueira, J. J., Terra, R., & Jatene, F. (2011). Conduta cirúrgica do derrame pleural parapneumônico em adultos. Revista De Medicina, 90(1), 15-28. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v90i1p15-28
Seção
Artigos